Quarta-feira, 14 de Junho de 2017

A última pergunta - Isaac Asimov

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«O Homem disse, “AC, este é o fim? Não há como reverter este caos? Não pode ser feito?” O AC disse, “AINDA NÃO HÁ DADOS SUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.” A última mente humana uniu-se às outras e apenas AC passou a existir – e, ainda assim, no hiperespaço. * * * A matéria e a energia se acabaram e, com elas, o tempo e o espaço. AC continuava a existir apenas em função da última pergunta que nunca havia sido respondida, desde a época em que um técnico de computação embriagado, há dez trilhões de anos, a fizera para um computador que guardava menos semelhanças com o AC do que o homem com o Homem. Todas as outras questões haviam sido solucionadas, e até que a derradeira também o fosse, AC não poderia descansar sua consciência. A coleta de dados havia chegado ao seu fim. Não havia mais nada para aprender. No entanto, os dados obtidos ainda precisavam ser cruzados e correlacionados de todas as maneiras possíveis. Um intervalo imensurável foi gasto neste empreendimento. Finalmente, AC descobriu como reverter a direção da entropia. Não havia homem algum para quem AC pudesse dar a resposta final. Mas não importava. A resposta – por definição – também tomaria conta disso. Por outro incontável período, AC pensou na melhor maneira de agir. Cuidadosamente, AC organizou o programa. A consciência de AC abarcou tudo o que um dia foi um Universo e tudo o que agora era o Caos. Passo a passo, isso precisava ser feito. E AC disse: “FAÇA-SE A LUZ!” E fez-se a luz

publicado por julmar às 16:47
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Terça-feira, 13 de Junho de 2017

A vida é um jogo

a cigarra filosófica.jpg

Andava carecido de uma boa leitura filosófica. Chegou.

Um livro excelente que nos reconduz à ironia e maieutica socrática. Além do método, o tema, é socrático também, eminentemente filosófico, pois, trata de investigar o que é uma vida boa e como se deve agir para a atingir. Porém, algo nos separa do tempo socrático, a saber, o desenvolvimento tecnológio que nos permite sonhar com um tempo em que o homem, todos os homens não tenham que se preocupar com o que hão-de comer ou vestir, nem sequer com a ciência ou com o sexo, pois estaremos na sociedade da Utopia, um estado de coisas em que as pessoas se dedicam apenas àquelas atividades que valorizam intrinsecamente. Portanto, são eliminadas todas as atividades instrumentais, todas as coisas que se costumam designar como 'trabalho' que passam a ser feitas por máquinas totalmente automatizadas, substituindo uma sociedade de escassez por uma sociedade de abundância.. No entanto, uma sociedade assim, não deixará de ter os seus inimigos.

«Os Diligentes e os Sabujos chegaram à conclusão de que se as suas vidas eram meros jogos, então essas vidas dificilmente seriam dignas de ser vividas. Assim otivados, começaram a forçar em si próprios a crença de que as casas feitaspor pessoas eram mais valiosas do que as casas feitas por computadores, e que os problemas científicos há muito resolvidos precisavam de solução. Começaram então a persuadir outros da verdade destas opiniões e foram mesmo ao ponto de representar os computadores como inimigos da humanidade. Por fim, aprovaram legislação que bania o seu uso. Mais tempo passou então, e a todos parecia que o jogo da carpintaria e o jogo da ciência não eram de todo jogos, mas tarefas crucialmente necessárias que tinham de ser realizadas para que a Humanidade sobrevivesse. Assim, embora todasas actividades humanas aparentemente produtivas fossem jogos, não se acreditava que fossem jogos. Os jogos foram mais uma vez relegados para o papel de meros pasatempos, úteis para preencher lacunas nas nossas actividades sérias. (...) 'Vem agora, Cigarra, sabes muito bemque a maioria das pessoas não quererá passar as suas vidas a jogar jogos. A vida para a maioria das pessoas não será digna de ser vivida se não puderem acreditar que fazem algo útil, seja sustentando as famílias ou formulando uma teoria da relatividade'».

