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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

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Elogio do Facebook, de novo

Avatar do autor julmar, 06.01.21


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Zuckerberg (1984...)

Não é nada popular elogiar o Facebook. Porque será que comentadores da televisão, jornalistas, editores e livreiros olham para as redes sociais como se o diabo tivesse descido(queria dizer subido à terra), para pôr tudo do avesso? Então, onde está a mediação tão importante entre o emissor e o recetor? Pois, essa é uma longa história, a história dos mensageiros, seja a mensagem deste mundo ou do outro. Foi no seguimento da descoberta da imprensa que surgiu o célebre Nihil Obstat.



A história repete-se. Sempre que apareceu uma nova ideia, uma nova tecnologia, os detentores do poder e todos os que exerciam poderes e ofícios que sustentavam a antiga ordem, clamavam que ia ser o fim do mundo. E, em parte, tinham razão, o mundo deles ia acabar mas o mundo ia continuar o seu curso inexorável de acordo com as leis que o regem. Os museus e os cemitérios são a prova da efemeridade das coisas e das pessoas. Certo é que comparando as vidas do passado com as vidas dos homens de hoje, atentando no caminho percorrido, não vejo como não nos possamos sentir orgulhosos e felizes por nos ser dado viver no tempo que vivemos, por sermos o último fruto de uma tão longa história. Quanto menos conhecemos a história, mais receamos o futuro e isso não significa que o passado seja um rio de águas tranquilas. Não. Por vezes, as águas furiosas levaram tudo o que puderam: as casas, os animais, teres e haveres e até os entes queridos; outras vezes, redemoinhos traiçoeiros ou cataratas inesperadas cortaram o curso normal. Os homens foram aprendendo e criando saber, construíram portos, diques, barragens e barcos mais seguros e resistentes. Mais cómodos também. E, sobretudo, foram trocando a guerra pela diplomacia. Á medida que a arte da guerra se desenvolvia e as armas se tornavam cada vez mais mortíferas, foram descobrindo que a opção da paz era a mais sensata. Ou seja, o desenvolvimento das tecnologias tem sido acompanhado por um desenvolvimento de valores humanistas. A isto chama- se progresso.


E quem queira argumentar em sentido oposto não lhe faltarão situações, razões e exemplos e até é útil que alguém o faça. Porém, o importante é que continuemos nas nossas vidas a afirmar, aprofundar e alargar os valores proclamados pelo Iluminismo que vieram a ser plasmados na Carta dos Direitos do Homem.

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