“Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
«E vós também, ó moças da Província
que trazeis o verde dos campos no vermelho das faces pintadas!»
Almada Negreiros , in A cena do ódioa
Um quase poema, a partir de um jornal diário de 1971
Precisa-se criada para todo o serviço externa
que saiba de cozinha
interna para casa de saúde,
que seja dos arredores do Porto
habilitada para três pessoas, de 800 escudos
que tenha até aos 40 anos
de meia idade e para casa de pouco serviço
de 30 a 40 anos para tratar de menina
externa ou interna mas que saiba de cozinha
de sala, precisa-se
de sala, nova e com bom ordenado
habilitada e sindicalizada
rapariga de 12 a 15 anos
a dias para serviços domésticos
com conhecimentos de cozinha
rapariga de aldeia, até 15 anos
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