Domingo, 29 de Abril de 2012
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.
O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipa. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs.Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
O Horror ao vazio
«O nada, o aparente nada, às vezes é o mais importante, mas existe uma doença contemporânea muito grave e que é o horror ao vazio. Quando se faz uma praça ou o seu arranjo, mete-se sempre mais um quiosque, mais qualquer coisa para as crianças, painéis publicitários, mais uma infinidad de indicações de percursos, até as pesoas ficarem baralhadas. O vazio, tal como o silêncio, provoca o medo. Isso é algo de muito contemporâneo»
Sisa Vieira
Terça-feira, 10 de Abril de 2012
O mar - Isabel Teixeira
O mar, sempre o mar no meu pensamento, na minha vida, na minha alma, no meu inconsciente…
O mar verde, a espuma branca das ondas a suavizar na areia da praia ou a bater fortemente sobre as rochas.
As algas, toda a espécie de peixes, a beleza, a acalmia, a malvadez, os ventos, os gritos, as lágrimas…
As palavras sussurradas num fim de tarde à beira mar, as crianças livres, felizes a brincar. Os olhos esbugalhados pela beleza e imensidão de quem nunca o viu.
O vento, o sol e os salpicos a bater no rosto de alguém ou algum que, de repente, perdeu a vontade de viver. Acredito piamente que alguém, sem sentido de vida, tenha vontade de entrar mar adentro. Porque ele é lindo, misterioso, belo, horrível, ele é o Mar por quem tão nova me apaixonei. E é uma paixão alimentada, porque lhe posso falar, tocar e ele retribui essa paixão deixando que lhe toque, que lhe fale e que me salgue.
Ciúme e inveja, tenho das gaivotas que lhe fazem voos rasantes, dos peixes que lá habitam e têm o gosto de desfrutar de tudo o que gosto, de tudo o que amo. Belo, Maravilhoso, Imenso, Horrível e Medonho como qualquer Paixão.
Terça-feira, 20 de Março de 2012
Celebrar a Primavera
A vida perfeita é a que se aperfeiçoa. Eu sei que é um oxímoro. Como a vida. Vale a pena celebrá-la neste início de Primavera
A vida perfeita - Ben Jonson
Não é crescendo à toa,
Como as árvores, que alguém se aperfeiçoa;
Não como o roble, em pé trezentos anos,
E ser madeiro enfim, calvo, seco sem ramos.
Esse lírio de um dia,
Em Maio, tem mais valia,
Mesmo que à noite caia já sem cor:
Foi a planta da luz, era o sol a flor.
Em justas proporções a beleza se ajeita,
E só num ritmo breve é que a vida é perfeita.
Ben Jonson
Terça-feira, 13 de Março de 2012
NEVOEIRO - Mensagem - F. Pessoa
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
É hora!
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Gerações à rasca ... por MIA COUTO
«Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?»
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
A crise segundo Einstein

“Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Criada, precisa-se
«E vós também, ó moças da Província
que trazeis o verde dos campos no vermelho das faces pintadas!»
Almada Negreiros , in A cena do ódioa
Um quase poema, a partir de um jornal diário de 1971
Precisa-se criada para todo o serviço externa
que saiba de cozinha
interna para casa de saúde,
que seja dos arredores do Porto
habilitada para três pessoas, de 800 escudos
que tenha até aos 40 anos
de meia idade e para casa de pouco serviço
de 30 a 40 anos para tratar de menina
externa ou interna mas que saiba de cozinha
de sala, precisa-se
de sala, nova e com bom ordenado
habilitada e sindicalizada
rapariga de 12 a 15 anos
a dias para serviços domésticos
com conhecimentos de cozinha
rapariga de aldeia, até 15 anos
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
Saber viver
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro,esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver o presente nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."
