Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Treinar portugueses para o êxito

Este movimento criado por Adelino Cunha pretende desenvolver o potencial que existe em todos, levar cada um a dar o seu melhor. Não há forma de o país ter sucesso sem uma mudança de atitude. Comece por si. Comece já. Apoiar este movimento é o primeiro passo. Clique no link

 

 http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=750

publicado por julmar às 18:05
link do post | comentar | favorito
|

Como ganhar dinheiro - Matthias Schmelz

Esta é a minha segunda leitura do ano motivada por uma entrevista ao autor na SIC Notícias. Afinal, pode aprender a conquistar riqueza. Quem escreve sobre o assunto tem a qualidade, para mim, essencial de quem ensina - a autenticidade. E Schmelz ensina o que fez e como o fez. "A inação favorece a dúvida e o medo. A ação favorece a confiança e a coragem. Se quiser conquistar o medo, não fique sentado em casa a pensar nele. Saia e faça qualquer coisa". Dale Carnegie " Para atingir o sucesso, a coragem é a mais importante de todas as qualidades. Escolha ser corajoso, porque a maioria das pessoas não o é. Uma pessoa corajosa tem muitos poucos concorrentes. Ter coragem não significa não ter medo, mas sim força e vontade para agir correctamente no momento em que é necessário. (...) Pode demonstrar coragem cumprimentando alguém no Metro ou no seu local de trabalho. Pode demostrar iniciativa fazendo uma sugestão ao chefe. Pode defender o seu ponto de vista num debate. Falar em público mete medo a muitas pessoas. Pedir desculpa requer mais coragem que magoar alguém. As pessoas realmente corajosas assumem a responsabilidade pelos seus actos e tomam decisões rapidamente. O que precisa para se tornar mais corajoso? Faça a si mesmo duas perguntas: O que posso perder?(qual a pior coisa que pode acontecer?) Qual a melhor coisa que pode acontecer? (qual a melhor coisa que pode acontecer?)"

 

publicado por julmar às 17:17
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Alguma coisa está a correr bem em Portugal

Só precisamos de descobrir políticos bons! Temos os melhores futebolistas, temos os melhores treinadores ( ah, se os dirigentes de escolas, de hospitais, do país fossem como eles , nem nos importaríamos de lhe pagar bem), temos os melhores escritores, os melhores arquitectos ... E até temos os melhores trabalhadores quando as organizações onde trabalham são bem dirigidas. E já agora, comece por si: seja melhor, faça melhor! http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52712&op=all
publicado por julmar às 10:07
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Como havemos de viver?

Esta é a minha primeira leitura do ano. E que leitura! Ajudou-me a clarificar algumas questões e juntou-se à razão das causas que defendo e que num mundo tão ligado ao interesse próprio me fazia interrogar se não estaria eu a ser otário. Haverá de me servir de base ao curso de Filosofia prática e que terá o título deste livro: Como havemos de viver?

Eis o parágrafo final do livro:

«Qualquer pessoa pode fazer parte da massa crítica que nos oferece a possibilidade de melhorar o mundo antes que seja demasiado tarde. Podemos repensar os nossos objectivos  e perguntarmo-nos o que estamos a fazer com anossa vida. Se o nosso modo de vida actual não resistir a um critério imparcial de valor, podemos alterá-lo. Isso pode significar a demissão doemprego, a venda da casa e a aceitação de um trabalho numa organização voluntária na Índia. Mais frequentemente, a adopção de um modo de vida mais ético será o primeiro passo de uma evolução gradual mas de longo alcance no nosso estilo de vida e no nosso pensamento acerca do lugar que ocupamos no mundo. Defenderemos novas causas e descobriremos que os nossos objectivos se alteram. Se nos envolvermos no nosso trabalho o dinheiro e o estatuto tornar-se-ão menos importantes. Da nossa nova perspectiva, o mundo parecerá diferente. Uma coisa é certa: encontraremos muitas coisas para fazer que valem a pena. Não nos aborreceremos, nem faltará sentido de realização nas nossas vidas. Mais importante de tudo, saberemos que não vivemos e morremos para nada porque teremos passado a fazer parte da grande tradição daqueles que reagiram à quantidade de dor e sofrimento no universo tentando transformar o mundo num lugar melhor»

publicado por julmar às 23:57
link do post | comentar | favorito
|

Sucesso académico e autoestima

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52716&op=all
publicado por julmar às 15:24
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Cansados de reformas inúteis -* José Matias Alves

