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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

A chegar a Cabul, passo a passo

julmar, 28.02.19

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A chegar a Cabul lá para meados de Março. Tudo a correr sobre rodas (quer dizer a andar sobre pernas). Persistência, consistência, resistência... e CORAGEM.

"... todas as minhas camnhdas foram diferentes, mas, olhando para trás, todas têm um denominador comum: o silêncio interior. A caminhada e o silêncio estão interligadas. O silêncio é tão abstrato quanto o caminhar é concreto"

A minha dívida a Calouste Gulbenkian

julmar, 21.02.19

Ao longo da minha vida contraí imensas dívidas. Espero viver anos suficientes para as poder saldar. Entre os meus credores está o "Homem mais rico do mundo", "o senhor 5%". Foi no princípio da década de 70, do século passado, que me foi atribuída uma bolsa de estudo, pela Fundação Calouste Gulbenkian que me permitiu fazer uma licenciatura de Filosofia. 

Sem Calouste Sarkis Gulbenkian o curso da minha vida seria diferente. Ler a sua recente biografia, conhecer a vida do grande mecenas, é a melhor forma que encontrei de saldar a minha dívida.

Não seja macaco

julmar, 08.02.19

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 Em verdade, em verdade vos digo:

Se o grão de trigo que cai na terra não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre, então produz muito fruto.
25 Quem se apega à sua vida, perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
                                                                                              Evangelho - Jo 12,24-35
 
Não precisamos ( nem devemos) aceitar ou pôr em prática quanto os livros nos dizem, sobretudo, se de livros sagrados se tratar. Porém, é estultícia não aproveitar quanto de sábio neles existe. No caso, a passagem do Evangelho de S. João.
Deixando de parte, a vida eterna, à qual  só os eleitos aspiram, deveríamos levar muito a sério o apelo à humildade e ao desapego, pressupostos de valores maiores como a generosidade, o altruísmo e a liberdade. 
E, claro, depois de, na história da evolução termos superado o macaco, não sermos tão estúpidos como ele e sabermos que há coisas mais importantes que os amendoins. E cada um saberá quais são os seus.
Certamente, já ouviu falar de como caem na armadilha: uma garrafa de vidro de pescoço estreito, amarrada ao tronco de uma árvore com amendoins dentro. O macaco vendo os amendoins, escorrega a mão pelo pescoço da garrafa e agarra os amendoins. Depois o punho fechado não lhe permite retirar a mão. Ele fica lá por horas, agarrado aos amendoins, até que o caçador chega  e pega nele.