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Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Badameco

As anotações de Júlio Marques.

Bom senso

julmar, 27.04.06

Estou farto, arquifarto da expressão porque quem a usa  ,  quase sempre, os incompetentes, os preguiçosos, os mesureiros. Os badamecos não têm competência para tal.

Quando não se estudou um assunto e se tem que se decidir apela-se ao bom senso, como se ter bom senso ou sobretudo aplicá-lo bem não desse trabalho.

Homem pequenino

julmar, 25.04.06

Diz a sabedoria popular: «Homem pequenino ou velhaco ou dançarino» e se o povo o diz, a sabedoria o sabe. Tenho reparado que, na verdade, o ditado se cumpre com frequência e, nalguns mais raros, em vez de disjuntivo o fenómeno é cumulativo. Montaigne diz-nos ter algum desgosto por a sua estatura sempr inferior so normal o que, dizia, se torna sempre num factor negativo no que respeita à autoridade. Aos pequenos devia ser resposta consoladora a que alguém deu quando questionado sobre qual devia ser a altura de um homem:«a suficiente para chegar com os pés ao chão».

O caso só se torna verdadeiramente grave quando um homem pequeno à custa de querer parecer maior se torna pequeno por dentro e então além de homem pequeno que é torna-se uma pessoa pequena. O fenómeno dá-se porque em vez de aceitar andar com os pés no chão começa a empoleirar-se em cima dos maiores que, por sua vez, julga, acrescentar-se por tal transporte.

Este género é do tipo que faz conhecimento em todo lado, que fareja, que tem um saber de ouvido extraordinário, que vai aos funerais e manda cartão de condolências, tem apontados em agenda todos os aniversários de chefes e pessoas importantes, que vai à missa e se coloca na 1ª fila, que diz sempre que sim senhor, que tem extenso registo de nomes no telemóvel, que se curva perante o chefe e se empertiga frente ao subordinado se algum tiver. Esre é o filho da puta mais oportunista e mais execrando que paira à superfície da terra. O remédio é a desparatização nem que para tal se tenha de abater o hospedeiro.

o moralista

julmar, 05.04.06
“...consideremos quão ingênuo é dizer: ‘o homem deveria ser de tal ou de tal modo!’ A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: ‘Não! O homem deveria ser diferente.’ Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: ‘ecce homo!’ [eis o homem].” Nietzsche