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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Entre o tudo e o nada

julmar, 30.01.09

«Uma vez que não podemos ser universais e saber tudo quanto se pode saber acreca de tudo, é preciso saber-se um pouco de tudo, pois é muito melhor saber-se alguma coisa de tudo do que saber-se tudo apenas de uma coisa»

Blaise Pascal

Avaliação com Sentido(s)

julmar, 27.01.09

 Editora: De Facto Editores

Colecção:

Praticum ­Ciências da Educação

Encadernação:

Brochado c/badanas

Nº edição:

1ª edição

Ano de edição:

Dezembro 2008

Dimensões:

130x210mm

Nº de páginas:

202 pp

ISBN:

978­989­96086­0­3

Preço: 16,00

Distribuição: Contra Margem

Nunca como hoje a avaliação surgiu como uma das palavras passe­partout, abusiva e prosaicamente utilizada nos mais variados campos e cuja mera invocação parece provocar um efeito mágico na resolução de todos problemas. O verbo avaliar é, actualmente, recorrente na retórica político­partidária e a defesa de uma “cultura de avaliação”, em todos os sectores de acção estatal e da sociedade, tornou­se um lugar­comum, sendo concomitante (colaborante?) com a expansão e consolidação do paradigma da performatividade generalizada, anunciado como traço fundamental da nossa “condição pós­moderna”.

Nesta obra, através da colaboração de um conjunto autores associados à ADMEE­Europa (Associação para o Desenvolvimento de Metodologias de Avaliação em Educação), assume­se o intuito de mostrar como o campo da avaliação se encontra, hoje em dia, sob o signo de uma complexidade pregnante: diversificam­se os “objectos(os alunos, os programas, as organizações, os professores…), conflituam as perspectivas metodológicas, aumentam as ambições de participação e de “empowerment” e acentua­se a importância dos contextos na construção de referenciais. Embora o esgotem nem representem exaustivamente esta problematicidade transversal, os textos reunidos no presente livro constituirão, seguramente, contributos significativos e diversos para uma necessária reinterrogação da actividade avaliativa.

 

A competência essencial

julmar, 20.01.09

O professor profissional – como o médico ou o engenheiro nos seus campos específicos - é aquele que ensina não apenas porque sabe, mas porque sabe ensinar. E saber ensinar é ser especialista dessa complexa capacidade de mediar e transformar o saber conteudinal curricular (isto é, que se pretende ver adquirido, nas suas múltiplas variantes) (...) - pela incorporação dos processos de aceder a, e usar o conhecimento, pelo ajuste ao conhecimento do sujeito e do seu contexto, para adequar-lhe os procedimentos, de modo a que a alquimia da apropriação ocorra no aprendente - processo mediado por um sólido saber científico em todos os campos envolvidos e um domínio técnico-didáctico rigoroso do professor, informado por uma  contínua postura meta-analítica, de questionamento intelectual da sua acção, de interpretação permanente e realimentação contínua. Aprende-se e exerce-se na prática, mas numa prática informada, alimentada por velho e novo conhecimento formal, investigada e discutida com os pares e com os supervisores (...)

Saber produzir essa mediação não é um dom, embora alguns o tenham; não é uma técnica, embora requeira: uma excelente operacionalização técnico-estratégica; não é uma vocação, embora alguns a possam sentir. E ser um profissional de ensino, legitimado por um conhecimento específico exigente e complexo, de que procurámos clarificar algumas dimensões (Roldão, 2007: 102).

 

Fazer do ofício docente o primeiro de todos os ofícios

julmar, 17.01.09

Eu que li «A Reprodução» de Bourdieu e Passeron e fiquei marcado por sua leitura, aqui deixo este naco do autor, retirado do terrear, um blog que nos ajuda a ver mais claro 

 
Um texto que li em 1987 e que me faz bem reler (de vez em quando):

"Ensinar não é uma actividade como as outras. Poucas profissões serão causa de riscos tão graves como os que os maus professores fazem correr aos alunos que lhe são confiados. Poucas profissões supõem tantas virtudes, generosidade, dedicação e, acima de tudo, talvez entusiasmo e desinteresse. Só uma política inspirada pela preocupação de atrair e de promover os melhores, esses homens e mulheres de qualidade que todos os sistemas de educação sempre celebraram, poderá fazer do ofício de educar a juventude o que ele deveria ser: o primeiro de todos os ofícios."

Pierre Bourdieu/Collège de France(1987) Proposições para o ensino do futuro.