Está em curso mais uma reforma curricular. Mais hora ou menos hora. Tira aqui e coloca ali. Reforçando a visão disciplinar do conhecimento. Decretando que os conhecimentos mobilizáveis para agir, conhecer, intervir e transformar o mundo e dar sentido à vida não têm dignidade curricular. Só o conhecimento puro (mesmo que seja o sistema nervoso da mosca que para “nada” serve) é que importante. Está em curso uma suposta mudança de paradigma. Mas não se conhece o horizonte, a substância, a rota, o rumo. Vive-se na era do vazio, da incerteza e da ameaça. De cortes e de asfixia. Com os diretores das escolas transformados nos chefes de secretaria preenchendo formulários eletrónicos nas plataformas centrais. Com os professores cansados de tanta mudança inútil porque não toca no essencial.   E é inútil porque não é isso que faz os professores ensinar melhor. Que faz os alunos aprender mais. Que faz a organização escolar querer mudar de registo e de práticas. E pode ser até prejudicial porque há um enorme cansaço e desilusãonas escolas. Que esperam (mesmo que disso não tenham consciência) que seja possível um outro sentido para a ação profissional. Muito mais fundado na liberdade e na autonomia e no risco. Na possibilidade de autoria de normas próprias no campo da organização do conhecimento, do agrupamento dos alunos, na gestão do tempo. Como o atesta a insuspeita OCDE (2010): Les réformes ont un impact constant sur les structures superficielles et les paramètres institutionnels des écoles, mais il est beaucoup plus difficile d’agir sur les activités fondamentales et la dynamique des apprentissages de classe.   Justamente. Entre nós persiste esta ilusão. Precisamos de passar da ordem do mando para a ordem da autonomia e da responsabilidade. Da ordem do domínio e do controlo remoto para a ordem da criação local. Porque é isto que nos faz crescer. Porque é isto que nos faz querer. Como pessoas, como profissionais e membros de organizações que também podem aprender. * José Matias Alves é investigador, doutor em Educação e professor convidado da Universidade Católica Portuguesa.
publicado por julmar às 19:40
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

DAS DIFICULDADES PARA CRIAR UMA OBRA

 Receita de escrita

A receita para se ser um bom novelista … é fácil de dar, mas para a realizar pressupõem-se qualidades que estamos habituados a ultrapassar quando alguém diz: «Não tenho talento suficiente». Basta que façamos uns cem rascunhos para novelas, nenhum deles mais extenso que duas páginas, mas de tal modo distintos que cada palavra deles é necessária; devemos escrever anedotas todos os dias até aprendermos a dar-lhe a forma mais rica e eficiente; deveríamos ser incansáveis a coligir e a descrever tipos humanos e caracteres; devíamos acima de tudo relatar coisas aos outros , mantendo os olhos e ouvidos abertos para o efeito produzido naqueles que se encontram presentes, deveríamos viajar como um pintor de paisagens ou um desenhador da moda … finalmente deveríamos reflectir nos motivos das acções humanas, não considerar qualquer sinal para instruções a seu respeito e ser um coleccionador desse tipo de coisas noite e dia. Deveríamos continuar nesse exercício multifacetado pelo menos durante dez anos; aquilo que depois for criado estará pronto para ser apresentado ao mundo.

F. Nietzsche

publicado por julmar às 19:29
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

WHAT TEACHERS MAKE (OR, IF THINGS DON’T WORK OUT YOU CAN ALWAYS GO TO LAW SCHOOL) Taylor Mali

He says the problem with teachers is
What’s a kid going to learn
from someone who decided his best option in life
was to become a teacher?

He reminds the other dinner guests that it’s true
what they say about teachers:
Those who can, do; those who can’t, teach.

I decide to bite my tongue instead of his
and resist the temptation to remind the dinner guests
that it’s also true what they say about lawyers.

Because we’re eating, after all, and this is polite company.

I mean, you’re a teacher, Taylor.
Be honest. What do you make?

And I wish he hadn’t done that
(asked me to be honest)
because, you see, I have a policy in my classroom
about honesty and ass-kicking:
if you ask for it, then I have to let you have it.

You want to know what I make?

I make kids work harder than they ever thought they could.
I can make a C+ feel like a Congressional Medal of Honor
and an A- feel like a slap in the face.
How dare you waste my time
with anything less than your very best.

I make kids sit through 40 minutes of study hall
in absolute silence. No, you may not work in groups.
No, you may not ask a question, so put your hand down.
Why won’t I let you go to the bathroom?
Because you’re bored.
And you don’t really have to go to the bathroom, do you?