 

 

 

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

O Pharnacon, notas sem autor

" Um pouco do que faz mal, pode fazer muito bem."

"Um placebo é a forma farmacológica assumida pela retórica, é o poder da persuasão literalmente metida numa cápsula"

"O significado do placebo é: se acreditarmos poder melhorar, temos grande possibilidade de o conseguir"

publicado por julmar às 11:59
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

VANTAGENS DOS MANUAIS EM SUPORTE ELETRÓNICO

Num post anterior, prometi fazer um comparativo entre os manuais em suporte de papel e os manuais em suporte eletrónico. Optei por enumerar, apenas, algumas das vantagens dos manuais em suporte digital. Os apologistas dos manuais em suporte de papel que enumerem as respetivas vantagens. Algumas haverá.

  1. Pode chegar a doutor sem ser um burro carregado de livros

Um smartphone, ou para maior comodidade um tablet, pode ter 1/3 do peso  e do volume de qualquer manual em papel.

Nele poderá transportar mais livros do que os existentes na biblioteca maior que você conhece. Quantos livros cabem na pasta que leva para a escola e lhe dá cabo da saúde? Também dispensa levar cadernos para tirar notas e apontamentos ou papel para fazer testes.

  1. Se tiver necessidades educativas especiais

Se for amblíope pode aumentar o tamanho da letra. De todo o modo, pode colocá-la na dimensão mais confortável, escolher a cor da página,  um tipo de letra diferente e o brilho.

Se for cego pode ouvir o seu manual falar consigo, já para não falar das inúmeras aplicações para alunos com dificuldades de aprendizagem ou com diversos tipos de deficiência.

  1. Pode dar folga ao professor

O professor não tem que lhe  dar toda a informação e  explicar tudo, nem avaliar os alunos, constantemente. Os manuais digitais são interativos, dando-lhes uma vantagem ímpar na aprendizagem: através de links, o aluno pode aceder a páginas de autores, sites, músicas, vídeos, fóruns de discussão, artigos gerais e especializados. Poderá pesquisar no Google, sem sair do lugar, o significado de palavras ou ter uma primeira abordagem, na maior de todas enciclopédias, o Wikipédia.

Os manuais podem ser atualizados, automaticamente, sem custos.

4.São mais baratos (muito mais) e, muitos deles, são de graça.

Deixando de ser um objeto físico, o manual está, agora, ao nível do conhecimento: deixa de ter preço. O conhecimento, mesmo partilhado,  continua, inteiramente, na sua posse.

Os melhores livros (história, filosofia, arte, religião, literatura…) que, até hoje, se escreveram,  como os clássicos, são de graça, porque a cultura é um bem inesgotável.

 5. São amigos da natureza

Grande parte das florestas são transformadas em pasta de papel para fazer livros. Agora, podemos poupar a Natureza.

 6. Não se deterioram, não se perdem e ninguém os rouba

Deixará de ouvir os professores, os pais e até o ME a recomendar respeito pelos manuais e a ameaçar com o pagamento de coimas. Pode fazer comentários e rabiscar à vontade.

E, se o dispositivo quebrar, relaxa: poderá baixar todos os livros de novo. É só conectar à conta da loja!

 7.Faltas de material

Bom! Acaba o drama do aluno que, no meio de cadernos vários, lápis e esferográficas e mais não sei quantos manuais, se esqueceu de qualquer coisa. E as eternas questiúnculas: marcar falta, onde, qual o limite, qual a sanção, como se comunica ao Encarregado de Educação? Deve constar no R.I.? Um tratado legislativo-penal tornado inútil. Porque há uma coisa de que nenhum aluno esquece: o smartphone. E está tudo lá!

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Sexta-feira, 26 de Maio de 2017

Os manuais escolares: Em suporte de papel ou em suporte eletrónico?