Confúcio
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Bons exemplos
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Treinar portugueses para o êxito
Este movimento criado por Adelino Cunha pretende desenvolver o potencial que existe em todos, levar cada um a dar o seu melhor. Não há forma de o país ter sucesso sem uma mudança de atitude. Comece por si. Comece já. Apoiar este movimento é o primeiro passo. Clique no link
http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=750
Como ganhar dinheiro - Matthias Schmelz
Esta é a minha segunda leitura do ano motivada por uma entrevista ao autor na SIC Notícias. Afinal, pode aprender a conquistar riqueza. Quem escreve sobre o assunto tem a qualidade, para mim, essencial de quem ensina - a autenticidade. E Schmelz ensina o que fez e como o fez. "A inação favorece a dúvida e o medo. A ação favorece a confiança e a coragem. Se quiser conquistar o medo, não fique sentado em casa a pensar nele. Saia e faça qualquer coisa". Dale Carnegie " Para atingir o sucesso, a coragem é a mais importante de todas as qualidades. Escolha ser corajoso, porque a maioria das pessoas não o é. Uma pessoa corajosa tem muitos poucos concorrentes. Ter coragem não significa não ter medo, mas sim força e vontade para agir correctamente no momento em que é necessário. (...) Pode demonstrar coragem cumprimentando alguém no Metro ou no seu local de trabalho. Pode demostrar iniciativa fazendo uma sugestão ao chefe. Pode defender o seu ponto de vista num debate. Falar em público mete medo a muitas pessoas. Pedir desculpa requer mais coragem que magoar alguém. As pessoas realmente corajosas assumem a responsabilidade pelos seus actos e tomam decisões rapidamente. O que precisa para se tornar mais corajoso? Faça a si mesmo duas perguntas: O que posso perder?(qual a pior coisa que pode acontecer?) Qual a melhor coisa que pode acontecer? (qual a melhor coisa que pode acontecer?)"

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Alguma coisa está a correr bem em Portugal
Só precisamos de descobrir políticos bons! Temos os melhores futebolistas, temos os melhores treinadores ( ah, se os dirigentes de escolas, de hospitais, do país fossem como eles , nem nos importaríamos de lhe pagar bem), temos os melhores escritores, os melhores arquitectos ... E até temos os melhores trabalhadores quando as organizações onde trabalham são bem dirigidas. E já agora, comece por si: seja melhor, faça melhor!
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52712&op=all
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Como havemos de viver?

Esta é a minha primeira leitura do ano. E que leitura! Ajudou-me a clarificar algumas questões e juntou-se à razão das causas que defendo e que num mundo tão ligado ao interesse próprio me fazia interrogar se não estaria eu a ser otário. Haverá de me servir de base ao curso de Filosofia prática e que terá o título deste livro: Como havemos de viver?
Eis o parágrafo final do livro:
«Qualquer pessoa pode fazer parte da massa crítica que nos oferece a possibilidade de melhorar o mundo antes que seja demasiado tarde. Podemos repensar os nossos objectivos e perguntarmo-nos o que estamos a fazer com anossa vida. Se o nosso modo de vida actual não resistir a um critério imparcial de valor, podemos alterá-lo. Isso pode significar a demissão doemprego, a venda da casa e a aceitação de um trabalho numa organização voluntária na Índia. Mais frequentemente, a adopção de um modo de vida mais ético será o primeiro passo de uma evolução gradual mas de longo alcance no nosso estilo de vida e no nosso pensamento acerca do lugar que ocupamos no mundo. Defenderemos novas causas e descobriremos que os nossos objectivos se alteram. Se nos envolvermos no nosso trabalho o dinheiro e o estatuto tornar-se-ão menos importantes. Da nossa nova perspectiva, o mundo parecerá diferente. Uma coisa é certa: encontraremos muitas coisas para fazer que valem a pena. Não nos aborreceremos, nem faltará sentido de realização nas nossas vidas. Mais importante de tudo, saberemos que não vivemos e morremos para nada porque teremos passado a fazer parte da grande tradição daqueles que reagiram à quantidade de dor e sofrimento no universo tentando transformar o mundo num lugar melhor»
Sucesso académico e autoestima
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52716&op=all
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Cansados de reformas inúteis -* José Matias Alves
Está em curso mais uma reforma curricular. Mais hora ou menos hora. Tira aqui e coloca ali. Reforçando a visão disciplinar do conhecimento. Decretando que os conhecimentos mobilizáveis para agir, conhecer, intervir e transformar o mundo e dar sentido à vida não têm dignidade curricular. Só o conhecimento puro (mesmo que seja o sistema nervoso da mosca que para “nada” serve) é que importante.
Está em curso uma suposta mudança de paradigma. Mas não se conhece o horizonte, a substância, a rota, o rumo. Vive-se na era do vazio, da incerteza e da ameaça. De cortes e de asfixia. Com os diretores das escolas transformados nos chefes de secretaria preenchendo formulários eletrónicos nas plataformas centrais. Com os professores cansados de tanta mudança inútil porque não toca no essencial.