I make parents tremble in fear when I call home:
Hi. This is Mr. Mali. I hope I haven’t called at a bad time,
I just wanted to talk to you about something your son said today.
To the biggest bully in the class, he said,
“Leave the kid alone. I still cry sometimes, don’t you?”
And it was the noblest act of courage I have ever seen.

I make parents see their children for who they are
and what they can be.

You want to know what I make?

I make kids wonder,
I make them question,
I make them criticize.
I make them apologize and mean it.
I make them write, write, write.
And then I make them read.
I make them spell definitely beautiful, definitely beautiful, definitely beautiful
over and over again until they will never misspell
either one of those words again.
I make them show all their work in math
and hide it on their final drafts in English.
I make them understand if you’ve got this [brains],
then you follow this [heart],
and if someone ever tries to judge you
by what you make, you give them this [the finger].

Here, let me break it down for you, so you know what I say is true:
Teachers make a goddamn difference! Now what about you?

publicado por julmar às 17:01
link do post | comentar | favorito
|

Chaves de fendas e gatos pretos - Vá lá não desanime!

 

http://www.youtube.com/watch?v=M_f6Txwc-kk

publicado por julmar às 16:43
link do post | comentar | favorito
|

Portugal Positivo

Será muita pena, se aquilo que vinha de bom do anterior governo se perder. Mas para isso precisávamos de continuar com mariano Gago como ministro.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52523&op=all

 

publicado por julmar às 16:38
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Catroga está à venda!

" O homem que se vende, recebe sempre mais do que o que vale"  Barão de Itaré

A frase aplica-se a Catroga sendo que neste caso o mais é quase tudo. Pela boca dele próprio ficamos a saber que tem um preço, que esteve no mercado e que foi aí que o foram buscar. Acha ele que é um preço justo dado o seu currículo. Temos andado todos distraídos para não darmos por ele. Os nossos homens de tão grande valia, muitos deles, como Catroga, governantes do país deixaram que chegássemos onde chegámos - com a corda na garganta. A diferença entre ele e o Ronaldo são muitas. Apenas uma: o Ronaldo conquistou a admiração e reconhecimento porque dá provas: joga bem e mete golos. É duvidoso que Catroga seja uma boa mercadoria, mas como pessoa é abominável e indigno. Deveria saber que um cavalheiro há duas coisas de que não deve falar: das mulheres do passado e dos impostos que paga. Deveria saber também que o elogio em boca próprio fede. E se fosse um homem culto estaria atento às questões humanas e éticas e até poderia ser o caso de, lendo o básico, se encontrasse com Kant na "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" a aprender a básica distinção entre pessoas e coisas. Catroga escolheu estar do lado das coisas e do preço, não do lado das pessoas, do respeito e da dignidade. Os seus colegas administradores, sem tão grande necessidade de justificações, já há muito andam no mercado, já estão calejados. 

publicado por julmar às 21:29
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 8 de Janeiro de 2012

A poesia de Eugénio de Andrade

A poesia não vai à missa,

não obedece ao sino da paróquia,

prefere atiçar os seus cães

às pernas de deus e dos cobradores

de impostos.

Língua de fogo do não, caminho estreito

e surdo da abdicação, a poesia

é uma espécie de animal

no escuro recusando a mão

que o chama.

Animal solitário, às vezes

irónico, às vezes amável,

quase sempre paciente e sem piedade.

A poesia adora

andar descalça nas areias do verão.

 

            Eugénio de Andrade - O sal da Língua

publicado por julmar às 23:35
link do post | comentar | favorito
|

Rapsódias de Congresso

 No dia 17.11.98 estive algures num congresso sobre formação. E quantas vezes, para me proteger de exposições com emissões perigosas para a sanidade mental, pegava na esfeógrafica oferecida e rabiscava sobre o papel oferecido coisas assim:

 

 Lugares comuns, lugares comuns!

A Formação Contínua não é coisa simples!

Senão não careceria de nós

Homens de ímpar entendimento.

Por isso, sou herói

Tenho uma história heróica

Tenho uma giesta

O meu caso, senhores, é um caso sério

E é com este caso um

Que com ele arraso

A pretensão de qualquer um.

Porque, vejam a necessidade:

Se houvesse laboratórios

Se as turmas fossem mais pequenas

Se as escolas fossem aquecidas

Se os professores tivessem condição

Com  mordomias, conesias

E algumas prebendas

E com muito mais cifrão

Estaria garantida a boa educação.

Assim não é, pois não!

