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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Abraço - José Luís Peixoto - Uma longa leitura

julmar, 27.07.12

 

Livro de cabeceira desde o início do ano, é mesmo para ler devagar.

Autobiográfico? Sim, e depois? Que saberemos dele que não seja saber de nós mesmos?   Depois de escrevermos sobre o que se passou connosco e as nossas circunstâncias, aquilo de que falámos já não é o que era. Falar, escrever é ficcionar. E tudo isso é literatura como o autor nos mostra ao longo das folhas da sua vida tornadas em folhas de livro e de que é exemplo o texto Scrable.

O que me encanta no autor é a forma fácil(?) como o fluir quotidiano banal se transfigura em forma literária, como surpreende o tempo, o espaço, o gesto e como se avizinha inesperadamente da interrogação metafísica sem cair na tentação de por aí continuar.

Experimentemos, com o texto "Dentro dos meus olhos"

A minha mãe aparecia e desaparecia. A casa era um labirinto de sombras. O quintal suportava o tempo nos ramos dos pessegueiros. As ruas da vila aproveitavam o descanso. Era um serão do início de Setembro, um silêncio morno, a ideia de um lago.

Isto é literatura. Perante a beleza e o imaginário da forma, a história - era véspera de fazer doze anos - torna-se secundária. Assim,  a arte torna-se mais importante que a vida.

Os que têm medo de se expor não saem da realidade. E a realidade é uma casa muito sombria de que fazem prova diária as revistas cor de rosa e os realities que alimenta a cultura preguiçosa dos espíritos pimba.

Ó Relvas, ó Relvas Lusófona à vista! - Amora da Silva

julmar, 23.07.12
  O agradecimento ao meu amigo Amora da Silva que assim me adoça o ânimo.
(Para se divertir cante usando a música de Paco Bandeira)
    
A minha licenciatura

 crescestes nos PPDs
À beira dos jotinhas
Sentes inveja quando vês
Títulos que não tinhas

A malta do partido
Disse-te que não eras Doutor
Ficastes ofendido
A curtir a grande dor

Ó Relvas, ó Relvas
Lusófona à vista.
És contrabandista
De cunhas e sinecuras
Com elas compraste
A licenciatura
A licenciatura
A licenciatura
A licenciatura

Nelson Mandela , invictus ad aeternitate

julmar, 18.07.12

Maior que Alexandre, maior que César, maior que Napoleão não precisou nem de armas, nem de exércitos. Mais do que herói, foi um santo. Um santo sem religião. 

«Nascemos para manifestar 
a glória do Universo que está dentro de nós. 
Não está apenas em um de nós: está em todos nós. 
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, 
inconscientemente damos às outras pessoas 
permissão para fazer o mesmo. 
E conforme nos libertamos do nosso medo, 
nossa presença, automaticamente, libera os outros»

Nelson Mandela

Morreu Stephan Covey

julmar, 16.07.12

O que sou, no meu melhor, devo-o a algumas pessoas que encontrei ao longo da vida e a alguns livros que tive a felicidade de ler. «Os Sete hábitos das pessoas altamente eficientes» encontra-se no conjunto desses livros. Antes de ser um livro de técnicas de relações sociais é um livro que parte de princípios assentes na moralidade que impede a artimanha, a manigância, a manipulação. Durante anos no meu gabinete de diretor do Centro de Formação de Professores, esteve afixado o esquema dos sete hábitos.

 

 

 

Relvas, O Sumo Pontífice, In Tratado da Bajulação - Amora da Silva

julmar, 10.07.12

«O homem que se vende recebe sempre mais do que o que vale», de autor desconhecido

