Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2019

Não seja macaco

macaco.jpg

 Em verdade, em verdade vos digo:

Se o grão de trigo que cai na terra não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre, então produz muito fruto.
25 Quem se apega à sua vida, perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
                                                                                              Evangelho - Jo 12,24-35
 
Não precisamos ( nem devemos) aceitar ou pôr em prática quanto os livros nos dizem, sobretudo, se de livros sagrados se tratar. Porém, é estultícia não aproveitar quanto de sábio neles existe. No caso, a passagem do Evangelho de S. João.
Deixando de parte, a vida eterna, à qual  só os eleitos aspiram, deveríamos levar muito a sério o apelo à humildade e ao desapego, pressupostos de valores maiores como a generosidade, o altruísmo e a liberdade. 
E, claro, depois de, na história da evolução termos superado o macaco, não sermos tão estúpidos como ele e sabermos que há coisas mais importantes que os amendoins. E cada um saberá quais são os seus.
Certamente, já ouviu falar de como caem na armadilha: uma garrafa de vidro de pescoço estreito, amarrada ao tronco de uma árvore com amendoins dentro. O macaco vendo os amendoins, escorrega a mão pelo pescoço da garrafa e agarra os amendoins. Depois o punho fechado não lhe permite retirar a mão. Ele fica lá por horas, agarrado aos amendoins, até que o caçador chega  e pega nele.
 
publicado por julmar às 15:53
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Sábado, 26 de Janeiro de 2019

Hard Times

Captura de ecrã 2019-01-26, às 21.02.10.png“Now, what I want is, Facts. Teach these boys and girls nothing but Facts. Facts alone are wanted in life. Plant nothing else, and root out everything else. You can only form the minds of reasoning animals upon Facts: nothing else will ever be of any service to them. This is the principle on which I bring up my own children, and this is the principle on which I bring up these children. Stick to Facts, sir!"

publicado por julmar às 21:03
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2019

"Bôs dias le dê Deus"

Poucos davam uma saudação tão simples e encenada como a sua: a entoação da curta frase, acompanhada de um gesto que leva a mão ao chapéu, que nunca tira, era generosamente dirigida a todos que com ele se cruzavam, como um ritual, fossem ricos ou fossem pobres que a saudação não se nega a ninguém. Ao contrário de tantos outros, José Vicente, não se rebaixava junto dos ricos da terra que o seu mundo não tinha fronteiras e metia os pés ao caminho e tanto ia até à vizinha Espanha como aparecia em qualquer aldeia dos arredores na procura do sustento para si e para a sua Maria das Dores. Melhor que tudo era uma aguardente pela manhã e um copo de vinho a qualquer hora. Grande Zé Vicente que, sabe-se lá porquê, carregava a alcunha de Salazar.

publicado por julmar às 12:35
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

Science and Islam, aprendendo em inglês

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Europeus, neste cantinho da Europa chamado Portugal, o que aprendemos do mundo árabe quase se reduz a sabermos que as palavras portuguesas começadas por al, grande parte, são de origem árabe. Curiosamente, o nosso mundo rural, onde quase não chegou a entrar a tecnologia da revolução industrial fundada na ciência moderna, assentou nalgumas tecnologias criadas no mundo árabe. Refiro apenas duas: a nora e o alambique. 

publicado por julmar às 21:02
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019

Aprendendo com os melhores

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O tempo é o bem mais precioso que temos. Sabemos quanto já tivemos e não sabemos quanto teremos. Podemos decidir em que o gastamos: a tratar de nós, a tratar dos outros, a tagarelar, a bricolar, a viajar, a pintar, a escrever, a ouvir música, a pasmar, a pensar na morte da bezerra, a rezar. Por mim, uma considerável parte desse bem escasso é usado a andar(passo a passo) e a ler (linha a linha, página a página). A leitura contém esta coisa extraordinária: podermos escolher o que de melhor pensaram os melhores filósofos, cientistas, escritores, poetas. Edward O. Wilson está entre eles.

