O que é a filosofia?
«A filosofia é como uma árvore cujas raízes são a metafísica, o tronco a física, e os ramos são as outras ciências, que se reduzem a três principais: a medicina, a mecânica e a moral, entendendo eu por moral a mais elevada e perfeita que, pressupondo um conhecimento integral das outras ciências, constitui o último grau de sabedoria»
E que entende Descartes por sabedoria?
«A palavra filosofia significa estudo da sabedoria, e por sabedoria não se entenda apenas a prudência nos negócios mas um conhecimento perfeito de todas as coisas que ao homem é dado saber, tanto para a conduta da sua vida, como para a manutenção da saúde e invenção de todas as artes»
Como conseguir o conhecimento que nos leva à sabedoria?
«É necessário deduzi-lo das primeiras causas ou princípios e a isso se chama filosofar»
Vale a pena filosofar?
«… só ela nos distingue dos mais selvagens e bárbaros; cada civilização é tanto mais civilizada e polida quanto melhor os homens aí filosofam; o maior bem de um Estado ´e possuir verdadeiros filósofos …Viver sem filosofar é precisamente como ter os olhos fechados e não tentar abri-los. O prazer de ver tudo o que a nossa vista alcança não é sequer comparável à satisfação dada pelo conhecimento pelo adquirido através da filosofia. Em suma, este estudo é mais necessário para regrarmos os costumes e para nos conduzirmos nesta vida que usarmos os olhos para guiar os nossos passos»
Os princípios da Filosofia, René Descartes
Entre muitas razões porque tantos dos nossos alunos não sabem matemática uma delas é porque têm mau ensino. Pergunto-me como é possivel mandar uma tão extensa ficha para trabalho de casa sem qualquer objectivo visível. Porém atente-se na última questão, a questão 8.Quem consegue responder à questão 8.2. ?
E a ficha de impressão de má qualidade, deve ser antiga porque na ficha que o professor entregou, riscou 30$00.
8. O sr Ferreira colheu 1500 maçãs no seu pomar. Gastou 6 centos com a sua família e ofereceu 25 dezenas . As restantes foram vendidas a 0,50 o quilo.
8.1. Calcula o número de maçãs que foram vendidas.
8.2. Quanto dinheiro ganhou o sr Ferreira na venda das maçãs?
Quem jogar bem com as palavras (MST é mestre) consegue com naturalidade levar a água ao seu moinho, puxar brasa à sua sardinha, isto é, defender os seus interesses, parecendo estar a defender uma causa tão essencial que a todos deveria congregar. Só que desta vez nem os dotes retóricos conseguem disfarçar o interesse mesquinho e pessoal do cronista (diário de um clandestino). Disse cronista e não comentador. Estou de acordo com o MST: Não paro de me espantar: não como ele «em relação à facilidade com que os católicos resolvem alguns problemas complicados de consciência e de culpa» mas à maneira como o MST torna o seu problema pessoal em relação ao tabaco um problema de política nacional, um problema de regime. Não se contentando com o fascismo caseiro de bufos e pides compara os portugueses (dois milhões!) obrigados a ir para as ruas fumar aos primeiros decretos antijudeus da Alemanha nazi. É verdade que não chega a avançar resposta à pergunta: «Será que aguentaremos o gueto sem nos revoltarmos»? Mas não seria de estranhar, corajoso como é, que de ameaças de partir a cara a quem critica a sua escrita passasse a vias de facto e comandasse – e para esse comando contaria com outros generais como Luís Nazaré, Pires de Lima – o maior exército já visto em Portugal formado de dois milhões de portugueses e portuguesas ( que na luta pela igualdade de género conseguiram esta importante conquista). Naturalmente, não é fácil mobilizar e organizar um exército tão grande e heterogéneo: Homens e mulheres, solteiros e casados, ricos e pobres, devotas freiras e mulheres de vida dita fácil, homens da ASAE vestidos à civil, patrões e operários, civis e militares, clérigos e leigos, escritores exímios e analfabetos de pai e mãe, crentes e ateus, fascistas e democratas … e muitos, muitos velhinhos (as velhinhas são uma raridade, por razões que todos sabemos), velhinhos reformados e que o nosso imaginário vê sempre como pobres e reformados a jogar as cartas e dominó reconfortados por um copo de tinto … e um cigarro. Eles são o nosso modelo: como poderíamos imaginar-nos velhinhos sem o conforto de um cigarro? É em nome deste futuro que este exército tem de se bater. É em nome do fumo que se avançará contra os canhões da ASAE, colocando os velhinhos à frente - assim como assim eles já não vão durar muito – ao som do hino nacional e todos de cigarro na boca, criando uma tamanha nuvem de fumo que até o D. Sebastião poderá aproveitar para o seu reaparecimento. O que se espera é que não haja covardes, traidores, desertores e que deixem o Miguel sozinho a pregar no Expresso e no terreno à frente do exército de velhinhos que estes acham que já é tarde demais para saber o prazer que é viver sem fumar.
Há dois assuntos sobre os quais MIguel de Sousa Tavares não deveria escrever: Futebol Clube do Porto e Tabaco. Eu que, em geral, aprecio a sua forma frontal e objectiva de abordar os problemas não posso deixar de lamentar a forma apaixonada e irracional com que trata ostemas referidos. Quanto ao seu artigo no Expresso de 5 de Janeiro, nomeadamente no excesso de linguagem, só o posso comparar a Vasco Pulido Valente (VPV). Depois parece que fumar é um direito comparável ao direito à saúde, à educação ... Enfim, queixa-se da perseguição aos fumadores, dos atentados à liberdade individual (de fumar) ... ainda não se deu conta que exactamente não consegue que é impotente e que é escravo dum seu comportamento. Vá lá Miguel, tente deixar de fumar! É difícil? Claro que é! Eu foi a coisa mais difícil que fiz na vida. Mas vai ver que vale a pena e que sentirá uma liberdade grande. É preferível a intoxicar a opinião pública e confundi-la msiturando fiscais com Pides e bufos.
Deixe lá «o velhote que se senta na mesma mesa da tasca do bairro para jogar dominó com os amigos e ascender um cigarro para queimar o frio e a tristeza» Que lhe interessa a si a vida do velhote, senão a poesia que emana do quadro? Fracos argumentos
Um livro que faz bem. Porque se empenha na defesa dos valores que erigiram a nossa civilização naquilo que ela tem de melhor: a defesa da dignidade humana que assenta nos progressos conquistados ao longo da história: na democracia grega, na república romana, nos iluministas que constituem o fundamento da constituição americana.
Importante pela denúncia dos desvarios da Administração Bush que encarna o ataque à razão.
É uma obra aconselhável a todos que querem um mundo racional e seria de grande proveito aos que defenderam a invasão do Iraque e enalteceram a visão política de G. Bush.
«Hoje em dia, a razão está a ser alvo de um ataque por forças que utilizam técnicas mais sofisticadas: a propaganda, a psicologia e os meios electrónicos da comunicação de massas. No entanto os defensores da democracia também estão a começar a utilizar técnicas sofisticadas: A Internet, a mobilização on-line, os blogs e os wikis. Sinto-me mais confiante do que nunca em que a democracia prevalecerá, e sinto que o povo americano está a responder ao desafio de revivificar o autogoverno.»
. Se marcha el Maestro. Adi...
. A ribeira de ontem e a ri...
. Andar passo a passo, com ...
. A reta é a mais curta dis...
. Ora, descubra lá a(s) dif...