Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

A distribuição da riqueza

Na Quadratura do Círculo Pacheco Pereira defende que a distribuição da riqueza em Portugal é um problema secundário. Ha marxistas primários e elaborados e há antimarxistas primários e elaborados. PP acumula, por paradoxal que pareça, os anti.
publicado por julmar às 23:35
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Lapidações

«Quando se consegue estar sentado numa cadeira, em silêncio, sozinho num quarto, teve-se uma grande educação.»

B.Pascal

publicado por julmar às 11:04
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Domingo, 28 de Maio de 2006

A Câmara do Porto e o Cunha

 O vereador encarregado do urbanismo da cidade é Lino Ferreira ex-Director Regional da Educação do Norte. Pelas suas palavras e segundo notícia do JN, o homem passa90% do tempo a tratar de questões jurídicas. Foi ele que disse.
O que é que está mal?
Atrevia-me a dizer que a maior parte desses problemas são causados pelo amigo Cunha que continua a ser mais assíduos nos corredores, gabinetes, do que muitos funcionários a quem o Cunha deu uma mãozinha. Sim por que o Cunha tem mãozinha que para oseu trabalho dá mais jeito do que uma mão ou uma manápula. Ele tem que estar sempre em todo o lado mas não pode ser visto.
Ao criar tantos problemas o Cunha cria emprego. Se assim não fosse, onde é que o sr Vereador ia gastar os 90% do seu tempo?

publicado por julmar às 19:40
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O Elogio da Transmissão

Cumpro o ritual de anualmente ir à Feira do Livro. Para ver quase sempre os mesmos livros mas isso é o que caracetriza o verdadeiro ritual: a repetição tão exacta quanto possível. O primeiro livro em que peguei foi o "Elogio da Transmissão". Do outro lado o vendedor ao ver-me percorrer as páginas, dsse-me peremptório: - «Esse livro todos os professores o deveriam ler», e fez desflar uma série de razões. Disse-lhe, mentindo, que embora não fosse professor o compraria. Veremos se é assim tão imprescindível a um professor.
publicado por julmar às 19:11
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Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Lendo Pico de la Mirandola

"Não te dei, ó Adão, nem rosto, nem um lugar que te seja próprio,

nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu lugar e teus

dons, os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a possui-los.

Encerra a natureza outras espécies em leis por mim estabelecidas.

Mas tu, que não conheces qualquer limite, só mercê do teu arbítrio,

em cujas mãos te coloquei, te defines a ti próprio. Coloquei-te no

centro do mundo, para que melhor possas contemplar o que o mundo

contém. Não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal nem

imortal, para que tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil

escultor, dês acabamento à forma que te é própria".

(Pico de la Mirandola).

publicado por julmar às 15:31
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Jornalismo

O nosso jornalismo é, de uma forma geral, uma vergonha. Vergonha de que trata Manuel Maria Carrilho no seu livro 'Sob o signo da verdade'. O jornal Público serve-se das cartas do leitor para dizer o que não ficaria bem a profissionais. A revista Visão, usa os seus colunistas para dizer o que quer sem se comprometer. O melhor exemplar é a coluna de um tal Pedro Norton que compara o José Maria do Big Brother a Manuel Maria Carrilho. Fazer pior, é difícil.
publicado por julmar às 22:15
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Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Eu e os livros

A FNAC é um dos espaços comerciais mais interessantes:Enquanto elas vão ver as montras - oh contemplação consumista! - vejo títulos, pego em livros, vejo contacapas, até encontrar um que me seduza. Às vezes, faço-lhe apenas namoro, outras abro-os e devoro-os apressadamente, outtras vezes sento-me e levo tudo de seguida. Quase sempre acabo por largá-los em cima de outro livro qualquer. Outras vezes, ainda,  tomo compromisso, celebro contrato e levo-os para fazerem parte dos meus livros.
publicado por julmar às 22:07
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Lei de Murphy

«Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal»,

donde , um dos corolários:

« Deixadas a si mesmas, as coisas tendem a ir de mal a pior.»