publicado por julmar às 21:38
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2019

Memórias de um Viandante

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Referem as biografias de I. Kant (1724-1804), filósofo alemão, que ele se levantava às cinco da manhã, tomava o seu chá, fumava o seu cachimbo e, passando pela preparação de aulas, escrita e lecionação, impreterivelmente, às cinco horas da tarde, fazia a sua caminhada habitual, cujo horário, segundo a famosa lenda, era tão preciso e invariante que as donas de casa de Königsberg podiam acertar os seus relógios pelo minuto em que o Professor Kant passava pela rua de suas casas. Ora, admirador que sou da obra de Kant, encontrando-me em férias em Vilar Maior, durante o mês de Agosto, todos os dias, quase com a regularidade cronométrica do filósofo, antes do nascer do sol, iniciava o percurso Vilar Maior-Aldeia da Ribeira – Vilar Maior. Como filósofo, tão longe do esplendor de Kant mas com a mesma atitude filosófica, sei quão importante é para a reflexão e para o devaneio, a mecanização do corpo andante. Ocorreu, nesses devaneios matinais, perguntar-me: Porque não fazer todos os dias um trajeto diferente? Porque não percorrer todas as terras do concelho? E veio-me à memória o título da obra de Joaquim Manuel Correia – Memórias Sobre o Concelho do Sabugal. Não medi distâncias nem fiz cálculos; não consultei mapas nem fiz qualquer preparação. No dia seguinte, e todos os dias que seseguiram encontrei-me num trajeto diferente. À noite,antes de adormecer, decidia o trajeto do dia seguinte. Em cada percurso procurava, sobretudo, ver, ouvir, cheirar, sentir a brisa da manhã, ver o prateado do horizonte que gradualmente se doirava até aparecer a bola de fogo. Não há raiar da aurora tão belo como o da Raia, aqui onde o dia nasce pequenino, ali perto, em Espanha. E o tempo de andar a pé, dá para tudo: para sentir, pensar, sonhar, imaginar…e para desenhar o que faria com estas viagens. Poderiam ficar pelo andar, pelo ver, pelo pensar, como conversas para mim próprio. Porém, sei bem do prazer e do proveito que advém de tentarmos interpretar as nossas experiências e de as comunicarmos aos outros e, se uns o fazem pelo desenho, pela pintura, pela música, ou por qualquer outra forma, eu não o consigo fazer senão, e com dificuldade, pela escrita.
Assim, o que escrevo não tem pretensão maior do que conhecer melhor estas terras na sua configuração natural, na compreensão do esforço multissecular de gerações na humanização da paisagem e na construção de um património cultural que nos deu a identidade que nos tornou aquilo que somos. Escrevo para aprender; não escrevo para dizer como as coisas são, mas, tão só, como eu as vejo. Se torno público, estas divagações, é só por considerar que outros, vendo como eu olho, tenham a oportunidade de olhar de modo diferente. Como dizia A. Gedeão no poema Impressão Digital:
Os meus olhos são uns olhos,
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros, com outros olhos,
Não veem escolhos nenhuns.
E lá fui eu, qual D. Quixote sem escudeiro, caminho fora, passo a passo na redescoberta das terras do Côa, da margem esquerda e da margem direita, subindo e descendo montes, atravessando rios, olhando horizontes que se perdem por Espanha, pela serra da Estrela, por Malcata

Por Terras do Sabugal, passo a passo – Memórias de um Viandante

publicado por julmar às 13:01
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Sábado, 5 de Janeiro de 2019

Primeira leitura de 2019 - A arte de caminhar

a arte de caminhar.jpg

É difícil (impossível?) entender assuntos dos quais não se tem experiência e daí o meu sentimento de alegria e felicidade na leitura da presente obra. De uma assentada (difícil para quem anda tanto a pé) li metade do livro, uma interessante conversa, entre mim e o autor, nós que partilhamos o amor à sabedoria (filósofos) e o gosto de andar : para Erling - um passo de cada vez; para mim - passo a passo.

