«Uma vez que não podemos ser universais e saber tudo quanto se pode saber acreca de tudo, é preciso saber-se um pouco de tudo, pois é muito melhor saber-se alguma coisa de tudo do que saber-se tudo apenas de uma coisa»
Blaise Pascal
Colecção:
Praticum Ciências da Educação
Encadernação:
Brochado c/badanas
Nº edição:
1ª edição
Ano de edição:
Dezembro 2008
Dimensões:
130x210mm
Nº de páginas:
202 pp
ISBN:
9789899608603
Preço: 16,00€
Distribuição: Contra Margem
Nunca como hoje a avaliação surgiu como uma das palavras passepartout, abusiva e prosaicamente utilizada nos mais variados campos e cuja mera invocação parece provocar um efeito mágico na resolução de todos problemas. O verbo avaliar é, actualmente, recorrente na retórica políticopartidária e a defesa de uma “cultura de avaliação”, em todos os sectores de acção estatal e da sociedade, tornouse um lugarcomum, sendo concomitante (colaborante?) com a expansão e consolidação do paradigma da performatividade generalizada, anunciado como traço fundamental da nossa “condição pósmoderna”.
Nesta obra, através da colaboração de um conjunto autores associados à ADMEEEuropa (Associação para o Desenvolvimento de Metodologias de Avaliação em Educação), assumese o intuito de mostrar como o campo da avaliação se encontra, hoje em dia, sob o signo de uma complexidade pregnante: diversificamse os “objectos” (os alunos, os programas, as organizações, os professores…), conflituam as perspectivas metodológicas, aumentam as ambições de participação e de “empowerment” e acentuase a importância dos contextos na construção de referenciais. Embora não esgotem nem representem exaustivamente esta problematicidade transversal, os textos reunidos no presente livro constituirão, seguramente, contributos significativos e diversos para uma necessária reinterrogação da actividade avaliativa.
O professor profissional – como o médico ou o engenheiro nos seus campos específicos - é aquele que ensina não apenas porque sabe, mas porque sabe ensinar. E saber ensinar é ser especialista dessa complexa capacidade de mediar e transformar o saber conteudinal curricular (isto é, que se pretende ver adquirido, nas suas múltiplas variantes) (...) - pela incorporação dos processos de aceder a, e usar o conhecimento, pelo ajuste ao conhecimento do sujeito e do seu contexto, para adequar-lhe os procedimentos, de modo a que a alquimia da apropriação ocorra no aprendente - processo mediado por um sólido saber científico em todos os campos envolvidos e um domínio técnico-didáctico rigoroso do professor, informado por uma contínua postura meta-analítica, de questionamento intelectual da sua acção, de interpretação permanente e realimentação contínua. Aprende-se e exerce-se na prática, mas numa prática informada, alimentada por velho e novo conhecimento formal, investigada e discutida com os pares e com os supervisores (...)
Saber produzir essa mediação não é um dom, embora alguns o tenham; não é uma técnica, embora requeira: uma excelente operacionalização técnico-estratégica; não é uma vocação, embora alguns a possam sentir. E ser um profissional de ensino, legitimado por um conhecimento específico exigente e complexo, de que procurámos clarificar algumas dimensões (Roldão, 2007: 102).

http://br.youtube.com/watch?v=PbUtL_0vAJk
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