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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

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As anotações de Júlio Marques.

Elogio ao Facebbok, a propósito da lagareta de Badamalos

Avatar do autor julmar, 22.01.21

lagareta de badamalos.JPG

(Fotografia de Natália Brigas)

Ao contrário de todos os que apenas conseguem encontrar nas páginas do Facebook o maior livro da Humanidade, coisas ruins, dou comigo a encontrar gente de bem, gente de valor, gente que escreve bem, que fotografa bem, que divulga o que de melhor encontra em si - no que é, no que diz, no que faz. Pela primeira vez na nossa História, gente sem voz pode sair do espaço  limitado e fazer-se ouvir pelo planeta inteiro. E há quem não goste disso. Em primeiro lugar, os donos da voz, os patrões da Comunicação Social e os seus executantes para quem as redes sociais são o fim do mundo. E têm razão  -  elas são o fim do seu mundo. Trata-se de uma revolução e já tivemos tempo de aprender que as revoluções não pedem licença. À socapa, envergonhados, vão espreitando e, para falarem tanto dessa nova Babel, estou em crer que, clandestinos, acabam por arranjar um perfil falso.

E permito-me citar os seguidores de Aristóteles: "Nihil est in intelectus quid prius non fuerit in sensus", i. e,  "Nada está no intelecto que primeiro não tenha estado nos sentidos" ( a citação latina é, só, porque estive a avivar o meu latim com o curso que Frederico Lourenço deu - ora, vejam lá!, na sua página do Facebook), para com o socorro da autoridade do peripatético Aristóteles (que, se fosse hoje, teria imensos seguidores na sua página) e do clássico Frederico Lourenço, para concluir que "nada está no Facebook que não esteja na vida real". E esse nada é tudo: o ódio, a inveja, a maldade, a arrogância e vaidade, a cobardia ... e o seu contrário: o amor, a admiração, a humildade, a coragem.

Por isso, estar no Facebook é como estar na vida. Vemos o que queremos ver, encontramos o que procuramos. O que vale é o teu olhar, a tua escolha. O mal e o bem está no teu olhar.

Nota: Não era sobre isto que ia escrever, mas olhei para a fotografia, que tomo a liberdade de aqui publicar,  encontrada na página do Facebook da Natália Brigas e derivei, mais uma vez, para o elogio. Ao amigo, não só do Facebook, João Afonso, apreciador e defensor do património local, mais uma vez, o meu obrigado por me ter conduzido à lagareta de Badamalos, uma preciosidade.

Sobre a lagareta, haverei de escrever em breve.

 

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