«Houve reis que tentaram aprisionar a felicidade com o seu poder, mas ela não se deixou prender. Milionários tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Famosos tentaram seduzi-la, mas ela resistiu ao estrelato. Sorrindo, ela sussurrou ao ouvido de cada ser humano: "Ei! Procura-me nas decepções e dificuldades e, principalmente, encontra-me nas coisas anónimas da existência." Mas a maioria não ouviu a sua voz, e entre os que a ouviram, poucos lhe deram credibilidade.»

«O facto novo é que esta guerra aos desacatos do vício ainda impune (e é bom que percebamos que não vaia continuar assim por muito mais tempo), em nome do desenvolvimento e da rentabilidade tanto psicológica como comercial, é conduzida por um exército de patetas radiantes de estupidez e de uma ambição feroz. São os imbecis de que falava Bernanos. São infalivelmente reconhecíveis pelo mau gosto, pela incapacidade de usarem com bomsenso e justeza o poder de que gozam hoje em dia. É o aspecto cómico da situação, porque, apesar de tudo, este existe: o poder mediático tem as mãos vazias, a substância que se propõe transmitir é nula. De resto falar em "transmissão" é supérfluo, porque isso faria supor que havia ainda, no fundo da tal estupidez radiante, uma relação com o passado, uma relação com a biblioteca, um qualquer conhecimento das formas anteriores que vão prosseguindo o seu lado subterrâneo. Ora não é nada disso. Ora não é nada disso. Pouco importa o que produzimos, dizem com os seus botões os tais novos imbecis, o que importa é estarmos aqui, a comandaar e que as saídas estejam devidamente controladas. Acima de tudo, nunca deixar entrar, por desatenção um humanóide competente; a partir daí, passa a ser preciso gerir aqueles problemas detestáveis do tipo de prestar atenção ao que se escreve, exercitar o juízo estético, arranjar tempo para ler, coisas por demais exasperantes;enfim e em resumo, trabalhar.»
«Precisamos de ter uma sala dos fundos só para nós, completamente disponível, na qual criemos a nossa verdadeira liberdade e o nosso principal rfúgio e isolamentp»
Montaigne
«Tenho em mim todos os sonhos do mundo», diz Fernando Pessoa. Diz-me o que desejas e dir-te-ei quem és, diz alguém ou digo eu.
Eis um livro que se lê numa hora. Depressa demais.Mas não faz mal. Sinal apenas de que está entusiasmado. Depois tome um lápis e papel e faça o que o autor lhe pede.
Se decidir levar a sério as indicações do autor, terá a sua vida mudada.
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