Se não conseguir juntar a boa vida a uma vida boa escolho sempre a última (é só uma pitada de filosofia!). A confecção de uma e outra não exige especial sabedoria. Já a combinação das duas tem mais que se lhe diga. No caso, munido de uma tesoura e de um saco, arranjei uma boa companhia para um passeio pelas bordas do Cesarão até à Casa Branca (um lugar onde Deus podia ter criado Adão e Eva, assim o quisesse) onde desembocam as águas vindas das Canadas e em cujas águas correntes colhi as moruges ou merugens (à moda da vila) que limpas de outras ervas e bem lavada temperei com sal grosso, azeite e vinagre. Pão oferecido por um amigo que o fabrica com lenha da Correia, vinho oferecido por um familiar que o tem de seu trato e cuidado, queijo e enchidos do que se pôde arranjar ... bom se isto não é uma vida boa, o que é?
Por curiosidade, achei interessante ter encontrado em Londres, num supermercado, à venda moruges. Diferentes na quantidade, no preço, na cor ... quanto ao sabor não sei.

Durante anos a fio era o senhor Júlio Palos que dava corda ao relógio. Agora já não há quem dê corda ao tempo. Se ao menos o tempo parasse e ficássemos todos parados com ele evitaríamos o trágico e inexorável desenlace da vida! Mas não! Tudo anda, tudo se move, tudo muda, tudo passa, tudo corre. Menos o relógio ... e a ribeira.
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(Primeiro esboço) Oh as casas as casas as casas as casas nascem vivem e morrem Enquanto vivas distinguem-se umas das outras distinguem-se designadamente pelo cheiro variam até de sala pra sala As casas que eu fazia em pequeno onde estarei eu hoje em pequeno? Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco? Terei eu casa onde reter tudo isto ou serei sempre somente esta instabilidade? As casas essas parecem estáveis mas são tão frágeis as pobres casas Oh as casas as casas as casas mudas testemunhas da vida elas morrem não só ao ser demolidas Elas morrem com a morte das pessoas As casas de fora olham-nos pelas janelas Não sabem nada de casas os construtores os senhorios os procuradores Os ricos vivem nos seus palácios mas a casa dos pobres é todo o mundo os pobres sim têm o conhecimento das casas os pobres esses conhecem tudo Eu amei as casas os recantos das casas Visitei casas apalpei casas Só as casas explicam que exista uma palavra como intimidade Sem casas não haveria ruas as ruas onde passamos pelos outros mas passamos principalmente por nós Na casa nasci e hei-de morrer na casa sofri convivi amei na casa atravessei as estações Respirei – ó vida simples problema de respiração Oh as casas as casas as casas |
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Eu não costumo interessar-me pela vida de eclesiàsticos, a menos que tenham alguma relevância histórica. O que levou uma figura com tão extensa obra escrita, com tanta atribuição de medalhas e insígnias, com prémios vários, entre os quais o Prémio Fernando Pessoa ( que maldades fazem aos mortos!) tão aplaudida (até eu comprei o seu livro Portugal e os Portugueses do qual li duas ou três páginas e pus de lado) com um percurso tão brilhante culminado com o chapéu cardinalício com direito a brasão, o que levou o cardeal a ser exposto ao ridículo?
Então, os seus admiradores, aqueles que foram validando o seu percurso não acorrem em defesa do cardeal? Será que até o Espírito Santo lhe faltou com a luz?
O sexo tira muita gente da razão e estraga a vida a muita gente, sobretudo àqueles que dele não fazem uso e o querem recusar aos outros ou pretendem regulamentar o seu uso.
Não havia necessidade.

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