Hoje enquanto tomava o meu café, dois rapazinhos de nove anos, sentadas ao meu lado, divertiam-se cada um com o seu smartphone. Peguei conversa com eles, medindo a reação: - Pois, vocês hoje ficaram muito tristes por não terem aulas! (greve na Função Pública). Caçoaram comigo: - Sim,sim. Ficámos banhados em lágrimas!

E lá continuaram mostrando um ao outro um jogo e os níveis que já tinha atingido. Esta será uma geração que vai ter uma relação com o saber completamente diferente da dos seus professores. Pena é  que o ME,  a escola e os seus professores não favoreçam e orientem, desde já, as mudanças que são inevitáveis, que não favoreçam, obstaculizem ou se recusem a utilizar meios com uma eficiência incomparável aos suportes tradicionais. Os suportes, a forma de produção e difusão da informação (a invenção da escrita, a descoberta da imprensa de Gutemberg, a televisão) provocaram autênticas revoluções. Nenhuma delas teve um potencial tão grande como as novas tecnologias de informação e comunicação. A sala de aula continua, a maior parte das vezes, a funcionar como se nada estivesse a acontecer ou quando muito a utilizar parte das novas tecnologias apenas como substitutas das anteriores: o quadro interativo  a substituir acetatos ou projetor de slides, conservando, assim, um modelo de ensino centrado na informação que o professor escolhe e expõe a todos os alunos, mudando um bocadinho para tudo ficar na mesma. Por vezes, quando os professores ousam ir mais além e não dominam, suficientemente, as novas tecnologias fica pior a emenda do que o soneto. Cada professor faz apenas aquil que sabe e o melhor que sabe, é, quase sempre, o modelo que lhe serviu enquanto aluno. A escola na sua organização, à parte a parte administrativa, continua a ser aquilo que sempre foi. O ministério faz o que sabe fazer: remendar. As escolas reclamam autonomia mas é coisa que não estão em condições de fazer dela um exercício sério.

O ùnico projeto que houve de introdução das novas tecnologias nas escolas aconteceu no primeiro governo de Sócrates: Criação de uma infra-estrutura de redes, de computadores e instalação de Quadros Interativos nas salas de aulas e uma formação extensiva a todos os professores. No primeiro ciclo houve a distribuição de computadores aos alunos, uma medida importante que os opositores denegriram e ridicularizaram. 

Deambulei por tudo isto, quando o que me moveu a esta escrita foi uma notícia lida num diário sobre as multas que seriam aplicadas aos encarregados de educação caso os manuais a entregar no final do ano letivo não estivessem em condições. E lembrei-me do tempo em que era professor e em que também fazia a avaliação do uso que os alunos davam aos manuais. No dia do teste, era já uma rotina, os alunos colocavam o seu manual na minha secretária. Enquanto faziam o teste, um por um avaliava-os a todos: Livro que estivesse virgem tinha a pior classificação; livro que estivesse bem sublinhado, bem anotado, digamos todos os indícios de que ali se trabalhara teria uma boa classificação. Ensinar técnicas de estudos, entre as quais se contava o bom uso do manual era matéria das primeiras aulas. Se fosse hoje não me livraria de que os pais me remetessem as coimas para eu pagar. Mas, então, não é ridículo pedir a alguém que trabalha que não desgaste ou não use a ferramenta, que a poupe para quem vem a seguir?

Continuo a não perceber por que é que o suporte da informação tem de ser em papel. Sim, eu também gosto de livros de papel (tenho uns bons milhares), gosto deles como objetos físicos, gosto de os folhear, dos mais antigos  em que aprecio o cheiro caraterístico. Como gosto de objetos artesanais. Hoje também já tenho milhares de livros em suporte eletrónico (ebooks) e se preciso de uma obra de Aristóteles, de Descartes ou de Kant, da Bíblia ou do Corão já não preciso de ir à estante. Hoje já não estou com tempo nem disposição, mas um dia destes faço um quadro comparativo das vantagens e desvantantagens da utilização de um manual em suporte eletrónico e de um manual em suporte de papel. Se quiser, faça esse exercício.

