Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Lapidações

«A forma como vemos o problema é o problema»

Stephen R. Covey

publicado por julmar às 22:57
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Informação ou propaganda?

Porque é que os munícipes têm de pagar a propaganda para promoção do Dr. Luís Filipe Menezes?

Então, peça o boletim «O município de Gaia» de »Informação Municipal», nº 18 de Maio de 2007 que tem 24 páginas e onde aparece em fotografia (ora só, ora acompanhado) Luís Filipe Menezes 30 vezes!

O povo é que paga!

publicado por julmar às 17:32
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

Contra o fanatismo - Amoz Oz

Os livros também não se medem pelo tamanho. Um opúculo que vale por uma grande obra.

«A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar. Nessa tendência tão comum de melhorar o vizinho, de corrigir a esposa, de fazer o filho engenheiro ou de endireitar o irmão, em vez de deixá-los ser. O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta. Está mais interessado nos outros do que em si próprio. Quer salvar a nossa alma, redimir-nos. Livrar-nos do pecado, do erro, do tabaco,da nossa fé ou da nossa carência de fé. Quer melhorar os nossos hábitos alimentares, ou curar-nos do alcoolismo e do hábito de votar. O fanático morre de amores pelo outro. Das duas uma: ou nos deita os braços ao pescoço porque nos ama de verdade, ou se atira à nossa garganta em caso de sermos irrecuperáveis»

publicado por julmar às 18:06
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

O que fazem os melhores professores?

Círculo Aberto

José Matias Alves

Li, há pouco tempo, na habitual crónica semanal de Miguel Santos Guerra, o relato de uma investigação
(1) que procura responder à questão que titula a presente crónica. Aqui a retomo, no modo de paráfrase.
A primeira dificuldade que o estudo teve de enfrentar teve a ver com o conceito de melhor professor: é aquele cujos alunos conseguem excelentes resultados, mas terminam os estudos odiando a matéria? É o que consegue cultivar de forma privilegiada as genialidades que há em cada aluno? É aquele cujos alunos dizem que é um magnífico companheiro, ainda que não aprendam nada de significativo? Definidos os critérios, seguem-se os procedimentos metodológicos (observação, entrevistas) para conhecer como concebem a docência, como preparam as aulas, que métodos utilizam, que avaliações fazem e como se relacionam com os estudantes e com os colegas docentes.
De entre as qualidades assinaladas, destacam-se dez características. Os melhores professores:
i) Geram expectativas positivas. Evitam a linguagem das exigências e utilizam o vocabulário das expectativas no seu lugar. Convidam em vez de ordenar, assumem atitudes mais de cooperação do que de julgamento. Acreditam, confiam, exigem, motivam.
ii) Partem do quotidiano. Não se limitam a debitar a matéria do alto do seu saber e ajudam os estudantes a entenderem as conexões entre assuntos correntes e questões mais gerais e fundamentais. Sabem que a sua disciplina é uma parte do universo científico e que a missão de uma parcela do conhecimento é compreender e intervir no mundo e na vida.
iii) Dominam a matéria que ensinam. Conhecem em detalhe a matéria que leccionam. São eruditos, artistas, intelectuais activos. Alguns possuem uma lista impressionante de publicações. Mas não fazem da ostentação um lugar comum, cultivando antes a humildade científica.
iv) Esperam mais. Tendem a mostrar uma grande confiança nas capacidades dos seus estudantes. Estão seguros de que os alunos querem aprender, e assumem, até demonstração em contrário, que podem fazê-lo.
v) São abertos. Não seguem um guião didáctico rígido. Amiúde, mostram-se receptivos a que os seus estudantes falem da sua aventura intelectual, das suas ambições, dos seus medos, triunfos e fracassos. A vida pessoal e social também tem lugar nas suas aulas.
vi) Gostam de ensinar. Preparam as aulas, programam as discussões e a resolução de problemas, são exigentes consigo mesmos e com os seus estudantes.
vii) Fazem auto-crítica. Não culpam os estudantes por tudo o que de mal acontece no processo e nos resultados de ensino. Também se questionam e aceitam rever atitudes e procedimentos.
viii) Criam contextos favoráveis para a aprendizagem que estejam o mais próximo possível dos ambientes reais.
ix) Evitam a arbitrariedade, clarificam as regras do jogo avaliativo, colocam a avaliação e a classificação ao serviço de novas aprendizagens.
x) Constroem comunidade, isto é, mantêm um forte compromisso com a comunidade académica e não se interessam apenas com o êxito dentro da sua sala de aula.

Eis algumas das características dos melhores professores universitários. Mas que certamente podem também servir de referência para a docência em geral.
publicado por julmar às 11:31
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