Desejo para os meus amigos o que desejo para mim: felicidade e coragem para lutar por ela, coragem para mudar o que somos. Todos os dias.
"Somos o que fazemos mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos"
Eduardo Galeano
Muito do que aprendi, aprendi-o nos livros e, naturalmente, muito do que sou é fruto do que aprendi. Há livros que eu sei que me mudaram e há livros que me continuam a mudar. Sinto que neste ano de 2013 o Evangelii Gaudium do papa Francisco me irá mudar. É uma leitura muito recente, não sei ainda até onde irá essa mudança.
1- Double Troumble
2 - A grande Mudança - origem e historia do pensamento moderno ( prémio Pulitzer 2012) Stephen Grenblatt
3 - The Climb - John Escott
4- A civilização do Espetáculo - Mário Vargas Losa, ed. Quetzal
5- Sally's phone - Christine Lindop
6- Cão como nós - Manuel Alegre
7- Um Apartamento em Atenas
8 - Jerusalém - Gonçalo M. Tavares
9- Filosofia para a Vida, e outras situações perigosas, bertrand 2013 - Jules Evans
10- Canções Mexicanas - Gonçalo M. Tavares
11- Cenas de Aldeia - Amos Oz
12- O Massacre de Lisboa
13- Alto Desempenho - Como Desenvolver a excelência em si - Zig Ziglar
14- Madrugada Suja - M. Sousa Tavares
15- Da Corrupção à Crise, que fazer? - Paulo Morais , Gradiva
16- As pequenas grandes coisas - Tom Peters
17- O Apocalipse dos Trabalhadores - Valter Hugo Mãe
18- A Desumanização - Valter Hugo Mãe
19- A Confiança no Mundo - José Socrates
20 - Evangelii Gaudium - Exortação Apostólica - Papa Francisco
21- O Mediterrâneo - Fernand Braudel
169. Numa civilização paradoxalmente ferida pelo anonimato e, simultaneamente, obcecada com os detalhes da vida alheia, descaradamente doente de mórbida curiosidade, a Igreja tem necessidade de um olhar solidário para contemplar, comover-se e parar diante do outro, tantas vezes quantas forem necessárias. Neste mundo, os ministros ordenados e os outros agentes de pastoral podem tornar presente a fragrância da presença solidária de Jesus e o seu olhar pessoal. A Igreja deverá iniciar os seus membros – sacerdotes, religiosos e leigos – nesta «arte do acompanhamento», para que todos aprendam a descalçar sempre as sandálias diante da terra sagrada do outro (cf. Ex 3,5). Devemos dar ao nosso caminhar o ritmo salutar da proximidade, com um olhar respeitoso e cheio de compaixão, mas que ao mesmo tempo cure, liberte e anime a amadurecer na vida cristã.
202. A necessidade de resolver as causas estruturais da pobreza não pode esperar; e não apenas por uma exigência pragmática de obter resultados e ordenar a sociedade, mas também para a curar de uma mazela que a torna frágil e indigna e que só poderá levá-la a novas crises. Os planos de assistência, que acorrem a determinadas emergências, deveriam considerar-se apenas como respostas provisórias. Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social173, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais.
Assim começa o livro que não me canso de revisitar:«O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa, não costumam desejar tê-lo mais do que têm». Trata-se do Discurso do Método de R. Descartes e, acho tão revolucionária esta frase (e o livro) que, julgo que com ela, depois da pretensão das religiões nos irmanarem a todos pela fé num Deus, nos irmana através de uma racionalidade universal. Esse poder de discernir é igual em todos os homens, de onde, considera Descartes, a diversidade de opiniões não deriva de uns serem mais racionais do que os outros mas de seguirem caminhos diferentes ou de não consisderarem as mesmas coisas. «Pois não é suficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem»
E aqui é que, como diz o outro (grande sábio esse outro), a porca torce o rabo.