E é inútil porque não é isso que faz os professores ensinar melhor. Que faz os alunos aprender mais. Que faz a organização escolar querer mudar de registo e de práticas. E pode ser até prejudicial porque há um enorme cansaço e desilusãonas escolas. Que esperam (mesmo que disso não tenham consciência) que seja possível um outro sentido para a ação profissional. Muito mais fundado na liberdade e na autonomia e no risco. Na possibilidade de autoria de normas próprias no campo da organização do conhecimento, do agrupamento dos alunos, na gestão do tempo.
Como o atesta a insuspeita OCDE (2010):
Les réformes ont un impact constant sur les structures superficielles et les paramètres institutionnels des écoles, mais il est beaucoup plus difficile d’agir sur les activités fondamentales et la dynamique des apprentissages de classe.
Justamente. Entre nós persiste esta ilusão. Precisamos de passar da ordem do mando para a ordem da autonomia e da responsabilidade. Da ordem do domínio e do controlo remoto para a ordem da criação local. Porque é isto que nos faz crescer. Porque é isto que nos faz querer. Como pessoas, como profissionais e membros de organizações que também podem aprender.
* José Matias Alves é investigador, doutor em Educação e professor convidado da Universidade Católica Portuguesa.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
DAS DIFICULDADES PARA CRIAR UMA OBRA
Receita de escrita
A receita para se ser um bom novelista … é fácil de dar, mas para a realizar pressupõem-se qualidades que estamos habituados a ultrapassar quando alguém diz: «Não tenho talento suficiente». Basta que façamos uns cem rascunhos para novelas, nenhum deles mais extenso que duas páginas, mas de tal modo distintos que cada palavra deles é necessária; devemos escrever anedotas todos os dias até aprendermos a dar-lhe a forma mais rica e eficiente; deveríamos ser incansáveis a coligir e a descrever tipos humanos e caracteres; devíamos acima de tudo relatar coisas aos outros , mantendo os olhos e ouvidos abertos para o efeito produzido naqueles que se encontram presentes, deveríamos viajar como um pintor de paisagens ou um desenhador da moda … finalmente deveríamos reflectir nos motivos das acções humanas, não considerar qualquer sinal para instruções a seu respeito e ser um coleccionador desse tipo de coisas noite e dia. Deveríamos continuar nesse exercício multifacetado pelo menos durante dez anos; aquilo que depois for criado estará pronto para ser apresentado ao mundo.
F. Nietzsche
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
WHAT TEACHERS MAKE (OR, IF THINGS DON’T WORK OUT YOU CAN ALWAYS GO TO LAW SCHOOL) Taylor Mali
He says the problem with teachers is
What’s a kid going to learn
from someone who decided his best option in life
was to become a teacher?
He reminds the other dinner guests that it’s true
what they say about teachers:
Those who can, do; those who can’t, teach.
I decide to bite my tongue instead of his
and resist the temptation to remind the dinner guests
that it’s also true what they say about lawyers.
Because we’re eating, after all, and this is polite company.
I mean, you’re a teacher, Taylor.
Be honest. What do you make?
And I wish he hadn’t done that
(asked me to be honest)
because, you see, I have a policy in my classroom
about honesty and ass-kicking:
if you ask for it, then I have to let you have it.
You want to know what I make?
I make kids work harder than they ever thought they could.
I can make a C+ feel like a Congressional Medal of Honor
and an A- feel like a slap in the face.
How dare you waste my time
with anything less than your very best.
I make kids sit through 40 minutes of study hall
in absolute silence. No, you may not work in groups.
No, you may not ask a question, so put your hand down.
Why won’t I let you go to the bathroom?
Because you’re bored.
And you don’t really have to go to the bathroom, do you?
I make parents tremble in fear when I call home:
Hi. This is Mr. Mali. I hope I haven’t called at a bad time,
I just wanted to talk to you about something your son said today.
To the biggest bully in the class, he said,
“Leave the kid alone. I still cry sometimes, don’t you?”
And it was the noblest act of courage I have ever seen.
I make parents see their children for who they are
and what they can be.
You want to know what I make?
I make kids wonder,
I make them question,
I make them criticize.
I make them apologize and mean it.
I make them write, write, write.
And then I make them read.
I make them spell definitely beautiful, definitely beautiful, definitely beautiful
over and over again until they will never misspell
either one of those words again.
I make them show all their work in math
and hide it on their final drafts in English.
I make them understand if you’ve got this [brains],
then you follow this [heart],
and if someone ever tries to judge you
by what you make, you give them this [the finger].
Here, let me break it down for you, so you know what I say is true:
Teachers make a goddamn difference! Now what about you?
Chaves de fendas e gatos pretos - Vá lá não desanime!