E a experiência de andar desta maneira leva-nos a dar uma suprema importância às pequenas coisas, à persistência, à coragem, à humildade, à apreciação das coisas simples, ao vagar necessário para o saber e o sabor.

E subscrevo o agora meu companheiro e amigo Erling Kagge:

"Depois de calçar os sapatos e deixar vaguear os meus pensamentos, cheguei a uma certeza: pôr um pé à frente do outro é uma das coisas mais imortantes que podemos fazer"

 

 

publicado por julmar às 18:58
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2018

Andar 2018, passo a passo

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Por vezes, é preciso enfrentar as adversidades do tempo. Hoje, último dia do ano,  geada pesada, dois graus negativos.

andar2 2018.jpg

Hoje, último dia do ano, é dia de prestar contas. 365 dias que foram 365 jornadas de 10 Km cada uma. Um ano começado em Istambul, percorrendo toda a coata turca do Mar Negro, atravessando a Arménia e o Irão, agora próximo de Cabul, no Afganistão, a caminho de Islamabad. Que não falte a coragem para chegar ao, ainda longínquo sopé do Tibete.

publicado por julmar às 17:29
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2018

Pela Ásia fora, andar passo a passo.

 

De Istambul , na Turquia, a Herat, no Afeganistão, separados no tempo, por um ano, e na distância de 3633Km. Feito passo a passo, 10km por dia.  O lugar mais longe onde podemos chegar talvez esteja dentro de nós. Razão acrescida para andar, passo a passo.

publicado por julmar às 21:16
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Morreu Amos Oz

Algumas horas  que passei em sua companhia, no ano de 2013, na leitura de "Cenas da vida de aldeia"deram-me a conhecer um grande escritor que era uma pessoa que se incomodava com a (pouca) sorte dos seus vizinhos palestinianos.

Wook.pt - Cenas da Vida de Aldeia

publicado por julmar às 21:05
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Sábado, 22 de Dezembro de 2018

Ande eu quente, ria-se a gente

Aqui à Vila chegou muito mais do que imaginamos. E estes versos de Luis de Góngora (nascido em Córdoba  - 1561-1627) chegaram aqui. Não me perguntem como que não sei. Porém, partes dos seus versos eram conhecidas e a alcunha gongoras aqui se aplicava áquele que falava de modo enrolado, artificioso e pesado que , de algum modo, carateriza o Gongorismo. 

Ande yo caliente,
y ríase la gente.
Traten otros del gobierno
del mundo y sus monarquías,
mientras gobiernan mis días
mantequillas y pan tierno,
y las mañana de invierno
naranjada y aguardiente,
y ríase la gente.

Coma en dorada vajilla
el príncipe mil cuidados
como píldoras dorados,
que yo en mi pobre mesilla
quiero más una morcilla
que en el asador reviente,
y ríase la gente.

Cuando cubra las montañas
de plata y nieve el enero,
tenga yo lleno el brasero
de bellotas y castañas,
y quien las dulces patrañas
del rey que rabió me cuente,
y ríase la gente.

Busque muy en hora buena
el mercader nuevos soles;
yo conchas y caracoles
entre la menuda arena,
escuchando a Filomena
sobre el chopo de la fuente,
y ríase la gente.

Pase a media noche el mar
y arda en amorosa llama
Leandro por ver su dama;
que yo más quiero pasar
de Yepes a Madrigar
la regalada corriente,
y ríase la gente.

Pues Amor es tan cruel,
que de Píramo y su amada
hace tálamo una espada,
do se junten ella y él,
sea mi Tisbe un pastel,
y la espada sea mi diente,
y ríase la gente.