Mas é desta ausência abissal

Que hoje mostro ser herói

No nordeste de Portugal

Assim tenho glórias tamanhas

Neste Planalto mirandês

Onde para além dos tradicionais cornos       

Chegam as novíssimas da Internet

Terra de cavadores, vinho e castanhas

De orografia de vales cavados

De tão largas distâncias e sinuosas vias,

Como chegaremos à Parada?

Ah doença da interioridade, da desertificação

Da ausência de tudo, só resta a maldição

Espanto dos espantos, oh admiração

Restam os resistentes

Remando contra o destino

Viva a formação!

Viva a Formação!

 

publicado por julmar às 23:07
link do post | comentar | favorito
|

A República - Plataõ

                             

«Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz »                                                                                                           

Se tivesse de escolher a melhor e mais importante obra escrita pelos gregos escolheria a REPÚBLICA. Um breve apontamento.

 LIVRO X

Este livro trata das formas. Dá o exemplo da cama feita por Deus (a forma) que é a única real; a cama feita pelo marceneiro ( a aparência) e a cama feita pelo pintor uma imitação de uma imitação, por isso três graus abaixo da realidade. Tudo isto para condenar  a arte nomeadamente a pintura e a poesia e, por esta Homero. A arte é feita de aparências e afasta-nos da realidade - ela é fruto do elemento da alma impressionável, irracional, preguiçoso e amigo da cobardia. O antídoto contra essas ilusões são a medida, o peso, o cálculo ( a matemática) o elemento mais elevado da alma. O pior da poesia ´é a de corromper mesmo as pessoas mais honestas, à excepção de um pequeno número. O culto das paixões da alma só nos tornam viciosos e miseráveis.

         “... em matéria de poesia não se devem admitir na cidade senão os hinos em honra dos deuses e os elogios das pessoas de bem. Se, pelo contrário, admitires a Musa voluptuosa, o prazer e a dor serão os reis da tua cidade, em vez da lei e desse princípio que, de comum acordo, sempre foi considerado o melhor, a razão.(339) “é antiga a dissidência entre poesia e filosofia”

“Declaremos, porém, que, se a poesia imitativa puder provar-nos com boas razões que tem o seu lugar numa cidade bem policiada, recebê-la-emos com alegria, porquanto temos consciência do encanto que ela exerce em nós - mas seria ímpio trair o que se considera a verdade.

Na página 341 trata da imortalidade da alma: ”É Um grande combate aquele em que se trata de nos tornarmos bons ou maus.”

Pergunta o interlocutor de Glaucon se poderá provar a imortalidade da alma. Glaucon responde que sim.  O mal destrói e corrompe as coisas enquanto o bem as conserva e desenvolve.

Os vícios ( a injustiça, a cobardia, a intemperança, a cobardia, a ignorância) tornam a alma má  mas não a matam e dado que não há um mal próprio ou estranho que mate a alma ela existirá para sempre.

E termina com um belo mito, o mito de Er a quem foi concedido ir ao outro mundo e regressar para nos contar o que lá se passa.                          

publicado por julmar às 22:50
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Maçonaria? Não muito obrigado!

Para que não fiquem dúvidas e para que haja transparência: Não sou maçónico. Fui convidado mais do que uma vez para várias lojas, mas recusei.  Nunca simpatizei com o trabalho da pedra, é uma massa demasiado dura. O maço é um instrumento que exige demasiado esforço. Como confraria prefiro de longe a Boulangeria desde que os irmãos cumpram as regras estabelecidas, nomeadamente, a de saber meter as mãos na massa e de não estarem à espera que uns aqueçam  o forno e outros metam o pão.

publicado por julmar às 21:38
link do post | comentar | favorito
|

Richard Dawkins

 

                                              

Há leituras que nos marcam como esta feita em 1997.

 

            Leitura obrigatória para um mais completo esclarecimento da besta que nós somos. Este poderia ser o subtítulo. Com efeito, quem quiser compreender o homem, o melhor é começar por estudar os outros animais( ratos, cães, gatos, abelhas, aves, etc.) cujos comportamentos isentos de uma super estrutura cultural os torna mais acessíveis a um estudo científico.

            Se distinguimos C. Humanas de C. Naturais deverá ser apenas por uma questão metodológica, pois, estou em querer que as leis da natureza são as leis da cultura e das sociedades.

