Quinta-feira, 1 de Agosto de 2019

Andar passo a passo, pela Índia fora

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Coragem, persistência, humildade e uma crença firme no deus das pequenas coisas é o caminho que nos conduz onde quisermos. Este é o ensinamento principal do "Andar passo a passo". Saber para onde se vai. Dar o primeiro passo e depois um passo de cada vez, milhares, milhões de vezes. 

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2019

Camões em Vilar Maior

Consta do rol das coisas improváveis que terá sido em Vilar Maior que Camões se terá inspirado para escrever, talvez o mais belo, seguramente o mais longo dos seus poemas, Sôbolos Rios

(...) Canta o caminhante ledo
No caminho trabalhoso
Por entre o espêsso arvoredo;
E de noite o temeroso
Cantando refreia o medo.
Canta o preso docemente,
Os duros grilhões tocando;
Canta o segador contente;
E o trabalhador, cantando,
O trabalho menos sente.

(...)

publicado por julmar às 15:37
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Segunda-feira, 1 de Julho de 2019

Andar, passo a passo. Ao encontro de Buda

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Chegada à Índia, não numa caravela como Vasco da Gama mas nos meus pés andarilhos. Para trás ficaram, depois de cristão romanos, protestantes e ortodoxos, os adoradores de Alá - Turcos, arménios, iranianos, afegãos, paquistaneses. Agora, passo a passo chegarei ao Nirvana

 

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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

Leituras - Tríptico da Salvação

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Mais uma leitura de um livro de Mário Cláudio a cuja leitura me afeiçoei num desejo crescente de o ler mais. Um livro que se movimenta num dos períodos da história que mais me fascina: o início da Idade Moderna na confluência de um mundo que termina e de um novo que se advinha e de que se lançam as fundações. E um tema bíblico-religioso à volta de uma pintura, essa arte que serve de pretexto a muitos texos do autor.

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2019

Entender a Alemanha para entender a Europa

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Muito do que a Europa  e o mundo são, tem a ver com a história da Alemanha que no século XX foi protagonista principal das duas guerras mundiais. Começar a entender a Alemanha muito antes de a Alemanha existir, seguir a geografia (as montanhas e as planícies, o mar e os rios),  as migrações dos povos, as  guerras ... e, sobretudo, a cultura para o entendimento da realidade, tão próxima de nós, da existência das duas Alemanhas. 

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Sexta-feira, 21 de Junho de 2019

Vanitas vanitatum

Os intervalos da vida de um professor de filosofia

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Sábado, 8 de Junho de 2019

Ler os melhores

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O que nos torna no que somos são as nossas escolhas. Podemos escolher ler ou não o fazer. Mas se escolhemos ler é ainda importante escolher o que lemos. Ler consome tempo, o tempo que quisermos.  Trocamos sempre esse tempo por outras coisas que poderíamos fazer. Mas na leitura conseguimos sempre estar com os melhores de todos os que escreveram e de todos os que escrevem. 

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Quinta-feira, 23 de Maio de 2019

Passo a passo até Lahore

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12131Km, o equivalente a 18961412 passos, foi a distância que percorri desde Vila Nova de Gaia até ao distrito de Punjab (Paquistão), cuja capital é Lahore onde não sabemos o que mais admirar se os monumentos se a vida agitada e frenética da cidade.

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Terça-feira, 21 de Maio de 2019

Luz e sombra

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Ano de mil novecentos e sessenta e... seis ou sete, num mês de Verão, talvez setembro que era quando o menino da cidade, entre as primas, vinha à vila, por altura da festa do Divino Senhor dos Aflitos. À frente das priminhas mais velhas, as priminhas mais novas, irmãs todas de branco vestidas, todas com a mímica que mantiveram pela vida fora. Um florilégio de brancura, ao cimo da escada granítica do ti João e da ti Graça, em traje festivo.

E poderíamos ficar por aqui mas ficaríamos apenas com metade da história, a metade que o fotógrafo quis retratar. Mas então qual é a outra metade?

