Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Sobre o Trabalho

O trabalho é, em primeiro lugar, um processo de que participam igualmente o homem e a natureza, e no qual o homem espontaneamente inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza. Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias forças, pondo em movimento braços e pernas, as forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se das produções da natureza de forma ajustada a suas próprias necessidades. Pois, actuando assim sobre o mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo ele modifica a sua própria natureza. Ele desenvolve seus poderes inactivos e compele-os a agir em obediência à sua própria autoridade. Não estamos lidando agora com aquelas formas primitivas de trabalho que nos recordam apenas o mero animal. Um intervalo de tempo imensurável separa o estado de coisas em que o homem leva a força de seu trabalho humano ainda se encontrava em sua etapa instintiva inicial. Pressupomos o trabalho em uma forma que caracteriza como exclusivamente humano. Uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhados muitos arquitectos na construção de suas colmeias. Mas o que distingue o pior arquitecto da melhor das abelhas é que o arquitecto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade. Na extremidade de todo processo de trabalho, chegamos a um resultado já existente antes na imaginação do trabalhador ao começa-lo. Ele não apenas efectua uma mudança de forma no material com que trabalha, mas também concretiza uma finalidade dele próprio que fixa a lei de seu modus operandi, e à qual tem de subordinar sua própria vontade. E essa subordinação não é um ato simplesmente momentâneo. Além do esforço de seus órgãos corporais, o processo exige que durante toda a operação, a vontade do trabalhador permaneça em consonância com sua finalidade. Isso significa cuidadosa atenção. Quanto menos ele se sentir atraído pela natureza de seu trabalho e pela maneira por que é executado, e por conseguinte, quanto menos gostar disso como algo em que emprega suas capacidades físicas e mentais, tanto maior atenção é obrigado a prestar. (MARX, O capital, I, p. 197-198 – grifo nosso)

 

publicado por julmar às 23:30
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Lembrando C.Darwin

Os grandes homens que revolucionaram a humanidade também revolucionaram a minha:Galileu, Freud, Marx ... e Darwin também.

 

publicado por julmar às 21:20
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Leituras

 

«Uma coisa que custa trabalho a entender é que o arquiduque maxiliano tenha decidido fazer a viagem de regresso nesta época do ano, mas a história assim o deixou registado como facto incontroverso e documentado, avalizado pelos historiadores e confirmado pelo romancista, a quem haverá que perdoar certas liberdades em nome do seu direito a inventar, mas também da necessidade de preencher os vazios para que não viesse a perder-se de todo a coerência do relato. No fundo, há que reconhecer que a história não é apenas selectiva, é também discriminatória, só colhe da vida o que lhe interessa como material socialmente tido por histórico e despreza todo o resto, precisamente onde talvez poderia ser encontrada a verdadeira explicação dos factos, das coisas, da puta realidade. Em verdade vos direi, em verdade vos digo que vale mais ser romancista, ficcionista, mentiroso. Ou cornaca, apesar das descabeladas fantasias a que, por origem ou prisão, parecem ser atreitos».

publicado por julmar às 14:36
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Explicações - Amora da Silva

Agora há dias um professor falava do filho que andava em explicações de matemática; colegas do seu filho andavam também em explicações e concluía que a maioria dos alunos que na turma não tinham explicações não tinha positiva. Não se valoriza suficientemente o contributo das explicações no sucesso dos alunos. Os pais que valorizam a educação sabem que pagar a explicadores pode ser um bom investimento. Por vezes é um investimento (não tão caro como isso) decisivo: a entrada num bom curso ou numa boa faculdade. Aliás os pais "esclarecidos" pouco se importam com a educação, com as áreas extracurriculares, pois sabem que um bom futuro vem sobretudo das boas notas, o resto é conversa!

Por norma, o estudante que tem explicações sente-se responsabilizado, pois acha que os pais estão a fazer um esforço extra e daí resulta uma maior aplicação. A nossa sociedade, genericamente, mede o valor das coisas pelo preço em dinheiro. Esse é o problema da escola pública: é gratuita! Aquilo que não custa não presta. E na escola esbanja-se tudo e sobretudo o bem mais precioso: o tempo. Esbanja-se tempo nas aulas, esbanja-se tempo nas reuniões, esbanja-se tempo a fazer de conta que se faz. Porque o tempo passa e passando o tempo o dinheiro chega tão certinho como o tempo certo que passou. E isso que os professores não ensinam pela palavra os alunos aprendem exemplarmente.

 

publicado por julmar às 22:47
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