(Luis de Gongora)

 

 

publicado por julmar às 18:49
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

A Leitura do ano

Uma trilogia - Homo Sapiens, Homo Deo, 21Lições para o século XXI - que me ocupou durante bastantes horas (sobretudo a última, lida na edição inglesa) que considero do melhor que tenho lido até hoje. Numa perspetiva da história do planeta e, mais especificamente do homem, é tanto uma obra de história como de filosofia alicerçadas no conhecimento científico que conjetura o futuro da humanidade nos perigos e nas oportunidades que as novas tecnologias possibilitam. 

Gostei de uma forma muito especial da 21ª lição - Meditação. Harari faz uma meditação diária de duas horas. Eu caminho em média duas horas diárias que são um tempo só meu: do meu corpo que anda e do meu espírito que medita. Durante muito desse percurso fui acompanhado pelo pensamento de Harari com quem comungo muitas ideias e que me ajudou a ver mais claro.

E estou esperançoso sejamos capazes de realizar o desejo expresso na última frase: 

«...we had better understand our minds befor the algorithms make our minds up for us.»

 

publicado por julmar às 18:17
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018

Specus mundi - o melhor e o pior

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O melhor

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O pior 

 

 

publicado por julmar às 22:09
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Sábado, 3 de Novembro de 2018

Passo a passo - Objetos da minha vida

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 Três pares de sapatilhas especiais: Cada um deles cumpriu a sua missão fazendo cerca de 3500 Kms. Amanhã e depois e sempre continua a viagem. Sempre a contar.

publicado por julmar às 19:00
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

Outubro, passo a passo= a persistência

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 Mais espaço percorrido em menos tempo=a maior velocidade. Quando chegarei a Katmandu?

publicado por julmar às 21:23
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Preparar o centenário de Fernando Namora

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Erosão
 
As terras envelhecem como as pessoas.
São meninas
são adultas
são caducas.
Dói ver morrer
mesmo sendo casas pedras.
Dói que o silêncio
entre nas aurículas
e aí seja musgo
paz saqueada.
Dói tanta coisa:
até um western
numa cidade fantasma.
Dói tudo o que finda
e a findar nos mata.
 
As terras envelhecem como as pessoas.
São hoje
são amanhã
são ontem.
São futuro
são urtigas
são remorso.
São o próprio desejo
de acabar.

 

publicado por julmar às 20:48
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

Sobre corrupção

Arrumando notas perdidas, encontrei esta de que desconheço o autor:

"O homem que se vende, recebe sempre mais do que o que vale"

 

publicado por julmar às 13:08
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Lendo Pico de la Mirandola

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Até me seria fácil de aceitar um Deus assim

"Não te dei, ó Adão, nem rosto, nem um lugar que te seja próprio,

nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu lugar e teus

dons, os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a possui-los.

Encerra a natureza outras espécies em leis por mim estabelecidas.

Mas tu, que não conheces qualquer limite, só mercê do teu arbítrio,

em cujas mãos te coloquei, te defines a ti próprio. Coloquei-te no

centro do mundo, para que melhor possas contemplar o que o mundo

contém. Não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal nem

imortal, para que tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil

escultor, dês acabamento à forma que te é própria".

(Pico de la Mirandola)

publicado por julmar às 12:56
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018

La Bohéme

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https://www.youtube.com/watch?v=hWLc0J52b2I

Sem palavras. Quando era professor de filosofia, o trabalho apresentar na rubrica dos valores estéticos era a escolha e análise de  um objeto estético. Uma das alunas escolheu La Bohéme, de Charles Aznavour. 

publicado por julmar às 16:22
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Passo a passo pelo Afeganistão

set2018.jpg

Do Irão para o Afeganistão, a caminho de Cabul. Sempre, passo a passo, mesmo quando o passo se torna mais acelerado a fórmula continua inalterada V=E/T

 

publicado por julmar às 16:10
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