Este corolário tem uma aplicação intensiva no modus vivendi português, traduzido em dito tão velho  como «deixa correr o marfim» que deve ser dos tempos da colonização ou o mais recente e prosaico «deixa arder que o meu pai é bombeiro» ou ainda o anti-stréssico conselho de que «o que se não faz no dia de Santa Luzia se faz ao outro dia»

publicado por julmar às 08:13
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Domingo, 21 de Maio de 2006

A morte

Poucos ousam falar dela como se  a vida tivesse sentido sem ela! Edgar Morin diz que para o sol e para a morte não se consegue olhar de frente.

«É nisto que consiste o culto dos mortos numa primeira fase, mais primária: as oferendas, a decoração das sepulturas, as lápides, as flores. A celebração dos mortos deve, porém, ter também lugar ao nível da nossa própria alma, através da recordação, da evocação de lembranças com exactidão, de uma espécie de reconstrução do ente querido no nosso interior. Se formos capazes disso, a pessoa morta continuará a acompanhar-nos, a sua imagem ficará em nós guardada para sempre e ajudar-nos-á a tornar a dor frutuosa»

in Elogio da Velhice, Herman Hesse

publicado por julmar às 22:11
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Sábado, 20 de Maio de 2006

Parábola Chinesa

Em Portugal não há parábolas mas apenas provérbios, como aquele que diz que

«deus escreve direito por linhas tortas»

« Um velho, de seu nome Chunglang que quer dizer mestre rochedo», possuía um pequeno terreno nas montanhas. Certo dia aconteceu-lhe perder um dos seu  cavalos. Vieram então os vizinhos para lhe demonstrarem o pesar que sentiam pela desgraça sucedida.

O Velho,porém, perguntou-lhes:

- Como sabeis vós que tal foi um revés?

E, alguns dias mais tarde, lá voltou o vavalo mas acmpanhado de uma manada inteira de cavalos selvagens. Aparecerarm novamente os vizinhos que queriam felicitá-lo pela boa ventura.

O velho da montanha, por seu turno, retorquiu:

- Como sabeis vós que tal foi uma sorte?

Uma vez que tinha agora tantos cavalos à disposição, o filho do velho começou a desenvolver o gosto pela equitação e certo dia acabou por partir uma perna. Lá voltaram eles, os vizinhos, para demosnstrar ao velhote a sua tristeza pela desdita sofrida.

Uma vez mais respondeu-lhe este:

- Como sabeis vós que tal foi um revés?

No ano seguinte apareceu por quelas bandas a Comissão dos Granjolas, em busca de homens corpulentos e bem constituídos para servirem de criados descalçadores do imperador e para carregar a liteira. O filho do velho que ainda não recuperarar do problema da perna, ficou para trás.

Chung sorriu.

In, Elogio da Velhice, Herman Hesse.

publicado por julmar às 21:35
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Ora, retoma!

Manguitos era o que o Zé Povinho fazia, aos políticos, sobretudo , que é quem mais manga com o povo. Ao mesmo tempo que lhe fazia o gesto, verberrava:- Ora, toma! Hoje, em dia, na esperança de evitar o gesto e a verberação o governo não se cansa de prometer a retoma.
publicado por julmar às 22:31
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Pretensos Graus de Verdade

 

Uma das frequentes conclusões falsas é esta: como alguém é verdadeiro e sincero para connosco, pois diz a verdade. Assim, a criança acredita nos juízos dos pais, o cristão nas afirmações do fundador da Igreja. Do mesmo modo, não se quer admitir que tudo aquilo, que os homens, com sacrifício da felicidade e da vida, defenderam em séculos anteriores, nada mais era do que erros: talvez se diga que tenham sido graus da verdade. Mas, no fundo, acha-se que se alguém acreditou honestamente em alguma coisa e combateu e morreu pela sua crença, seria, contudo, por de mais injusto se, efectivamente, apenas um erro o tivesse inspirado. Um caso assim parece contradizer a eterna justiça; por isso, o coração das pessoas sensíveis decreta constantemente contra a sua cabeça a seguinte norma: entre acções morais e juízos intelectuais tem de haver um nexo necessário. Infelizmente, não é assim, pois não há justiça eterna.

Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'

publicado por julmar às 08:14
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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

A espantosa realidade das coisas

(...)

A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo

(...)

Poemas inconjuntos, Fenando Pessoa

publicado por julmar às 07:42
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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

Nulum die sine linea

«Nenhum dia sem uma linha». Como parece fácil escrever uma linha por dia, uma página. Tudo coisa pouca. Esquecemos que as coisas grandes se fazem a partir de coisas pequenas. É por isso que é mais difícil ser santo do que herói. É no cuidado das coisas pequenas que está a virtude. E a sabedoria.
publicado por julmar às 22:06
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Memória curta

Já lá vão não sei quantos meses (até já mudamos de Presidente! que foi pedido um unquérito urgente sobre uma lista de telefonemas de altas individualidades do Estado - o célebre envelope 9- ligado ao processo da Casa da Pia. Até hoje nihil scitur.

Ao que chegámos.

 

publicado por julmar às 21:55
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Domingo, 14 de Maio de 2006

Ditos

Se um homem não nos faz vir, ao menos que nos faça rir

Virgínia da Conceição

publicado por julmar às 19:07
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Fingimento d'amor

A mulher é uma fingidora
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é prazer
O prazer que deveras sente
publicado por julmar às 19:00
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

O Cunha amigo

O Cunha por onde passa faz amizades. Hoje fui encontrá-lo numa reunião municipal convocada (por quem não tinha competência para o fazer) para coisa nenhuma. Tinha-me telefonado há tempos e garantiu-me que já nos conhecíamos de tal sítio e de tal acontecimento. Estava à porta a receber e a cumprimentar todos. Depois foi convidado para mesa, onde não havia assunto a tratar. Enrolaram, enrolaram e foi marcada nova reunião, essa sim é que vai valer. Porque a presidente da mesa fez o que se costuma fazer: O superior disse, a instituição que devia responder não respondeu e eu disto não percebo nada, estou a zero, sabem como é, a vida custa a todos. E os basbaques dos convocados, são assim também, e até entendem que as coisas sendo assim da parte dos outros na parte que a eles toca até não está assim tão mal. E o Cunha no meio disto tudo brilha: ele está perto do poder, sabe o que se lá passa e até tem informação privilegiada. E fla para se mostrar e mostra o que faz e não se contém que não conte como é que até conseguiu junto de tal instituição uns milhares de contos que para ali estavam arrumados. A verdade é que toda a gente escuta atenciosamente o Cunha e o reverencia.

Desta vez o Cunha é mais gordo que forte, cabelo farto  e preto, penteado para trás, ligeiramente ondulado e abrilhantado.

publicado por julmar às 21:59
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A mentira

Porque é que, na maior parte das vezes, os homens na vida quotidiana dizem a verdade? Certamente, não porque um deus proibiu mentir. Mas sim, em primeiro lugar, porque é mais cómodo, pois a mentira exige invenção, dissimulação e memória. Por isso Swift diz: «Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem de inventar outras vinte». Em seguida, porque, em circunstâncias simples, é vantajoso dizer directamente: quero isto, fiz aquilo, e outras coisas parecidas; portanto, porque a via da obrigação e da autoridade é mais segura que a do ardil. Se uma criança, porém, tiver sido educada em circunstâncias domésticas complicadas, então maneja a mentira com a mesma naturalidade e diz, involuntariamente, sempre aquilo que corresponde ao seu interesse; um sentido da verdade, uma repugnância ante a mentira em si, são-lhe completamente estranhos e inacessíveis, e, portanto, ela mente com toda a inocência.

Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'


publicado por julmar às 09:05
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2006

São rosas, senhor!

Os cravos já crucificaram Cristo e ainda hão-de acabar por nos sacrificar a nós. Tudo isto porque gostamos de flores, mesmo que que sejam flores sem fruto. Com flores enganou a raínha Santa Isabel o rei D. Dinis. O que mais adoram os portugueses é fazer flores, dar nas vistas e viver de aparências. Nesse sentido, o D. Quixote é mais português que castelhano.
Afonso Leonardo
publicado por julmar às 21:51
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