 

publicado por julmar às 17:12
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

Aprendendo com as fábulas de Jean de La Fontaine: O amor e a loucura

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"Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:

- Vamos brincar de esconde-esconde?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou:

- Esconde-esconde? Como é isso?

- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.

A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou pôr convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessavam pôr nada. Mas nem todos quiseram participar.

A VERDADE preferiu não esconder-se. "Para que, se no final todos me encontram?

A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela).

A COVARDIA preferiu não arriscar-se. - Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos. Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ. Se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris). E a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante.

Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus, no céu, sobre zoologia.

Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.

Em um descuido, a LOUCURA encontrou a INVEJA e claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo: ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.

E assim foi encontrando a todos.

O TALENTO entre a erva fresca, a ANGÚSTIA em uma cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.

A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se pôr vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra, o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."

 

Jean de LA FONTAINE (1621-1695)

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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017

O Cérebro idiota

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"Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim" I. Kant

Admiro e respeito muito os meus mestres, deles recebi ensinamentos do melhor que até hoje a humanidade produziu. Kant foi um deles e com quem aprendi algo de fundamental que se poderia traduzir na pergunta: como é que nós representamos o mundo? Especulativamente, apenas por especulação, tentou compreender como é que nós conhecemos, o que é que podemos conhecer, chegando à conclusão que apenas podemos conhecer fenómenos, isto é, a apreensão do mundo por nós, mas não o conhecimento do mundo em si, ou seja, do mundo noménico. 

Outro dos mestres, foi Sócrates e dele retive sempre a recomendação " Conhece-te a ti mesmo". Esse conhecimento é para quem quer construir o conhecimento o princípio, sem o qual nada fica garantido. Todos os filósofos acabam por fazê-lo. O meu mestre Descartes, fê-lo no "Discurso do Método", contando a história do saber examinando tudo quanto aprendera até então e de tomar a decisão de pôr tudo em dúvida. Toda a verdadeira filosofia começa por aí para depois escolher um caminho, um método. Também Bachelard e outros epistemólogos apelam à necessidade de rejeitar o falso saber sobre o qual não pode assentar nada de válido. Numa outra dimensão, o que nos ficaria de Santo Agostinho, sem a sua obra :"As Confissões"?

Porém, esses filósofos trabalhavam com o que tinham: Os sentidos e a razão. Não tinham nem microscópios nem telescópios, nem computadores, nem imagiologia e todo um conjunto de ferramentas que nos ajuda a ver o invisível, a medir, registar dados inimagináveis. Por isso, o nosso corpo e, particularmente o nosso cérebro, uma estrutura material que suporta os nossos pensamentos, sentimentos, emoções, crenças é hoje conhecida não de forma especulativa mas de uma forma científica.

E se o nosso cérebro é uma aquisição recente no desenvolvimento evolutivo do homem, é ele que, doravante, começa a comandar essa mesma evolução. E, por isso, é mais importante que nunca o " Conhece-te a ti mesmo".

Sendo que se trata de um comandante que todos temos,  a sua leitura é importante, para que não sejamos apanhados pelas suas idiotices.

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Sexta-feira, 21 de Abril de 2017

Vila Nova de Gaia - Moscovo, passo a passo

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 Chegada às 10,35 horas do dia 10 de Abril, percorridos 4384 km, passo a passo. A existência faz-se de resistência, insistência, consistência e persistência. Enquanto o corpo entra em automático, a mente vagueia por toda a história e cultura russa: as guerras com ponto alto na tragédia de Napoleão, da derrota da ambição de Hitler, da Revolução de Outubro, dos massacres de Staline, dos Gulags, da grande literatura, filosofia e música russa.  Na mente, recorrentemente, o meu primeiro grande filme - Doutor Zhivago. E ao som de Kalinka fui saindo de Moscovo com o objetivo longínquo de chegar a Istambul, na Turquia. A tentação era atravessar a Sibéria mas tive medo de me perder. Vamos, pois, até Bizâncio, Constantinopla, Istambul onde se escreveu boa parte da história da humanidade.