É sobretudo na condução da vida prática como na administração, na gestão, na educaçã, na política que os intervenientes recorrem à expressão: «o que é preciso é bom senso», querendo com isto dizer que nada mais é preciso. Ora, ter bom senso é ter capacidade de discernir e de escolher ... mas, isso todos temos. Porém, para o aplicar bem é preciso estudo e trabalho, é preciso colher informação, organizá-la, elaborá-la. Por isso, quando ouço um gestor, um político dizer que o que é preciso é bom senso, dou como adquirido que o trabalho que devia fazer o não fez. O bom senso, como o improviso ou o preconceito, são lugares privilegiados da preguiça. O que me suscitou esta reflexão foi o uso recente da expressão ao ministro da educação Nuno Crato.
Tudo é fácil quando se está brincando com a flor entre os dedos,
quando se olham nos olhos as crianças,
quando se visita no leito o amor convalescente.
É bom ser flor, criança, ou ser doente.
Tudo são terras donde brotam esperanças,
étalas, tranças,
a porta do hospital aberta à nossa frente.
Desde que nasci que todos me enganam,
em casa, na rua, na escola, no emprego, na igreja, no quartel
com fogos de artifício e fatias de pão besuntadas com mel.
E o mais grave é que não me enganam com erros nem com falsidades
mas com profundas, autênticas verdades.
E é tudo tão simples quando se rola a flor entre entre os dedos!
Os estadistas não sabem,
mas nós, os das flores, para quem os caminhos do sonho não guardam segredos,
sabemos isso e todas as coisas mais que nos livros não cabem.
António Gedeão
Gosto de quem escreve bem, independentemente do assunto. Gosto de quem escreve sobre o passado e o faz de uma forma viva como se estivéssemos lá. Gosto do mediterrâneo. Como seria a civilização terrestre sem o mediterrâneo? Por tudo isso gosto de ler Braudel.
Nadir Afonso , GOSE (04 de dezembro de 1920 - 11 de dezembro de 2013) foi um abstracionista geométrica pintor.Formalmente treinados em arquitetura , que ele praticava no início de sua carreira com Le Corbusier e Oscar Niemeyer , Nadir Afonso mais tarde estudou pintura em Paris e tornou-se um dos pioneiros na arte cinética , trabalhando ao lado deVictor Vasarely , Fernand Léger , Auguste Herbin , e André Bloc .
Como teórico de suas próprias geometria baseada em estética , publicados em vários livros, Nadir Afonso defende que a arte é puramente objetiva e regido por leis que tratam a arte não como um ato de imaginação, mas de observação, percepção e manipulação de forma.
Nadir Afonso alcançou reconhecimento internacional no início de sua carreira e atualmente ocupa muitos de seus trabalhos em museus. Seus trabalhos mais famosos são o Cities série , que retratam lugares em todo o mundo. A partir de 2010 e aos 90 anos de idade, ele ainda estava pintando ativamente. Ele faleceu no 11 de dezembro de 2013 , no Hospital de Cascais, onde foi hospitalizado. Durante sua vida, ele conseguiu grandes honras, sendo capaz de representar o seu país e no estilo de arte no melhor nível. (in Wikipédia)
O papa Francisco é um caso muito sério. Muito cético acerca da humanidade dos homens e do seu valor, sou difícil de conquistar. Gosto do Papa Francisco ao olhar para ele, porque é autentico no seu olhar alegre e bondoso. E porque tem um discurso que, cristão ou não, todo o homem de boa vontade se pode rever nele. Por isso tenho em curso a leitura da Exortação Apostólica, de onde respiguei:
A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a
alegria.
«Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento. De facto, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais.»
Consequentemente, um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral.
O crente é, fundamentalmente, «uma pessoa que faz memória».
Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte maravilhoso, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas «por atração»13
De facto, todos eles ajudam a delinear um preciso estilo evangelizador, que convido a assumir em qualquer atividade que se realize. E, desta forma, podemos assumir, no meio do nosso trabalho diário, esta exortação da Palavra de Deus: «Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo vos digo: alegrai-vos»
Maior que Alexandre, maior que César, maior que Napoleão não precisou nem de armas, nem de exércitos. A grande lição é que temos um poder extraordinário dentro e nós. Mais do que herói, foi um santo. Um santo sem religião. Para quem ainda não viu, veja o filme biográfico Invictus.
«Nascemos para manifestar
a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
inconscientemente damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo,
nossa presença, automaticamente, libera os outros»
Nelson Mandela
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