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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

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As anotações de Júlio Marques.

Leitura de Novembro

julmar, 30.11.13

Falava com um amigo sobre a leitura que acabava de fazer do livro de Sócrates e, antes que adiantasse sobre o assunto: - Mas o gajo não é engenheiro? Um outro, ao lado, acrescentou: - Ele nem engenheiro é. Sobre o caso de ter ido estudar Filosofia para Paris ouvi os maiores disparates. Ora, há po aí muita gente que não é ninguém ( que não é o caso do meu querido amigo ) porque nunca para, porque nunca repara, porque não se senta se não para comer, porque  não lê se não bola ou fofoquices, porque não escuta, porque não escreve , enfim, porque não pensa. E quem não pensa por si, pensa pelos outros, segue a opinião. O desdém com que muitos políticos e intelectuais comentaram o retiro de Sócrates para estudar filosofia e a desqualificação da iniciativa mostram bem o quão pouco amam a tarefa que se impõe a cada um de nós de aprendermos continuamente. Porém, essa é gente que já aprendeu o que havia para aprender - leis, economia, finanças e gestão acrescentados de retórica suficiente onde embrulha os interesses pessoais. Claro que um estudo filosófico sobre a tortura não se amanha a tais saberes. Esse é o incómodo de muitos e o ódio de alguns como o de Lobo Xavier.

Precisamos de saber o que os nossos políticos pensam e, em primeiro lugar, se, realmente pensam. E a melhor forma de o sabermos não é pelo que dizem ou escrevem nos meios de comunicação social mas através de um discurso argumentativo em que claramente defendam as suas ideias sobre o tipo de sociedade que defendem.  

E claro, os cidadãos terão de ler. De ler com inteligência. Caso contrário, julgamos sem saber, preconceituosamente. 

E, finalmente, um título que diz bem com o político José Sócrates: A confiança no mundo.

 

 

Que seria de nós sem o CARALHO?

julmar, 14.11.13

Esta história do CARALHO, pescada no Facebook quero-a aqui no Badameco, blog dalguma pretensão cultural. Por isso mesmo também que uma cultura que se preze tem que ser uma cultura do CARALHO. Escrito com todas as letras e, se dito, com a pronúncia que convém. Nada de, como na minha aldeia, palavras que o suavizam como CATANO, CARAMBA, CATANCHO ou a corruptela tripeira do CARAGO. Leiam e fiquem ENCARALHADOS, como eu.

 

[Esta rua existe, fica em Covão do Lobo, Vagos – Aveiro.] História da palavra CARALHO O que significa a palavra “CARALHO”? Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias prescrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco. Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão: “MANDAR P’RÓ CARALHO" Hoje em dia,CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo. Ao apreciarmos algo de nosso agrado, costumamos dizer: “ISTO É BOM COM’Ó CARALHO” Se alguém fala conosco e não entendemos, perguntamos: Mas que CARALHO é que estás a dizer? Se nos aborrecemos com alguém ou algo, mandamo-lo p’ró CARALHO. Se algo não nos interessa dizemos: NÃO QUERO SABER NEM PELO CARALHO. Se, pelo contrário, algo chama a nossa atenção, então dizemos: ISSO INTERESSA-ME COM’Ó CARALHO. Também são comuns as expressões: Essa mulher é boa com’ó CARALHO (definindo a beleza); Essa gaja é feia com’ó CARALHO(definindo a feiura); Esse filme é velho com’ó CARALHO (definindo a idade); Essa mulher mora longe com’ó CARALHO (definindo a distancia); Enfim, não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um “CARALHO”. Se a forma de proceder de uma pessoa nos causa admiração dizemos: "ESTE TIPO É DO CARALHO" Se um comerciante está deprimido pela situação do seu negócio, exclama: “ESTAMOS A IR P’RÓ CARALHO”. Se encontramos um amigo que há muito não víamos, dizemos: PORRA, POR ONDE CARALHO É QUE TENS ANDADO? É por isso que lhe envio este cumprimento do CARALHO e espero que o seu conteúdo lhe agrade com’ó CARALHO, desejando que as suas metas e objetivos se cumpram, e que a sua vida, agora e sempre, seja boa com’ó CARALHO A partir deste momento poderemos dizer "CARALHO", ou mandar alguém p’ró "CARALHO" com um pouco mais de cultura e autoridade académica Mais Informações em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caralho ... [ via Zambonetti Ilton.]