Socialismo burguês
julmar, 29.04.25

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Anotações, observações, reflexões sobre quase tudo o que me (co)move
Anotações, observações, reflexões sobre quase tudo o que me (co)move
julmar, 29.04.25

julmar, 14.04.25
“A religião é mais profunda que Deus. A crença em um deus é apenas uma possível manifestação ou consequência de uma visão mais profunda de mundo.”
— Ronald Dworkin, Religião sem Deus, p. 1
Neste instigante ensaio filosófico, Ronald Dworkin propõe uma visão provocadora: a de que é possível sustentar uma vida religiosa sem crença num deus pessoal ou sobrenatural. Em Religião sem Deus, o autor desafia a noção tradicional de religião, argumentando que muitos valores centrais da religiosidade — como o senso de reverência diante da vida, a busca por significado profundo e a crença em uma ordem objetiva de valor — podem existir independentemente da fé teísta.
A tese principal do livro é que a religião deve ser entendida não apenas como crença em Deus, mas como uma atitude perante o universo — uma convicção de que a vida tem um valor intrínseco e que o mundo contém mistérios que merecem respeito e contemplação, mesmo sem uma divindade. Dworkin defende que essa visão religiosa secular pode ser compartilhada por ateus e agnósticos, e merece o mesmo reconhecimento e proteção jurídica que as religiões teístas.
Combinando filosofia moral, teologia e direito, Dworkin critica o cientificismo reducionista e abre espaço para uma espiritualidade baseada na ética, na estética e na responsabilidade humana. A sua reflexão convida o leitor a repensar o significado de religião no mundo contemporâneo.
julmar, 05.04.25

No livro que nos traz aqui, um romance histórico que se situa no Império Sassânida no século III EC e que culmina e enfraquece em lutas contra o Imperio Romano. O personagem principal do romance é Mani (Maniqueu, de onde se forjou o termo maniqueísta, que de forma simplista representa os dois elementos em luta - o bem e o mal), que se tivesse continuado a ter a proteção do imperador Sapor e do seu filho, poderia ter tido o êxito que mais tarde, pouco tempo depois, teve o Cristianismo com a conversão e proteção de Constantino, imperador romano. Mas Mani não fazia concessões dos princípios que o iluminavam: que não há Religião Verdadeira, que todas as religiões são verdadeiras e falsas, que podemos adorar vários deuses e que não se pode perseguir ninguém por pertença a raça, casta ou religião. E foi isso que o condenou à tortura e á morte.