
As coisas mais importantes na (da) vida são assim: Só nos lembramos da importância delas quando nos faltam. O Google tornou-se uma dessas ferramentas ao nível do conhecimento e da informação: está tudo lá à distância de um clique. Claro que podemos viver sem google. Mas não é a mesma coisa. E se damos graças ao supremoa arquitecto do universo eu quero hoje mostrar o meu reconhecimento aos criadores do google. Obrigado.
Wallace D. Wattles escreveu este pequeno livro em 1910. Não existe tradução em português (talvez por que os portugueses têm o culto da pobreza e estigmatizam a riqueza). Em apenas 66 páginas o autor mostra-lhe o caminho certo - A Certain Way, como pensar e agir - para se tornar rico. Não se ria, leia primeiro. Mais ainda, é infalível porque se trata de um conhecimento científico de caráter matemático. Claro, se o não conseguir é por sua exclusiva culpa que não seguiu o método, pela simples razão de ter de pagar um preço para que não está preparado.

There is a thinking stuff from which all things are made, and wich, in its original state, permeates, and fills the interspaces of the universe.
A thought, in this substance, produces the thing that is imaged by the thought.
Man can form the things in his thought, and, by impressing this thought upon formless substance, can cause the thing he thinks about to be created.
In order to do this, man must pass from the competitive to the creative mind; otherwise he cannot be in harmony with the Formless Intelligence, wich is always creative and never competitive spirit.
Man may come into full harmony with the Formless Substance by entertaining a lively and sincere gratitude for the blessings it bestows upon him. Gratitude unifies the mind of man with intelligence of Substance, so that man’s thoughts are received by Formless. Man can remain upon the creative plane only by uniting himself with the Formless Inteligence through a deep and continuous feeling of gratitude.
Man must form a clear and definitive mental image of the things he whishes to have, to do or to become; and he must hold this mental image in his thoughts, while being deeply grateful to the Supreme that all his desires are granted to him. The man who wishes to get rich must spend his leisure hours in contemplation his vision, and in earnest thanksgiving that the reality is being given to him. Too much stress cannot be laid on the importance of frequent contemplation of the mental image, coupled with un wavering faith and devout fratitude. This is the process by witch the impression is given to the Formless, and the creative forces set in motion.
The creative energy works through the established channels of natural growth, and of the industrial amd social order. All that is included in his mental image will surely be brought to the man who follows the instructions given above, and whose faith does not waver. What he wants will come to him through the ways of established trade and commerce.
In order to receive his own when it shall come to him, man must be active; and this activity can only consist in more than filling his present place. He must keep in mind the Purpose to get rich through the realization of his mental image. And he must do, every day, all that can be done that day, taking care to do each act in a successful manner. He must to give to every man a use value in excess of the cash value he receives, so that each transaction makes for more life; and he must so hold the Advancing Thought that the impression of increase will be communicated to all with whom he comes in contact.
The men and women who practice the foregoing instructions will certainly get rich; and the riches they receive will be in exact proportion to the definiteness of their vision, the fixity of their purpose, the steadiness of their faith, and the depth of their gratitude.
Homens que fazem a cultura
Estamos em tempos de solidão, estamos em tempos que quem pode deve mostrar o caminho da liberdade e da dignidade.
Precisamos de saber «que há sempre alguém que resiste/ há sempre alguém que diz não»
E Teresa Horta, terá recordado a outra poetisa
«Porque os outros se mascaram, mas tu não»
Morrer de Amor
Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
Maria Teresa Horta, in “Destino”
Desde os tempos da Revolução dos cravos que não saía à rua. Do 25 de Abril, do 1º Primeiro de Maio recordo o riso estampado nos rostos, a alegria incontida, a libertação, a liberdade, o sonho.
Nesta manifestação havia muita gente que ali acorreu para verter os sentimentos e emoções. Tristeza, preocupação, indignação eram o denominador comum. Também havia raiva, pouca. Insultos? Não. Apenas desabafos, como o da fotografia.