O jeito faz dos jeitosos um modo de ser, de estar, de fazer e de dizer que, não é defeito, é feitio indutor de tão grandes e maravilhosos eventos que os torna em entes admiráveis e paradigmáticos, sendo os mais notáveis arquétipos em que os pequenos jeitosos devem colocar os olhos se querem tornar-se ilustres jeitosos.
Perde-se esta cultura nos longínquos da nossa história. De algum modo, senão é congénita, com a sua força ter-se-á definitivamente inscrito no seu código genético. Assim, nasce-se com jeito para isto ou para aquilo, assim como uma espécie de vocação ou fatalidade. Por vezes, aparecem alguns tão destituídos que "não têm jeito para nada". Se fossemos de carácter tão incompassivo como o filho de Deus diríamos de tais espécimes que 'melhor seria não terem nascido', pelo menos nesta pátria onde quem tem um olho é rei. Ou poeta.
em grau tão elevado que conseguem atingir o que querem sem estudo, sem trabalho, pendurando-se aqui, encavalitando-se acolá, como cucos aproveitando-se do ninho dos outros, apanhando boleias dos distraídos.
Estes jeitosos tornam-se mestres na arte do jeito que lhes fica colado ao corpo e lhes talha a alma. Nos seus vários estilos sabem como pôr graxa, como puxar o brilho; mais do que de estratégia, vivem do estratagema; mais que de arte, vivem da artimanha;
Peritos na escolha do tipo de graxa e do modo de usar, lambem botas, serpenteiam ou rastejam para chegar ao pretendido. Desde pequenos que a sua brincadeira preferida é andar às cavalitas.
A sua cultura assenta na velha sabedoria dos provérbios populares, dos quais fazem uma cuidadosa seleção e que constitui o seu argumentário inexpugnável. Cultores da palavrinhas mansas, da palavrinha a sós, das palmadinhas nas costas, movem-se em salamaleques, vénias e mesuras. Entre eles disputam influências, favores, conezias e prebendas sempre com jeito, de uma forma redonda que é a sua geometria de eleição.
A política é o seu habitat natural porque os dispensa de viver do suor do seu rosto. São preguiçosos e indolentes, têm como regra a lei do menor esforço, mesmo que se traduza em asneira máxima. Basta-lhes sempre ter uma ideia geral sobre os assuntos para o que é suficiente a “conversa de café” ou equivalente. Isso não significa que não sejam especialistas nalgumas áreas, onde mais do que o saber lhes interessa a prática. Por exemplo são exímios culambistas ainda que a maior parte desconheça o significado.

O nosso Relvas, por exemplo, é um bom exemplo de que a teoria, o estudo é uma grande treta ou uma grande seca. Porque raio é que se há-de estar a estudar teorias se o que interessa á a prática?

E têm um gosto especial nas apresentações, nos cartões de recomendação … «diga-lhe que vai da parte do senhor engenheiro...» E tendo falado uma vez passam logo a ser amigos e, se extrovertidos, de piada brejeira fácil e com vocabulário atrevido passam à categoria de amigalhaços. E tratam por filho da puta todo o que não entrar no seu jogo de influências ou, de algum modo, perturbe a sua forma de ajeitar-se.

São dados ao sentimento, à compaixão, à piedade – traduzidas em diminutivos caritativos: dar uma mãozinha, um empurrãozinho, uma palavrinha quando as coisas correm a jeito; e à ira ruborizada no rosto quando algum filho da puta armou em sério e estraga o arranjinho.

Quanto ao olhar são congenitamente incapazes de olhar de frente – tudo o que é reto lhes é adverso, preferem o curvilíneo, os atalhos e as veredas aos caminhos.

Isto é que são de uma raça!

Miguel Relvas – O braço direito de Pedro Passos Coelho – Amora da Silva

julmar, 03.07.12

Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu

Tenho lutado comigo para manter afastado deste blog a espuma dos dias que hoje é quase toda feita de economês, feita na plataforma televisiva, por onde os ilustríssimos economistas passeiam a sua pseudo-ciência. Interrogo-me mesmo como é que ilustríssimos doutores, professores, alguns mesmo professores doutores, outros doutores com letras maiúsculas, repetem os mesmos lugares de sempre, e se a ciência económica é aquilo, garanto que a minha avó que não sabia ler nem escrever e construiu, do nada, uma próspera empresa de latoaria, havia de achar que esta gente tem muita lata. Apenas lata com a qual apenas faz um barulho tremendo. Um barulho ensurdecedor.

Este governo é um mau exemplo para os jovens que almejam uma valorização através do estudo. Pedro Passos Coelho, ocupado como andava com a militância nessa grande universidade que é a JSD de intensa atividade política, terá concluído a sua licenciatura com 37 anos, a tempo de ser Primeiro-ministro de Portugal.

Miguel Relvas é o mesmo, para pior, nas suas palavras ao jornal “I”

 “Tendo iniciado a minha actividade política e profissional ainda muito jovem, numa altura em que a política mobilizava milhares de cidadãos na primeira década após o restabelecimento da democracia em Portugal, essa intensa participação cívica em que me empenhei tornou-se, à época, incompatível com as obrigações académicas, tal como sucedeu com muitos outros jovens dos mais diversos quadrantes partidários”.