 

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Domingo, 5 de Maio de 2019

Mãe

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Há textos que não esqueço enquanto aluno, há textos que não esqueço enquanto professor. Este só podia ser enquanto professor.
Rosas Vermelhas

Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.

E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.

Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.

E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.

E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:

- Mãe!

E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.

Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:

- Mãe!

E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:

- Coragem!

Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).

E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:

- Bom dia!

era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.

Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:

- Bom dia!

de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.

Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:

- Bom dia!,

mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.

É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?

Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:

- Mãe!

A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?

Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto. No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.

Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.

Manuel Alegre (in Praça da Canção)
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Terça-feira, 30 de Abril de 2019

Treinar e aprender

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Treinando o inglês e aprender com os melhores 

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

Dia mundial do livro

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Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és. Também podes dizer-me quanto lês: muito, pouco nada. Por mim tenho feito leituras extraordinárias e a apresentada agora, surpreender-me-ia que não fosse a leitura do ano.  Sabemos o poder que as histórias - sagradas ou profanas - têm para formar, manter e consolidar identidades de povos, culturas e nações. Histórias inventadas que os homens viveram como realidades inquestionáveis, hoje património mitológico da humanidade. Livros sagrados de hoje terão o mesmo destino amanhã. A matemática - a dos pitagóricos, a de Galileu, os Data, os algoritmos, enfim, a ciência - acabará com as histórias. E não sabemos se isso será uma coisa boa, ou se isso ainda será humano.

Mas não é disso que o livro trata. Ensina-nos como os números nos ensinam a lidar com o mundo ... e com o medo. Ensina-nos como as histórias nos perdem e os fatos nos salvam.

 

publicado por julmar às 22:23
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Quinta-feira, 4 de Abril de 2019

Aprendendo inglês, livro a livro

Resultado de imagem para os humanos matt haigEu que sou um crítico do Calhas, desta vez tenho que lhe dar razão. Calhou olhar para este livro, exposto na FNAC, li a contracapa, dei uma olhada pelo prefácio, vi qual era o assunto e, tratando-se de um alienígena que procura conhecer os humanos, aprecebi-me que eu, aprendente do inglês, o poderia acompanhar no seu objetivo. E assim foi: ele ficou humano e eu fiquei a saber um pouco mais de inglês. 

" The mystery lies in how those things becomebeautiful. And they would have been beautiful once, at least not to my eyes. To experience beauty on the Earth you needed to experience pain and to know mortality. That is why so much that is beatiful on this planet has to do with time passing and the Earth turning. Which might also explain why to look at such natural beaty was to also feel sadness and a craving for a life unlived"

publicado por julmar às 18:48
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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

Andar, passo a passo. A caminho de Islamabad

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"Caminhar -dar um passo de cada vez-pode ter a ver com amarmos a Terra, vermo-nos a nós próprios  e deixarmos o nosso corpo viajar à mesma velocidade da nossa alma."

In, A arte de caminhar - um passo de cada vez

 

publicado por julmar às 21:22
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Terça-feira, 19 de Março de 2019

The Invention of Solitude, porque hoje é o dia do pai

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A tradição, o hábito são lugares por excelência da preguiça que nos levam a uma repetição monótona dos mesmos padrões e nos levam a aceitar como natural aquilo que o não é. A realidade é dialética como nos ensinou, de diferentes modos, Heraclito, Hegel e Marx. 

Porque hoje é dia do pai e acabei de ler este livro (acerca de um mês, e porque é um belo livro, em que o escritor na primeira parte fala do seu pai, narrando a sua experiência de filho, e, na segunda parte, narra a sua expeiência como pai),  aqui vai a minha sugestão de leitura.

Pergunto-me: Quantos livros é preciso ler, em inglês, até conseguir uma leitura fluente? Este foi o segundo neste ano. 

publicado por julmar às 12:01
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Terça-feira, 12 de Março de 2019

Andar, passo a passo. Solvitur ambulando

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Uma das maiores controvérsias entre os filósofos gregos, que continuou depois deles e continuará, foi o problema do movimento. De forma racional, Parménides e os seus discípulos procuravam demonstrar a inexistência de movimento. O excêntrico Diógenes, ( o tal que se passeava pelas ruas durante o dia de candeia acesa à procura de um Homem e que dormia dentro de uma pipa), respondeu:solvitur ambulando (isso resolve-se caminhando).