Estaríamos no ano de 1964. Seminário de Beja, coração do Alentejo. Tínhamos entrado para a sala de aula e aguardávamos a entrada do padre Lúcio, professor de Matemática. Chegou, de batina, e um riso nos lábios. Levou o indicador à boca e psch! Pediu-me para ir buscar um gira-discos. Colocou o disco que acabava de trazer da cidade e pôs-nos a ouvir Zeca Afonso. Não sei se foi um acto de loucura ou de coragem. Não recordo nenhuma aula de matemática mas nunca me esqueci desta.
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
No chão do medo
Tombam os vencidos
se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Ainda não era Cavaco mas Aníbal. Entusiasmado com um carro novinho acabado de comprar a que fez rodagem, rumando até à Figueira da Foz, onde decorria um congresso do PSD. Professor de Finanças, jovem, austero, convencido, convenceu o partido do quale tomou as rédeas para com ele conquistar o poder, primeiro como Primeiro-ministro e mais tarde como Presidente da República, tornando-se, deste modo, o político com mais tempo na política e maior responsável pelo estado a que a Nação chegou. A década de 90 é a década das maiorias cavaquistas, do grande afluxo dos fundos europeus com os quais se inicia a idade do betão (as auto-estradas, as pontes, o Centro Cultural de Belém – jóia do cavaquismo ), o início das PPP (parcerias Público-Privadas), o recebimento de dinheiro para modernização da frota pesqueira e da agricultura que significou o desmantelamento de uma e de outra, o desenvolvimento do sector dos serviços, o alastramento de Grandes superfícies Comerciais que arruinaram o pequeno comércio; no ensino houve a proliferação de Escolas Superiores do Ensino Privado, numa concorrência desleal com o Ensino Público, muitas delas coutadas de partidos, onde lecionavam políticos cuja competência era muitas vezes, a do cartão partidário e onde outros políticos aproveitavam para compor o currículo com licenciaturas, mestrados, doutoramentos de que, por infelicidade para o visado, temos o exemplo de Miguel Relvas . E à volta de Cavaco foram-se afirmando ministros e secretários que mais do que do bem público foram construindo redes de interesses privados que, cobertos com leis, viriam a dominar setores vitais das atividades do país, nomeadamente na área da economia e das finanças. E pasme-se com assento no Conselho de Estado, como é o caso de Dias Loureiro, uma escolha de Cavaco Silva. Um exemplar de uma corte frequentada por Oliveira Costa. Gente do BPN onde Cavaco tinha tratamento preferencial na valorização das suas economias. Infelizmente, (por medo ou falta de ousadia, por prudência?)por ter sido coisa da Maria , como afirmou, a valorização foi grande mas o investimento pequeno pelo que ficou um homem pobre com dificuldade em governara vida com o mísero ordenado de Presidente da República. Gente na maior impunidade, até hoje, para sempre. Ah, se eu ao menos acreditasse no Juízo Final! Mas a corte é muito grande: Duarte Lima (como é que um homem inteligente se descuida assim!) que à nossa custa dava festas a essa imensa corte- que grandes banquetes - que hoje deveriam corar de vergonha. Se a tivessem. Sim, os que foram para administradores do Banco do Estado, a CGD; os que foram para o Banco de Portugal; os que foram para autarquias – olha os Valentins, olha os Isaltinos; os que foram para administradores de Empresas do Estado e privadas- olha o Ferreira do Amaral e o Mira Amaral que mostram no peso do corpo o peso da carteira. E onde estavam o Pedro e o Miguel? A trabalhar arduamente na JSD, tão arduamente que não tinham tempo para estudar, eles apostavam nessa máxima dos bajuladores militantes: «O importante não é o que conheces mas quem conheces». Em termos de academismo bastava-lhes a Universidade de Verão. O PSD é uma grande família. Tem bandeira e tem hino. E tem condes e barões. Tem sedes e bastiões. Também tem aparelho partidário e hierarquias, distritais e concelhias. E lealdades. Também tem pés-rapados que pedem ao padrinho um lugarzinho ao sol. Um PSD importante acusava o partido de ser como um albergue espanhol para se referir a esse espaço onde desaguam as mais desvairadas gentes e interesses. Ouvi muitas vezes, que o PSD é o partido que melhor reflete as gentes e a cultura portuguesa e se calhar tem razão, pese embora a minha tristeza. Na procura de alguns argumentos, iria buscar os que já conhecemos. 