Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Do melhor que a Bíblia tem

“ Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; -ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não è temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade “(S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap.XIII, vv. 1 a 7 e 13.).

publicado por julmar às 22:12
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Dia de eleições

Que força é essa,amigo

Que te traz de bem com os outros

E de mal contigo

Que força é essa, amigo!?

http://www.youtube.com/watch?v=FxmJYh0DqLE

 

 

publicado por julmar às 21:06
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Fabuloso

A vida natural é fabulosa.

A amiba e a bactéria, uma história de agricultura microscópica

 

A colónia de Dictyostelium discoidieum com bactérias, quando está na forma de pedúnculo, pronto para lançar esporos de amibas

 

Estudo publicado na Nature

 

 http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/a-amiba-e-a-bacteria-uma-historia-de-agricultura-microscopica_1476152

 

publicado por julmar às 22:39
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

As Crianças da minha rua - Soeiro Pereira Gomes

Antes de me tornar professor de Filosofia, fu iprofessor de História e de Português. Em 1974/1975 sopravam outros ventos e os autores neo-realistas passam a ser dominantes nas selectas literárias. Os Esteiros chegaram a ser obra de leitura obrigatória.

 

Rua de Gente que Trabalha

"(...)A minha rua é suja, esburacada, carcomida de velhice.Não tem passeios, porque ali ninguém passeia, nem nome nas esquinas. Mas chamam-lhe Rua Detrás, certamente porque as casas, atarracadas, ficam detrás de vivendas dominadoras, e a gente que nelas mora anda sempre atrás nas passadas da vida.

Rua de gente que trabalha. Em certas horas, é silenciosa e quieta; noutras, movimentada e gárrula. Tem fluxos e refluxos, como as águas do mar. As crianças da minha rua não conheciam o mar, mas adoravam a rua.

Pelas tardes cálidas de verão, os moradores vinham para a soleira da porta, e ali ficavam a tomar o ar, que é fresco e gratuito, e a contar as novidades velhinhas da sua vida sempre igual.

As crianças - umas raquíticas, outras seminuas - vinham também (agora já não vêm) espalhar-se em grupos, a brincar. E então a rua convertia-se no mundo encantador da sua imaginação. Havia buracos que eram precipícios; pedras que semelhavam castelos; montes de lixo convertidos em florestas. O mar era o fio de água que escorria pelas valetas; os bocados de madeira flutuavam como barcos; os papeís rasgados transformavam-se em peixes. Até a areia, que o vento arrastava aos montões, era removida, com mil cuidados, nas latas enferrujadas... (...)"

publicado por julmar às 22:17
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Lendo Fernando Pessoa

Quanto Fui, Quanto Não Fui, Tudo Isso Sou

Que nenhum filho da puta

Se atravesse no meu caminho!

O meu caminho é pelo infinito fora

Até chegar ao fim.

publicado por julmar às 21:02
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Viva a carreira única! _ Inocêncio da Silva

Vai para dois anos, estava no café acompanhado de um professor cuja carreira já vai nos 34 anos de serviço. Conheço a sua dedicação e competência. Para além da licenciatura, fez um mestrado e posteriormente um doutoramento. Chegou, um outro professor e que disparou para o meu conhecido: - Então, pá, quando te reformas?

Sem esperar resposta, continuou: - Não há como ser reformado! Até ganho mais do que se estivesse a trabalhar!

Contou-me depois o meu amigo o seguinte:

Este professor é da minha idade. Fez a 4ª classe comigo. Depois que fez o 5º ano ingressou na Escola do Magistério Primário. Mais tarde, tirou num ano uma licenciatura (não entendi em que área) de complemento de habilitação de não sei o quê. Com isso acedeu ao topo da carreira – 10º escalão.

Resumo: Com o 5º ano (equivalente ao 9º ano) acedeu a um curso de dois anos que lhe deram acesso a professor; mais um ano a fazer a licenciatura em horário pós-laboral colocaram-no salarialmente ao nível do meu amigo.

Resumindo: Este professor primário (desculpem! do Ensino Básico) com 12 anos de estudo tem uma licenciatura que para efeitos remuneratórios vale o mesmo que a do meu amigo que terminou ao fim de 17 anos de escolaridade.

O professor primário começou cinco anos mais cedo a trabalhar ganhando dinheiro e tempo de serviço e, independentemente disso pode reformar-se com menos anos de serviço.

Diz-me o meu amigo que tudo isto foi considerado uma grande vitória pela classe dos professores e pelos seus sindicatos – ter conseguido uma carreira única.

Eu não estou bem a par dos factos como se passaram. Mas se não foi assim sempre os podem corrigir. Já quanto à interpretação cada um lhe dará a que entender. Por mim ficaria satisfeito se alguém me conseguisse mostrar a bondade e a justiça desta (dês)igualdade.

E quando vejo tantos a querer que a classe esteja unida (com tantas assimetrias e formas de tratamento conseguidas pela luta dos sindicatos) eu temo que não dê em nada de bom.

Mas, por estar de fora, talvez não veja bem.

publicado por julmar às 19:41
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas - O ECLESIASTES

De todos os livros da bíblia é o Eclesiastes que mais me prende. Talvez pelo seu teor filosófico de um relativismo céptico e de uma vertente niilista que só a afirmação de Deus salva. Também pelo aroma poético que o perpassa.

Poderíamos dizer que a primeira frase constitui a tese do livro: «Vaidade das vaidades, tudo é vaidade» e que todo o resto do livro se passa a demonstrá-la: o dia segue-se à noite, a uma geração outra geração se segue, todos os rios correm para o mar e tudo o que termina volta ao princípio. Tudo se repete, tudo é sempre igual: «não há nada de novo debaixo do sol». Do esforço em tudo querer compreender, conclui tudo isso ser vaidade e aflição do espírito, porque «muita sabedoria, muito desgosto; quanto mais conhecimento, mais sofrimento». E não estamos longe da tese de Shopenhauer:«Viver é sofrer».

Faz-nos no capítulo uma enumeração de todas as múltiplas realizações feitas ao longo da vida desde a agricultura à criação de gado, ao comércio na aquisição de bens preciosos, da entrega a todos os prazeres, para concluir que «nada de proveitoso há debaixo do sol» O mesmo com a procura da sabedoria, vaidade também.

E, então, algum epicurismo: «Nada é melhor para alguém que comer e beber, e exibir os frutos do seu trabalho: e vejo que isso vem da mão de Deus … a quem é bom na sua presença, ele dá sabedoria, conhecimento e alegria; ao pecador, prém, impõe a aflição de colher e ajuntar, para depois entregar a Deus».

Porém, «isso também é vaidade e aflição do espírito»

publicado por julmar às 22:25
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