Quem anda por gosto, não cansa, diz o provérbio. Pode-se andar de infinitas maneiras e eu ando à minha. Iniciei a minha contagem no dia 14 de Janeiro e somei no dia de hoje, 17 de Novembro 2667,95Km. Cálculos feitos saí de Vila Nova de Gaia a 14 de Janeiro, atravessei Portugal, Espanha, França, Bélgica e, quase, toda a Alemanha, chegando hoje a Berlim, exatamente ao sítio onde se erguia o muro que durante a guerra fria dividiu a cidade de Berlim e a Europa. A próxima etapa será Varsóvia.
Creio dever tudo isto ao pedido que o meu filho me fez quando hà 29 anos lhe perguntei qual era a prenda que desejava para os seis anos que ia fazer no dia 17 de Novembro. Como tinha aprendido na escola que era o dia do não fumador, disse-me que a prenda era eu deixar de fumar. Levei o pedido a sério e consegui o que em várias tentativas anteriores não conseguira. Creio qe não teria conseguido "chegar a Berlim" sem essa prenda que dei ao meu filho.
Por isso, hoje é um dia de celebrações: Dar os parabéns e agradecer ao meu filho, de parabenizar todos os que deixaram de fumar e a minha "chegada a Berlim".
Leitura vagarosa, lenta, longa como o exige o assunto. Alguma coisa do que sei de História de Portugal devo-o à leitura ou cordenação de obras de José Mattoso. Tem o condão de nos levar através do concreto à compreensão de lugares e épocas passadas. Esta obra, cujo leitura se encaminha para o fim, ajuda-me a compreender o mundo rural da minha meninice que, em grande parte, era sob muitos aspetos um mundo medieval:a distinção entre espaços públicos e privados, as formas de identificação das pessoas e as formas de inserção familiar e social, as celebrações festivas. A alimentação, a sexualidade, a saúde, a doença, o corpo, alma.

Depois de há muitos anos ter ficado fortemente impressionado com a leitura de 'A um deus desconhecido' e ter realizado um trabalho académico no domínio da Sociologia sobre 'Bairro da Lata', chegou a vez de ler aquela que é a mais emblemática obra do autor: 'As Vinhas da Ira'. Leitura feita num momento em que a frustração, o medo e a ira voltam a crescer na terra do sonho americano.
Entre nós os livros de auto-ajuda não têm grande reputação e as livrarias normalmente colocam-nos numa secção que designam por 'Espiritualidades' onde aparece uma oferta muito variada. O mais correto seria chamar a tal secção 'Desenvolvimento Pessoal'. E, como em todas as secções, aparece por lá um pouco de tudo. A novidade deste, e foi o que me levou à sua leitura, foi o subtítulo - Os segredos dos centenários do Japão para uma vida longa e feliz. Sendo um objetivo louvável querer viver bem até 2051, há que pôr em prática os conselhos de quem já lá chegou.
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