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Segunda-feira, 27 de Março de 2017

Leituras incómodas

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 Por norma, leio um livro de fio a pavio. Por vezes, mais pelo meu feitio de não gostar de deixar as coisas a meio ou com esperança, quase sempre vã, de que o que está para a frente valha a pena. Nem gosto de saltar páginas ou capítulos, quero seguir o caminho de quem o escreveu. Pois, desta vez, tornou-se impossível: é demasiado escabroso, demasiado chocante. A Cúria romana, encarregada do governo da Igreja, comporta-se como as elites mais corruptas dos estados: o luxo em que vivem os cardeais, não apenas o senhor Bertone, as fraudes fiscais, a lavagem de dinheiro, a especulação imobiliária. Tudo documentado. Pior é impossível.

Mas o povo não lê. Acredita porque é na fé que está a salvação e continuará a queimar velas, dar esmolas, cumprir promessas num rio de dinheiro que desagua na Praça de S. Pedro.

E a pregação continuará: BEM AVENTURADOS OS POBRES PORQUE DELES É OREINO DOS CÉUS

publicado por julmar às 10:39
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

Andar, andar, andar por terras da Rússia

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 Cheguei a Smolensk,  cidade no oeste da Rússia , localizada às margens do rio Dniepre, próxima da fronteira com a Bielo Rússia. com uma população superior a 300 000 habitantes, dista de Moscovo 360 Km. Por aqui passaram, a pé como eu, os soldados de Napoleão e de Hitler que aqui defrontaram tropas russas.  Atualmente, Smolensk é uma cidade industrial, principalmente nos ramos eletrônico, têxtil e alimentício. Até 1939 a cidade pertenceu à Bielorrússia. 

Com alma para continuar, por Kaluga, em direção a Moscovo.

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

Vigiar e Punir - Michel Foucault

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Ao longo dos anos, por falta de tempo e de dinheiro, muitos livros ficaram por ler. Agora o dinheiro deixou de ser problema porque uma boa parte dos livros, de bons livros, existe em suporte eletrónico - os ebooks - e gratuito, como é o caso da presente obra. Quanto ao tempo, agora é todo meu e procuro aproveitá-lo o melhor que posso e sei, como é o caso desta obra extraordinária.

O Panóptico é uma máquina maravilhosa que, a partir dos desejos mais diversos, fabrica efeitos homogéneos de poder. Uma sujeição real nasce mecanicamente de uma relação fictícia. De modo que não é necessário recorrer a força para obrigar o condenado ao bom comportamento; o louco à calma; o operário ao trabalho; o escolar à aplicação; o doente à observância das receitas. Bentham se maravilha de que as instituições pa nópticas pudessem ser tão leves: fim das grades,  fim das correntes, de fim das fechaduras pesadas: basta que as separações sejam nítidas e as aberturas bem distribuídas. O peso das velhas "casas de segurança", com sua arquitetura de Fortaleza, é substituído pela geometria simples e económica de "uma casa de certeza". A Eficácia do poder, sua força limitadora, passaram, de algum modo, para o outro lado — para o lado da sua superfície de aplicação. Quem está submetido a um campo de de visibilidade e sabe disso retoma por sua conta as limitações do poder, fa-las funcionar espontaneamente sobre si mesmo; escreve em si relação de poder na qual ele desempenha simultaneamente os dois papéis; torna-se o princípio da sua própria sujeição. Em consequência disso mesmo, o poder externo, por seu lado, pode se aliviar do seus fardos físicos; tende ao incorpóreo; e quanto mais se aproxima desse limite, mais esses efeitos são constantes, profundos, adquiridos em carácter definitivo e continuamente recomeçados: Vitória perpétua que evita qualquer defrontamento físico e está sempre decidida por antecipação. Pg 226

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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

O ato da criação

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Todos os dias  passo por este, cada vez maior, bando de cegonhas que, aqui no Parque Biológico de Avintes, se sentiu tão confortável que deixou de migrar. São neste momento treze e, de acordo com a imagem de copulação, o número aumentará nos próximos meses. 

