Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Porque amanhã é 25 de Abril - As mãos

julmar, 24.04.15

Com mãos se faz a paz se faz a guerra

Com mãos tudo se faz e se desfaz

Com mãos se faz o poema ─ e são de terra.

Com mãos se faz a guerra ─ e são a paz.

 

 

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.

Não são de pedra estas casas mas

de mãos. E estão no fruto e na palavra

as mãos que são o canto e são as armas.

 

E cravam-se no Tempo como farpas

as mãos que vês nas coisas transformadas.

Folhas que vão no vento: verdes harpas.

 

De mãos é cada flor cada cidade.

Ninguém pode vencer estas espadas:

nas tuas mãos começa a liberdade.

 

manuel alegre

o canto e as armas

europa-américa

1979

Dia Mundial do Livro - O Mediterrâneo em Chamas

julmar, 23.04.15

O Mediterrâneo em Chamas - I e II Volume

Garro, Emílio
 Leituras Juvenis Nr.12/13
 Salesiana
 Literatura
 Literatura Infantil e Juvenil
 Portugues
 389
 0,20 Kg
Que seria de mim sem livros? Que seria a humanidade sem livros? Talvez não fosse humana ou o não fosse da mesma maneira. Talvez tenha sido uma deriva ou um parentese no caminho que nos levará sabe-se lá onde. Bastaria para a ausência dessa deriva que as palavras ditas as não levasse o vento, que se pudessem assim fixar como hoje o sabemos fazer em gravadores de voz. Em vez de livros haveria apenas audio livros. E teríamos a voz, não dos deuses que não falam mas dos seus profetas, as vozes de reis e imperadores. Fácil como é a palavra dita teríamos hoje uma enorme confusão e profusão de banalidades. Ao contrário, a invenção da escrita exigindo meios de suporte, instrumentos, tintas e, sobretudo uma esforçada esforçada aprendizagem, tornou-se um filtro que permitiu que para os vindouros apenas se transmitisse o importante. Provavelmente sem livros não chegaríamos ao estabelecimento de  códigos éticos e de códigos jurídicos, não chegaríamos à  matemática, à filosofia, à ciência e não teríamos chegado à informática. O livro, escrita e leitura.
Lembro-me de todos os livros que li. A maior parte deles lá estão nas estantes e em cada um deles uma parcela do meu tempo. Faltava lá aquele que tenho memória de ter sido a minha primeira extensa leitura. Lembro ainda como vivi os conbates entre os turcos e os cristãos naquele que é o mar onde nasceu a nossa civilização: o mediterrâneo. Chegou há dias no correio, comprado na net. E lá está, igual ao que li, com o cheiro tão carcterístico dos livros antigos.
Posso ter negado a satisfação de um qualquer desejo aos meus filhos. Nunca lhes neguei um livro.

Faleceu Eduardo Galeano

julmar, 21.04.15

Eduardo Germán María Hughes Galeano (Montevideo, Uruguay, 3 de setembro de 1940 - ib., 13 de abril de 2015),1 conocido como Eduardo Galeano, foi um periodista e escritor uruguaio, vencedor do prémio Stig Dagerman, considerado como um de los mais destacados autores de la literatura latino-americana.

Se tiver de eleger a frase cuja mensagem mais modificou a minha vida, pertence a Eduardo Galeano:

«Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos»

Tomei-a como lema. Se alguma coisa está ao nosso alcance mudar, somos nós mesmo. Porque haveremos, ou que direito temos, de querer mudar os outros?