
Todos os dias passo por este, cada vez maior, bando de cegonhas que, aqui no Parque Biológico de Avintes, se sentiu tão confortável que deixou de migrar. São neste momento treze e, de acordo com a imagem de copulação, o número aumentará nos próximos meses.

A mudança de ideias e hábitos é difícil, muitos consideram-na mesmo impossível. A escola é um dos melhores exemplos. A discussão sobre os manuais escolares: o preço, o peso, a escolha, a qualidade, os interesses das editoras, etc. De certo modo, não se concebe o ensino sem livros feitos de papel. A pergunta que se deve fazer é simples: Para que servem os livros? A resposta é, obviamente, simples: Para colher informação, apenas isso. A construção do conhecimento é uma coisa diferente. Ora, um tablet por aluno diminuirai o peso e o preço na ordem de vinte vezes menos. A informação será quer em termos quantitativos, quer qualitativos incomparavelmente superior. Por isso, é incompreensível que a discussão continue a ter como base a mochila dos livros, continuando a dar força ao provérbio de que um doutor é um burro carregado de livros. As escolas, lugares privilegiados da aprendizagem e da construção do conhecimento, continuam a funcionar como se não tivesse havido uma revolução nas tecnologias de informação e comunicação. E claro, estaríamos a proteger a floresta.

Saí de minha casa, em Vila Nova de Gaia, no dia 14 de Janeiro de 2016, pelas 7,30 h. Cheguei hoje a Minsk, capital da Bielo Rússia, eram 15,30, hora de Portugal. Percorri 3749 km, passo a passo.
Amanhã estarei a caminho de Smolensk, em direção a Moscovo.
Minsk, capital da Bielorrússia, é uma cidade moderna dominada pela monumental arquitetura stalinista. Muitos de seus museus, teatros e outras atrações culturais linha Independence Avenue (Praspyekt Nyezalyezhnastsi), uma larga, 15 km de comprimento via que leva à vasta Praça da Independência. Ao longo desta icônica praça estão a enorme sede da KGB e a igreja neo-românica de São Simão e Helena, também conhecida como Igreja Vermelha, In Wiquipédia
Nos anos setenta tomei contato com a teoria linguístiva de Noam Chomsky e com a sua crítica à psicolgia beaviorista. De alguns anos a esta parte, interessei-me pelo Chomsky ativista político e pelos seus escritos em que nos alerta para os problemas fundamentais com que a humanidade se defronta e que na presente obra nos apresenta:As alterações climáticas e as armas nucleares. A sua tese principal é a de que os Estados Unidos, como primeira potência mundial a seguir à 2ª Grande Guerra, se constituíram como a maior ameaça à paz e à sobrevivência da humanidade. Proclamando-se defensores da democracia, através de uma intensa e continuada propaganda, instauraram sempre que foi do seu interesse, ditaduras um pouco por todos os continentes, com especial zelo na América do Sul, onde só Cuba resistiu, resiste. Obrigando os outros ao cumprimento dos compromissos e acordos internacionais, colocam-se de fora da lei internacional; assumindo-se como os principais inimigos do terrorismo, praticaram o mais selvático terrorismo e tornaram-se numa fábrica de terroristas; abriram uma guerra contra o Iraque com o falso pretexto da existência de uma arsenal de armas químicas eles que varrearam, entre outros, o Laos e o Vietname com napalm; eles são os únicos que utilizaram a bomba atómica e que depois disso mais vezes provocaram outras potências a usá-las ou eles estiveram na eminência de as usar. Tudo em nome da paz, do progresso, da liberdade e da democracia. Quem nos defende destes nossos protetores?
Ler Noam Chomsky não é ler um autor qualquer. As suas ideias não são propaganda. Assentam na descrição de fatos. Por isso, encontra uma grande quantidade de páginas no final do livro onde se referenciam as fontes que sustentam as suas ideias. Incomodado com a verdade, o presidente Nixon colcou-o na lista dos inimigos da América.
Inserto no livro Vigiar e Punir de Michel Foucault, aparece-nos esta extrato do livro de Jean-Bapriste de La Salle, Tratado sobre as Obrigações dos Irmãos das Escolas Cristãs:
Como é perigoso negligenciar as pequenas coisas. É um pensamento bem consolador para uma alma como a minha, ou indicada para as grandes ações, pensar que a fidelidade às pequenas coisas pode, por um progresso insensível levar-nos à mais iminente santidade: porque as pequenas coisas nos dispõem às grandes... pequenas coisas meu Deus, infelizmente dirá alguém, que podemos fazer de grande para Vós, criaturas fracas e mortais que somos. Pequenas coisas: se as grande se apresentassem, praticá-las-íamos? Não as crereríamos acima de nossas forças? Pequenas coisas: e se Deus as aceita e quer recebê-las como grandes? Pequenas coisas: acaso já as experimentámos? Acaso as julgamos pela experiência? Pequenas coisas: somos então culpados, se, vendo-as como tais as recusamos? Pequenas coisas: são elas entretanto que, com o tempo, formaram grandes Santos! Sim, pequenas coisas mas grandes móveis, grande sentimentos, grande fervor, grande ardor, e em consequência grandes méritos, grandes tesouros, grandes recompensas.

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