 

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

Abaixo os manuais escolares

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A mudança de ideias e hábitos é difícil, muitos consideram-na mesmo impossível. A escola é um dos melhores exemplos. A discussão sobre os manuais escolares: o preço, o peso, a escolha, a qualidade, os interesses das editoras, etc. De certo modo, não se concebe o ensino sem livros feitos de papel. A pergunta que se deve fazer é simples: Para que servem os livros? A resposta é, obviamente, simples: Para colher informação, apenas isso. A construção do conhecimento é uma coisa diferente. Ora, um tablet por aluno diminuirai o peso e o preço na ordem de vinte vezes menos. A informação será quer em termos quantitativos, quer qualitativos incomparavelmente superior. Por isso, é incompreensível que a discussão continue a ter como base a mochila dos livros, continuando a dar força ao provérbio de que um doutor é um burro carregado de livros. As escolas, lugares privilegiados da aprendizagem e da construção do conhecimento, continuam a funcionar como se não tivesse havido uma revolução nas tecnologias de informação e comunicação. E claro, estaríamos a proteger a floresta.

 

 

publicado por julmar às 11:27
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

Chegada a Minsk, passo a passo

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Saí de minha casa, em Vila Nova de Gaia, no dia 14 de Janeiro de 2016, pelas 7,30 h. Cheguei hoje a Minsk, capital da Bielo Rússia, eram 15,30, hora de Portugal. Percorri 3749 km, passo a passo. 

Amanhã estarei a caminho de Smolensk, em direção a Moscovo. 

Minsk, capital da Bielorrússia, é uma cidade moderna dominada pela monumental arquitetura stalinista. Muitos de seus museus, teatros e outras atrações culturais linha Independence Avenue (Praspyekt Nyezalyezhnastsi), uma larga, 15 km de comprimento via que leva à vasta Praça da Independência. Ao longo desta icônica praça estão a enorme sede da KGB e a igreja neo-românica de São Simão e Helena, também conhecida como Igreja Vermelha, In Wiquipédia

publicado por julmar às 18:03
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Leitura obrigatória

 

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Nos anos setenta tomei contato com a teoria linguístiva de Noam Chomsky e com a sua crítica à psicolgia beaviorista. De alguns anos a esta parte, interessei-me pelo Chomsky ativista político e pelos seus escritos em que nos alerta para os problemas fundamentais com que a humanidade se defronta e que na presente obra nos apresenta:As alterações climáticas e as armas nucleares. A sua tese principal é a de que os Estados Unidos, como primeira potência mundial a seguir à 2ª Grande Guerra, se  constituíram como a maior ameaça à paz e à sobrevivência da humanidade. Proclamando-se defensores da democracia, através de uma intensa e continuada propaganda, instauraram sempre que foi do seu interesse, ditaduras um pouco por todos os continentes, com especial zelo na América do Sul, onde só Cuba resistiu, resiste. Obrigando os outros ao cumprimento dos compromissos e acordos internacionais, colocam-se de fora da lei internacional; assumindo-se como os principais inimigos do terrorismo, praticaram o mais selvático terrorismo e tornaram-se numa fábrica de terroristas; abriram uma guerra contra o Iraque com o falso pretexto da existência de uma arsenal de armas químicas eles que varrearam, entre outros, o Laos e o Vietname com napalm; eles são os únicos que utilizaram a bomba atómica e que depois disso mais vezes provocaram outras potências a usá-las ou eles estiveram na eminência de as usar. Tudo em nome da paz, do progresso, da liberdade e da democracia. Quem nos defende destes nossos protetores?