Filosofias à parte ( como se fosse possível), as más disposições têm no movimento o seu principal remédio. Não é por acaso que, por bem ou por mal, o professor manda o aluno, em diferentes tons de vós e em diversas formas de enunciação, para fora da aula. Quando alguém está a ficar morcão, a sair fora de si, a incomodar ou a incomodar-se, ou não está a dar carreira direita no que faz, o melhor é, por si, ir dar uma volta, antes que alguém o mande à fava, a pintar macacos, abaixo de Braga ou a outros indesejáveis lugares. 

Por isso, desde há anos, segui o conselho da minha médica: Ponha-se a andar!

publicado por julmar às 11:25
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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Chegada a Cabul, passo a passo

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Partida de Vila Nova de Gaia em 16 de Janeiro de 2016, chegada a Cabul em 8 de Março de 2019, tendo andado, passo a passo, 11337 Km (onze mil trezentos e trinta e sete quilómetros). Sem férias, sem feriados, sem descanso ao sétimo dia. A partir de amanhã, a caminho de Islamabad.

publicado por julmar às 23:35
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2019

A chegar a Cabul, passo a passo

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A chegar a Cabul lá para meados de Março. Tudo a correr sobre rodas (quer dizer a andar sobre pernas). Persistência, consistência, resistência... e CORAGEM.

"... todas as minhas camnhdas foram diferentes, mas, olhando para trás, todas têm um denominador comum: o silêncio interior. A caminhada e o silêncio estão interligadas. O silêncio é tão abstrato quanto o caminhar é concreto"

publicado por julmar às 20:59
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019

A minha dívida a Calouste Gulbenkian

Ao longo da minha vida contraí imensas dívidas. Espero viver anos suficientes para as poder saldar. Entre os meus credores está o "Homem mais rico do mundo", "o senhor 5%". Foi no princípio da década de 70, do século passado, que me foi atribuída uma bolsa de estudo, pela Fundação Calouste Gulbenkian que me permitiu fazer uma licenciatura de Filosofia. 

Sem Calouste Sarkis Gulbenkian o curso da minha vida seria diferente. Ler a sua recente biografia, conhecer a vida do grande mecenas, é a melhor forma que encontrei de saldar a minha dívida.

publicado por julmar às 18:16
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2019

Não seja macaco

macaco.jpg

 Em verdade, em verdade vos digo:

Se o grão de trigo que cai na terra não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre, então produz muito fruto.
25 Quem se apega à sua vida, perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
                                                                                              Evangelho - Jo 12,24-35
 
Não precisamos ( nem devemos) aceitar ou pôr em prática quanto os livros nos dizem, sobretudo, se de livros sagrados se tratar. Porém, é estultícia não aproveitar quanto de sábio neles existe. No caso, a passagem do Evangelho de S. João.
Deixando de parte, a vida eterna, à qual  só os eleitos aspiram, deveríamos levar muito a sério o apelo à humildade e ao desapego, pressupostos de valores maiores como a generosidade, o altruísmo e a liberdade. 
E, claro, depois de, na história da evolução termos superado o macaco, não sermos tão estúpidos como ele e sabermos que há coisas mais importantes que os amendoins. E cada um saberá quais são os seus.
Certamente, já ouviu falar de como caem na armadilha: uma garrafa de vidro de pescoço estreito, amarrada ao tronco de uma árvore com amendoins dentro. O macaco vendo os amendoins, escorrega a mão pelo pescoço da garrafa e agarra os amendoins. Depois o punho fechado não lhe permite retirar a mão. Ele fica lá por horas, agarrado aos amendoins, até que o caçador chega  e pega nele.
 
publicado por julmar às 15:53
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