Miguel Relvas consegue insultar, de uma vez só, milhões de portugueses, nomeadamente aqueles que tendo intensa atividade cívica não descuraram a sua formação académica.

Mas o que aprendeu, desde cedo, foi o Xico Espertismo, os movimentos ondulantes, o jeito redondo, as falinhas mansas com quem está em cima e a fala grossa com quem está debaixo, o aperto de mão estudado, as palmadinhas nas costas, os salamaleques,  o zigzaguear, o disfarce, a intensidade das pressões, o cálculo dos limites.

Miguel Relvas deveria saber que o contrabando é uma atividade ilegal e terá de provar que o não fez. Se não houvesse muita gente importante no barco dele, seria um náufrago.

 Assim, o náufrago há-de ser o povo português que o escolheu.

DESCUBRA OS SEUS TALENTOS

julmar, 03.07.12

Lei do Dharma ou Finalidade

Cada um de nós tem capacidades únicas e uma forma própria de as expressar. Há necessidades para as quais os nossos talentos são particularmente indicados e, quando as necessidades do mundo encontram a expressão criativa dos nossos talentos, atingimos a nossa finalidade, o nosso dharma.

Para atingir o dharma, a sua força vital terá de fluir sem esforço e sem interferência. Uma maior compaixão, mais sabedoria e mais alegria são provas de que a nossa vida está a fluir de acordo com a lei do dharma.

Esta lei tem três componentes principais.

 O primeiro é que a nossa finalidade última é descobrir o nosso Eu superior. Há que encontrar dentro de nós o deus ou deusa que quer expressar a finalidade sagrada para a qual nascemos. Há que despertar a consciência ilimitada e eterna que é a essência daquilo que somos como seres intemporais e eternos que estão a passar por uma experiência limitada pelo tempo.

O segundo componente da lei do dharma é o reconhecimento e a expressão dos nossos talentos únicos. Ocupe algum tempo a prestar homenagem aos seus dons inatos, elaborando uma lista das coisas que sabe fazer bem. Uma das formas de se ligar ao seu dharma é pensar nas coisas que realmente gosta de fazer. Faça uma lista das coisas que lhe proporcionam alegria a si, e também aos outros enquanto está a fazê-las. Pode cantar, tocar piano,dar aulas de ginástica ou cozinhar. Pode ser naturalmente bom a escutar ou a ajudar aqueles que precisam. Sejam quais forem os seus talentos únicos, expressá-los será uma fonte de felicidade e uma fonte de satisfação para si e para os outros. Quando está a fluir com o seu dharma e a expressar os seus talentos próprios, o tempo deixa de o dominar e permite-lhe passar para o domínio da consciência intemporal.

O terceiro componente do dharma é servir os outros. As ações em verdadeira consonância com o dharma são naturalmente benéficas, tanto para si como para aqueles a quem afetam. O diálogo interior de uma pessoa no dharma : «Como posso ser útil?» e: «Como posso ajudar?» As respostas a estas perguntas permitir-lhe-ão servir o próximo com amor e compaixão. Colocar os nossos dons ao serviço dos outros é a expressão mais elevada da lei do dharma. Quando as nossas expressões criativas vão ao encontro das necessidades dos outros seres humanos, a abundância flui na nossa vida.

Quando conseguimos expressar sem esforço  os nossos talentos neste mundo, estamos a cumprir a lei do dharma. Quando deixamos que a inteligência e a energia vital da natureza fluam através de nós, estamos perante o nosso objetivo superior – servir o mundo e apoiar o fluxo evolutivo da vida.

Ponha a lei do dharma em prática, comprometendo-se a observar os três passos que se seguem:

  1. Preste atenção à silenciosa tranquilidade que existe dentro de si e que anima o seu corpo e a sua mente. Ao longo do dia, preste atenção à testemunha que, em silêncio observa os seus pensamentos e ações.
  2. Tome consciência dos seus próprios talentos que são únicos e das coisas que gosta de fazer para expressar esses talentos. Sinta-se grato pelos seus talentos naturais mesmo que se esforce por desenvolver outros.
  3. Cultive o diálogo interior que o leva a ajudar e a servir os outros. Quando as intenções subjacentes às suas ações forem ao encontro do seu dharma, agirá sem esforço e com êxito. Interrogando-se como pode ajudar e como pode servir os outros, alcançará os objetivos mais profundos da sua vida.

Transforme o seu diálogo interior de «Que tenho a ganhar com isso?» para «Como posso ser útil?»

 

Adaptação – In, As sete leis espirituais do Ioga , Deepack Chopra