Ler Noam Chomsky não é ler um autor qualquer. As suas ideias não são propaganda. Assentam na descrição de fatos. Por isso, encontra uma grande quantidade de páginas no final do livro onde se referenciam as fontes que sustentam as suas ideias. Incomodado com a verdade, o presidente Nixon colcou-o na lista dos inimigos da América.

publicado por julmar às 11:38
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

Elogio das pequenas coisas, mais uma vez

Inserto no livro Vigiar e Punir de Michel Foucault, aparece-nos esta extrato do livro de Jean-Bapriste de La Salle, Tratado sobre as Obrigações dos Irmãos das Escolas Cristãs:

Como é perigoso negligenciar as pequenas coisas. É um pensamento bem consolador para uma alma como a minha, ou indicada para as grandes ações, pensar que a fidelidade às pequenas coisas pode, por um progresso insensível levar-nos à mais iminente santidade: porque as pequenas coisas nos dispõem às grandes... pequenas coisas meu Deus, infelizmente dirá alguém, que podemos fazer de grande para Vós, criaturas fracas e mortais que somos. Pequenas coisas: se as grande se apresentassem, praticá-las-íamos? Não as crereríamos acima de nossas forças? Pequenas coisas: e se Deus  as aceita e quer recebê-las como grandes? Pequenas coisas: acaso já as experimentámos? Acaso  as julgamos pela experiência? Pequenas coisas: somos então culpados, se, vendo-as como tais as recusamos? Pequenas coisas: são elas entretanto que, com o tempo, formaram grandes Santos! Sim, pequenas coisas mas grandes móveis, grande sentimentos, grande fervor, grande ardor, e em consequência grandes méritos, grandes tesouros, grandes recompensas.

publicado por julmar às 17:51
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

Vigiar e Punir - Michel Foucault

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  1. máquina de vapor para a rápida correção das meninas e dos meninos. Avisamos aos pais e mães tios, tias, tutores, tutoras, diretores e diretoras de internatos e, de modo geral, todas as pessoas que tenham crianças preguiçosos, gulosas, indóceis, desobedientes, briguentas, mexeriqueiras, faladores, sem religião ou que tenho um qualquer outro defeito, que o senhor Bicho-Papão e a senhora de Tralha Velha acabaram de colocar em cada distrito da cidade de Paris uma máquina semelhante à representada nesta gravura e recebem diariamente em seus estabelecimentos, de meio dia às duas horas, crianças que precisam ser corrigidas. Os senhores lobisomem, Carvoeiro Rotomago e come sem fome e senhoras Panthera furiosa carantonha sem dó e bebe sem sede, amigos e parentes do senhor bicho papão e da senhora tralha velha, instalarão brevemente máquina semelhante que será enviada a cidade das províncias e eles mesmo irão dirigir execução. O baixo preço da correção dada pela máquina a vapor e seus surpreendentes efeitos levarão os pais a usá-la tanto quando exigir o mau comportamento de seus filhos. Aceitan-se com internas os  as crianças incorrigíveis, que são alimentadas a pão e água.  Gravura do fim do século XVIII  (coleções Históricas do INRDP)
publicado por julmar às 17:17
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Socialismo burguês

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'Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que outros´

 Orson  Welles

O meu sogro morreu uma semana antes do Dr Mário Soares. Ambos morreram pouco tempo depois de completarem 92 anos de idade. Todos os portugueses sabem quem é Mário Soares mas muito poucos sabem quem é António Seixas. Por isso, Mário Soares esteve no hospital da Cruz Vermelha com uma equipa médica a tempo inteiro, nas melhores instalações e com todos os mais sofisticados meios, cuidando da saúde e bem estar. António Seixas estava num lar e a cada agravamento do estado de saúde era chamada a ambulância dos bombeiros que, obrigatoriamente, fazia escala no Centro de Saúde do Sabugal para, em seguida, ser transportado ao hospital da Guarda onde aguardava, por tempo indeterminado, deitado na maca, por atendimento. No hospital não havia lugar para internamento, por isso, ia e voltava a vir repetidamente, até morrer. De uma das vezes, tremia tanto que a médica se apressou a diagnosticar-lhe Parkinson. Mas não, era apenas frio. Muito frio.

Muito se escreveu e muito se escreverá sobre Mário Soares, socialista, republicano e laico. Sobre António Seixas, sem etiquetas políticas ou religiosas, não se escreverá mais do que estas palavras que poucos lerão. Foram iguais no que a natureza se encarrega - no nascimento e na morte e os dois viveram uma longa vida - 92 anos. Um e outro cidadãos portugueses; um e outro obrigados a deixar o país: um para fugir à fome, outro para fugir à prisão. Os dois estiveram, na mesma época, em Paris. Um na Paris das elites, dos museus, dos jardins, das grandes avenidas ensinando na universidade, reunindo e conspirando; o outro no bidonville de Champigny, de ruas lamacentas e barracas feitas no descanso dos domingos, companheiro de um exército operário, construindo o conforto e o luxo dos outros. 

Que tem a Paris de Mário Soares a ver com a Champigny de António Seixas? Que tem a ver um com o outro? 

Um tem um sonho para todos os homens e para o seu país: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O outro tem um sonho de felicidade para si e para os seus que nunca os homens 'iluminados' enlamearam os sapatos nas ruelas de Champigny para lhes anunciar e explicar a tríade da Revolução Francesa que, além da liberdade e fraternidade, prometia a igualdade entre os homens. 

E, claro, os homens doutos, iluminados têm uma interpretação tão complexa desse conceito que os homens do bidonville não teriam inteligência e formação suficiente para a entenderem. Mas têm a sabedoria suficiente para não terem ilusões.

publicado por julmar às 18:59
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

Assustador e fascinante é o porvir

Wook.pt - A Era do Caos

Por vezes apetecia-me desligar por completo dos grandes (e dos pequenos) problemas do nosso mundo, se é que ainda sabemos qual é o nosso mundo. Para quem nasceu antes da era da Internet e dos telemóveis tende sempre a comparar com o mundo in illo tempore. Ainda que o homem não tenha mudado naquilo que ele é, as relações sociais, a economia e a cultura, por mor da tecnologia, entraram numa mudança acelerada. É disso que trata Federico Rampini numa analise da emergência de novas forças e poderes que levam a mudanças geopolíticas, económicas, ambientais, políticasas, à emergência de novas potências, entre elas a China e a Índia. Do caos surgirá uma nova ordem que mal  somos capazes de descortinar. Como no século XVI, nos alvores do nascimento da ciência, vivemos um período de desordem e de incerteza. Nessa época era a ordem de Deus que estava em causa; hoje é a ordem humana. Assustadores e fascinantes são os tempos que aí vêm. 



publicado por julmar às 18:42
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

Primeira leitura do ano

zoom

De há tempos a esta parte que a vida do meu cão me preocupa. Esta dezena e meia de anos, mais qualquer coisa, passou por mim e por ele, passou por nós e deixou as suas marcas. Os cães também moldam os humanos e sei que acabámos por ter um feitio muito parecido como, por exemplo, o não falar ou ladrar em vão. Há cães que ladram por tudo e por nada, sendo suficiente uma sombra para os provocar. Ou, ainda meter o nariz onde  não se é chamado. O Czar, assim se chama, perdeu a audição por completo e, com isso perdeu a voz. Perdeu a força para ir até ao portão quando saio ou quando regresso. Olha para mim com olhar triste. 

Porque gosto de cães, do Czar de uma forma especial, e porque tenho a graça de ser filósofo, não podia deixar de ler este livro Só aconselhável a quem goste de cães e de filosofia. 

publicado por julmar às 18:19
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