1 - O PSD é um partido ingovernável, tal como país: “Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar” Caio Júlio César, político e general romano (100 a.C. – 44 a. C) A frase de Caio Júlio César assenta ainda com mais rigor ao PSD que ao país. Desde o princípio. Mas se atendermos aos seis anos em que durou o governo Sócrates, o que vemos? Uma luta pelo poder no partido insanável e que só termina com a exaustão do governo instituído. Durante esses anos temos Santana Lopes, Marques Mendes, Filipe Menezes, Manuela Ferreira Leite e … exausto o partido de tanta luta interna cai o partido no mais impreparado e inexperiente de todos para governar o país – Pedro Passos Coelho. Foi assim nesta sucessão de líderes que o partido preparou a governação do país. 2 – O país e o PSD espelham-se um no outro “Cada povo tem o governo que merece” Joseph-Marie de Maistre (Savoia, 1 de Abril de 1753 — 26 de Fevereiro de 1821) O povo escolheu Pedro Passos Coelho para o governar. Aí o temos em todo o seu esplendor colocando o povo a pão e água. Já nem tanga temos, andamos nus. E, sobretudo, um povo que suporta mentira tão descarada e tratamento tão indigno … merece bem o governo que tem.
O primeiro domingo deste ano da graça de dois mil e doze, dia em que, por força duma tradição quase milenar, se celebra, em Vilar Maior, o Divino Senhor dos Aflitos,bem como o tríduo precedente, passei-o eu, por obrigação parental, peregrinar pela Ribeira Lima, terras onde a mãe de Portugal, a Rainha Dona Teresa tinha a sua Vila, a da Ponte de Lima—diremos nós.
Como para a soberana, para mim há tambem só uma vila,Vilar Maior, que foi sede meu concelho antes de o Degola-Municípios, Passos José ou a seu mando qualquer secretário de estado, o ter extinguido e mandado integrar com a Bismula, minha pátria chica ou santa terrinha, no do Sabugal.
Por isso, e mau grado durante todos aqueles dias me ter passeado pelas amenas veigas do Lima, e apesar da beleza da paisagem e da monumentalidade da região que integra os mais belos solares do Mundo, do que é exemplo a Casa de Bretiandos, de familiares do meu saudoso amigo Conde da Aurora, nunca me saiu da memória a imagem do Castelo de Vilar Maior
Por todos esses dias as minhas papilas gustativas foram regaladas com o melhor da cozinha minhota… pratos tradicionais da antiguidade portuguesa, enriquecidos com aportes da India e dos Brasis, onde foram vice-reis e capitães-mores os antepassados destes que agora me recebem.
Rojões e sarrabulhos em restaurante famosos dos Arcos, Ponte da Barca ou Ponte de Lima, peixes daqueles que os fidalgos requisitavam aos pescadores de Viana - os senhores dos Arcos e Ponte da Barca dizem aos fidalgos de Ponte de Lima que digam ao povo de Viana que mande peixe para cima - confeccionados à beira-mar por sábias mãos de nautas e argonautas,- de tudo me foi dado provar.
Mesmo assim não me saíam do goto os sabores de Vilar Maior - os cozinhados da professora Delfina, os melões do senhor Jose Pedro, as sardinhas da feira dos talentos, do vinho do saudoso Primo Carlos, do alvarinho do Alvaro Simões, do espumoso que os irmãos Gatas costumam abrir em minha honra.
É que não há nada como a saudade para emoldurar e dourar.
. Se marcha el Maestro. Adi...
. A ribeira de ontem e a ri...
. Andar passo a passo, com ...
. A reta é a mais curta dis...
. Ora, descubra lá a(s) dif...