            O livro comporta algumas ideias interessantíssimas: A ideia de que somos uma máquina de sobrevivência para os genes, sendo estes considerados como unidades de informação que ditam os nossos comportamentos. A reprodução da vida como cópia onde ocorrem erros. O ERRO (pg 49...); uma nova leitura da selecção natural de Darwin em que a tónica é colocada na sobrvivência dos genes mais eficazes para costruirem máquinas de sobrevivência.; uma descrição acessível do ADN e de outros processos biológicos. Faça o que achar melhor para nos manter vivos(pg 111);O problema da agressividade (K Lorenz) - uma nova visão. A explicação dos problemas numa perspectiva que exclui a moral - o problema do mal. O altruímo é sempre egoímo, egoísmo dos genes: se os pais “amam” os filhos é porque se amam a si mesmos: amar os outros como a si mesmos, desde que eles tenham os nossos genes. O trágico é que a vida se alimenta de outras vidas.

            A parte mais interessante é o último capítulo: Memes: os novos replicadores

Os memes são ao nível da cultura o equivalente aos genes no domínio da biologia: os memes que têm longa sobrevivência são os que respondem eficazmente, i. é, que controem unidades estáveis como poe exemplo o meme Deus que se fortalece ao agregar outros memes construindo sistemas. “Um meme ideia pode ser definido como uma entidade capaz de ser transmitida de um cérebro a outro”, a sua sobrevivência está na capacidade de criar cópias replicadoras. Quando morremos há duas coisas que podemos deixar atrás de nós : genes e memes.

            “Só nós na terra temos o poder de nos rebelar contra a tirania dos replicadores egoístas”

            Aprende-se mais sociologia lendo este livro do que lendo muitos livros de sociologia.

“Quando observamos populações selvagens, poderemos esperar encontrar engano e egoísmo dentro das famílias. A frase ‘o filho deverá enganar’ significa que os genes que tendem a levar a criança a enganar têm vantagem sobre os outros no pool genético. Se há uma moral humana a ser extraída, é a de que devemos ensinar o altruísmo aos nossos filhos, pois não poderemos esperar que este comportamento releve da sua natureza biológica.

publicado por julmar às 21:03
link do post | comentar | favorito
|

Livros que me marcaram

Fotos de  Segredos da Vida Mental

publicado por julmar às 18:13
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Pastoral

Que a minha excelente memória (gaba-te cesto!) não sirva de argumento ao ministro Nuno Crato (que ainda não deu conta que já não é comentador) para defesa da memorização ou encornanço. Acontece só que tenho uma especial memória para a poesia e, volta e meio, sinto-me a recitar poemas em silêncio. Como este.

Não há, não

Duas folhas iguais em toda a criação

 

Ou nervura a menos ou célula a mais,

Não há, de certeza, duas folhas iguais.

 

Limbo todas têm

Que é próprio das folhas;

Pecíolo algumas;

Bainha nem todas.

Umas são fendidas,

Crenadas, lobadas,

Inteiras, partidas,

singelas, dobradas.

Outras acerosas,

redondas, agudas,

macias, viscosas,

fibrosas, carnudas.

 

Nas formas presentes

Nos actos distantes,

Mesmo semelhantes

São sempre diferentes.

 

Umas vão e caem no charco cinzento,

E lançam apelos nas ondas que fazem;

Outras vão e jazem

Sem mais movimento.

Mas outras não jazem,

nem caem, nem gritam,

apenas volitam

nas dobras do vento.

 

É dessas que eu sou.

 

António Gedeão

publicado por julmar às 12:21
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Viajar

Se pudesse, se quisesse passaria a maior parte do tempo a viajar. Essa é a natureza do homem. Ao contrário das árvores que as raízes obrigam a estar todo o tempo no sítio onde nasceram, o homem nasceu com pernas para andar e cabeça para inventar, para inventar rodas, remos e asas para vencer distâncias. Sem andar não haveria encontros e desencontros, nem caminhos nem caminhantes. E não haveria encruzilhadas que o mesmo é dizer que não haveria nem liberdade, nem possíveis nem futuro.

publicado por julmar às 10:42
link do post | comentar | favorito
|

ANO NOVO, VIDA NOVA

Quero para si o que quero para mim:coragem. Coragem para examinar a sua vida (dizia Sócrates que uma vida não examinda não merece ser vivida);coragem para a mudar; para isso é preciso humildade, humildade para se aceitar como é, sabendo que só o pode fazer com pequenos passos - prefira a santidade à heroicidade. Seja honesto:desista da ideia de querer mudar o mundo, desista de querer mudar o próximo:

- Comece por si! Eu já comecei!

publicado por julmar às 10:30
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. Leitura a não perder

. A Vila - vista noturna

. A Coruja de Minerva

. Andar - Cálculos

. A sombra do viajante

. Migalhas filosóficas

. Obrigado pelo atraso

. Leituras breves

. Poemas da minha vida

. A terra do sr Fernando

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds