Nem água, nem luz, nem saneamento, nem estrada. Este era o retrato de muitas aldeias de Portugal. Da minha aldeia natal também.
Comecei a dar aulas de Português (na Escola Técnica) e História (no Liceu) em outubro de 1973.
24 de Abril de 1974, deitei-me passava da meia noite, ouvi a canção "E Depois do Adeus" de Paulo de Carvalho ... e gostei de ouvir.
A partir do dia seguinte tudo era diferente e como no poema de Vinicius de Morais o "operário em construção", também eu cresci:
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Farto e refarto da bolororenta escolástica, leio e discuto textos de Marx, de Mao e, claro de W. Reich. E porque a revolução era levada a sério, havia era que meter as mãos na massa dando cumprimento ao pensamento de Marx:
Até hoje os filósofos interpretaram o mundo de diversas maneiras; ora, o importante é transformá-lo
E lá estou eu, em tempo de férias, em campanha de alfabetização com os mais velhos e em atividades com estas crianças.
Muita inocência, muita ingenuidade mas não trocaria estes tempos por nada.

Cada livro que lemos é é uma viagem fazemos ao mundo dos outros e ao nosso próprio mundo. Este livro leva-nos numa intensa viagem ao infinitamente grande e ao infinitamente pequeno que os dois se ligam ao nosso mundo que é o mundo das nossas percepções, dos nossos conceitos e das nossas emoções. O 'conhece-te a ti mesmo' socrático adquire uma nova dimensão que não passa apenas pelo examinar-se a si mesmo mas que, hoje, exige o contributo do conhecimento científico que nos traz luz à questão ' o que é o homem'. Não entenderemos o homem se não entendermos ccomo aqui chegou e, por isso, se torna imprescindível o contributo de todas as ciências. Das ditas ciências naturais: da Física, da Química, da Biologia, da Astronomia. da Etologia ... E mais uma vez, chegamos à conclusão que o homem descendeu dos céus e que foi a olhar para os céus que o homem descobriu a terra e nela se descobriu a si.
É tempo de o homem se libertar de explicações míticas e religiosas, de dogmas e de preconceitos. E não é fácil porque o nosso cérebro odeia mudar de ideias, custa tanto mudar de crenças que há quem morra por elas. Assim, diz-nos o autor que tem de haver uma pedagogia da desaprendizagem. Para tanto temos de aprender como lidar com o nosso cérebro e essa é uma aprendizagem que, hoje, está ao nosso alcance.
Com o autor descobriremos que «o cérebro está preparado, embora não lhe agrade, para mudar de opinião; que construímos o futuro em torno do passado; que nem todos os sistemas irracionais da mente são válidos; que estamos programados mentalmente para sermos únicos e que nisso reside, talvez, a explicação para a capacidade infinita dos seres humanos para serem felizes».
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