Quanto tempo levaremos a aprendê-lo?
Não é possível libertar um povo, sem antes, livrar-se da escravidão de si mesmo.
Sem esta qualquer outra é insignificante, efémera, ilusória, quando não mesmo um retrocesso.Cada pessoa tem a sua própria caminhada.
Faça o melhor que puder.
Seja o melhor que puder.
O resultado virá na mesma proporção do seu esforço.
Compreenda que, se não veio, cumpre-lhe a si ( a mim e a todos) modificar as suas (as nossas) técnicas, visões, verdades, etc.
A nossa caminhada apenas termina no túmulo.
Ou até mesmo além…
Segue a essência de quem teve
Sucesso em vencer um império…
Vivam, apenas
Sejam bons como o sol.
Livres como o vento.
Naturais como as fontes.
Imitem as árvores dos caminhos
que dão flores e frutos
sem complicações.
Mas não queiram convencer os cardos
e transformar os espinhos
em rosas e canções.
E principalmente não pensem na morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
que só são belos
quando se desenham na terra em flores.
Vivam, apenas.
A morte é para os mortos!
De vez em quando fazem-se Conselhos de Turma por motivos disciplinares. Às vezes, é o comportamento de um aluno que está em causa. Não é incomum as reuniões demorarem duas ou três horas para se chegar a conclusão nenhuma, ou a medidas completamente inócuas. Claro que as contas nas instituições do Estado não se fazem. Numa reunião com a duração de três horas, do 3º ciclo em que participem 13 professores, são gastas 39 horas.
Multiplique-se pelo preço hora e veja-se quanto se gasta.
Claro que os verdadeiros castigados são os professores. Ou o Estado que desperdiça recursos. Porque o aluno, de acordo com a ideologia dominante mesmo na classe dos professores, tem circunstâncias suficientes que justificam o seu comportamento. O castigo há-de ser sempre uma coisa tão almofadada e apaparicada que em vez de dor será prazer, isto é, prémio.
E nestas coisas o importante é o essencial. O essencial é o que não muda: o que não muda na modelação do comportamento é simples: O homem evita a dor e procura o prazer, ou formulado de forma mais culta traduz-se no princípio do prazer e no princípio da realidade. A educação, hodiernamente, situa-se no polo do prazer e os resultados estão à vista. O hedonismo é o clima em que se vive. E o clima é, para a educação e para a cultura, fatal.
A ministra quer refoçar a autoridade das escolas e dos professores. É uma intenção louvável. Mas ainda que agilize alguns dos instrumentos os resultados hão-de ser nulos porque a indisciplina e violência não passam por aí. Como não passam pela criação de uma disciplina de Formação Cívica cujos resultados são nulos. À escola foram-lhe, nos últimos anos, somando funções até desaparecer aquela que deve ser a função central: Ensinar. E, de o dizer assim, sinto já os zelozos cultores das Ciências de Educação com os cabelos em pé. A escola é um espaço de saber, de transmissão de saber. Um espaço de ciência. E é na medida que se estudam as disciplinas que se adquire a disciplina.
Porque os professores se demitiram de ensinar ciência (porque eles próprios já a não têm, ou porque lhes disseram que isso era coisa secundária) é que precisam de ter cada vez mais paciência. Houve-se cada vez mais aos professores da sua satisfação em conseguirem controlá-los durante 90 minutos mesmo que não tenham rigorosamente ensinado coisa alguma.
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